Havia duas tendências antes de começar o V Chuteira a respeito do sorteio dos grupos: uma delas via os times mais tradicionais e apontava o Grupo A como o mais “difícil”. A outra tendência via nos times novos que caíram no Grupo B o verdadeiro “grupo da morte”, pois só haveria ali times bons ou muito bons. Após a primeira rodada, comprovou-se que o grupo B deve se caracterizar pelo total equilíbrio entre as equipes e uma briga pelas seis vagas até a última rodada.
O cabeça-de-chave Acidus não saiu de um empate contra o novato Crociatti. O jogo muito pegado, em razão da amizade do Crociatti com Caio, que fez com que jogassem “tudo” para derrotá-lo, e as diversas chances de gols desperdiçadas não são desculpas para o vice-campeão apenas empatar. Pode ter aí um indício de que o Acidus perdeu força do torneio passado para este, o que favorece os demais times. Mas é também verdade que o Crociatti tem um time muito raçudo e cheio de vontade. Se entrar com a “pegada” que jogou contra Acidus, vai surpreender muitos times ainda e pode até que facilmente conquistar a classificação.
Outro tido como forte era o Fiorella que, em razão da péssima pontaria de seus atacantes, acabou por perder um jogo (1 a 0 para o Melville) em que foi melhor em campo. Sem Caju e Tigues, pode ser que o Fiorella demore mais para “pegar ritmo” e emplacar, mas o time continua muito sólido em sua defesa e muito forte fisicamente. Enquanto isso, o Melville venceu um jogo-chave para ele e tem pela frente times considerados mais rápidos e leves – característica da maioria das equipes do Grupo B – e pode usar a seu favor a experiência da zaga – Maurício, Josi e Garo – e a velocidade de Alemão e Felipe no contra-ataque.
O Só Lance era uma incógnita que se mostrou ser uma realidade. Mesmo de última hora fechando as peças do elenco, a equipe de Caio, Kaka e Ronei venceu um Muleke Piranha dos gêmeos loiros e de Salada apenas após uma semana de ser goleada pela mesma equipe em amistoso. Isso mostra que ninguém vence jogo pelo histórico ou com nome, e as novas regras em termos de cartão vieram para infernizar os times mais indisciplinados. O Muleke Piranha foi um caso desses, que por jogar com um a menos acabou sofrendo a virada. Ambos são times muito rápidos e técnicos, e prometem ser grandes obstáculos aos demais.
Kadência é o time que mostrou o melhor futebol do Grupo B nessa primeira rodada. Forte na marcação, gana de vencer e oportunismo, passou por cima do Atlético Pagalanxe, que visivelmente sentiu o peso da estréia e a ausência do goleiro Erich. O Kadência teve em campo um time sólido da defesa até o ataque e parece que Paulinho resolveu fazer gols, coisa que não vinha conseguindo no Joga 13. O Pagalanxe, pelo que já se viu, deve encontrar seu futebol conforme vá baixando a adrenalina da estréia e seu jogo rápido e de toques rápidos aparecer em breve. Ambos são favoritos às vagas do grupo com tranqüilidade.
MachuPichu e Basicus fizeram um jogo cheio de erros, de ambas as partes, mas os erros do Basicus foram mais “fatais” que os do MachuPichu. O Basicus sofreu com a falta de entrosamento, já que praticamente todos ali já jogaram o Chuteira por alguém time e experiência é o que não falta. Mesmo com a derrota, o Basicus deixou a sensação de que pode e deve incomodar e lutar por uma vaga do grupo, assim como o instável MachuPichu, que é também conhecido como o Robin Hood do Chuteira, pois reconhecidamente tira pontos dos “times grandes tradicionais” para perder para os “novatos menores”. Se a equipe de Danilo vencer essa sina, vai entrar para a briga pela classificação. Se não, as chances são poucas, pois no Grupo B o que não falta é time “grande” e de tradição no Chuteira.
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