Foram quatro jogos. Dois deles com placar elástico, dois deles vencidos no sufoco. Poucos esperavam tanta dificuldade para Inflação e Zenite, mas Clube Atlético Darcy e Exilados complicaram demais a vida dos favoritos e quase estragaram a classificação para as semifinais.
O primeiro duelo envolvia o badalado Inflação e o novato C. A. Darcy. O tricolor do técnico Lói entrou em campo com uma tática simples e direta: marcação meia quadra. Tanto que “meia quadra” era o que mais se ouvia na lateral a seus comandados. A estratégia deu muito certo boa parte do tempo, com o time marcando, correndo, desarmando e criando chances no contra-ataque. Num deles, ainda no primeiro tempo, Shin abriu o placar da partida após jogada de Sapão.
O Inflação tinha dificuldades; Bahia, anulado, pouco fez. Os chutes de fora da área iam na maior parte pra fora ou paravam no bom goleiro Rafael. Porém, a inexperiência do time pesou e, numa falha coletiva da defesa, Canibal escorou no segundo pau e empatou após cruzamento.
O segundo tempo teve a mesma tônica: Inflação martelava mas não conseguia furar o bloqueio adversário. O Darcy teve chances de marcar e voltar a liderar o placar, mas uma falta ensaiada faltando menos de 5 minutos para o fim derrubou o novato. Danilo rolou na ponta esquerda, para escorada de um e batida certeira de Lucas Tadeu. Era a virada, o 2 x 1, que se manteve até o apito final.
Lucas Tadeu manda a sapatada para marcar a virada ao Inflação; Darcy deixou ótima impressão
Ao fim do jogo, a turma do Inflação era só elogios aos parceiros do C. A. Darcy. “É um time muito bom que chega forte ao Chuteira 5. Tem tudo para subir com facilidade”, apostavam alguns, entre eles o técnico Evandrão.
Se o Inflação sofreu, o Mulekes não tomou conhecimento do Voando Baixo e aplicou a maior goleada da rodada – 5 x 0. O time do artilheiro Matheus, que soma 8 na competição, fez o feijão com arroz, tocou bola pra lá e pra cá e encontrou os espaços para fazer o resultado. O gol de Pedrinho com menos de 2 minutos de jogo deixou as coisas mais fáceis.
Matheus marcou duas vezes para o Mulekes e assumiu a artilharia isolada da competição
Placar elástico, mas sem a facilidade do Mulekes, obteve o NQS no duelo que tinha tudo para ser o mais equilibrado. Dois times rápidos com propostas distintas: o toque de bola do NQS versus a velocidade do Kansado. Thales abriu o placar ao NQS e Luis Fernando, num pênalti muito criticado pela turma chavosa, anotou 2 x 0. Na verdade, o camisa 25 perdeu o pênalti – defendido pelo goleiro Luongo –, mas o rebote ficou com ele que, com calma e muita categoria, dominou, cortou o arqueiro e tocou fraquinho ao gol.
No segundo tempo o Kansado foi pra cima – era o que restava. Aí foi a vez do NQS usar o contra-ataque a seu favor. O time podia ter feito muitos gols se Noal não estivesse descalibrado. Mesmo assim o 99 deixou o seu e fechou o placar em 3 x 0, com vaga nas semifinais garantida.
NQS controlou o jogo e fez o resultado com tranquilidade; Noal perdeu vários gols, mas enfim deixou o seu
A partida final da tarde colocou o favorito Zenite diante do aguerrido Exilados. E novamente as forças se equivaleram em campo, com o time do capitão Zeca bem fechado mas também disposto a atacar. A bola na trave de Joca no primeiro lance do jogo comprova isso. Não só isso, como a abertura do placar, em que Rafinha escorou para dentro do gol após confusão dentro da área. O Zenite foi pra cima em seguida e logo encontrou o seu gol – o pequenino Dutra completou de cabeça no meio da área e deixou tudo igual.
O segundo tempo foi de poucos gols mas muita emoção. O Exilados marcava bem e não deixava o Zenite chegar. O segundo gol da zica saiu dos pés do recém-chegado e ex-Bacana Demehur – atrasado para o jogo. ele bateu falta do meio de quadra rasteira que acabou morrendo nas redes aos 14 minutos. A partir daí o Exilados foi pra cima com tudo, inclusive com o capitão e zagueiro Zeca indo fazer o papel de pivô e tentar o cabeceio – este seu ponto forte. A bola não queria entrar jogando, e aí a tensão foi para o shoot out, já que ambos os times estouraram o limite de faltas.
As coisas podiam ter acabado quando o Zenite teve a chance do 3 x 1 em shoot out após falta boba de ataque no goleiro Ballestero. Levy – e não Fê Rampazo, como se podia esperar – foi para a bola e tocou raspando a trave. O troco veio na mesma moeda: Demehur meteu a mão na bola já nos acréscimos e deu a chance do empate ao Exilados. Rafinha foi o encarregado da cobrança. Ele correu e, na hora que viu Ballestero crescer na sua frente, não sabia se driblava ou tocava. Resolveu tocar e viu o goleirão garantir a classificação da turma da zica para as semifinais! A ausência da famosa bateria pode ser o que dificultou a vida do time.
Com shoot outs perdidos no final - dos dois lados - Zenite garantiu que não houvesse zebra nas semifinais
Assim, os quatro melhores da primeira fase estão nas semifinais, a serem realizadas no dia 21 de fevereiro. O Mulekes encara o NQS no duelo monocromático da rodada – branco x preto. Dois times com formas similares de jogo, mas com histórias bem distintas. No outro confronto, o Inflação encara o Zenite.
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