Ainda sem vencer, o Basicus segue brigando com algo que vem aterrorizando a equipe –a síndrome do apagão no segundo tempo. Se os jogos do Basicus acabassem com o apito do fim do primeiro tempo, o time teria hoje 2 pontos. Dos 7 jogos disputados, virou empatando dois deles e nos demais não perdia por mais de dois gols de diferença.
O problema é mesmo os últimos 25 minutos. No primeiro tempo, a equipe consegue manter o equilíbrio e jogar de igual pra igual com todos os adversários, mas algo acontece após o intervalo que o um erro qualquer coloca tudo a perder e possibilita os placares elásticos.
“Não sei o que acontece. O time só erra no segundo tempo”, aponta Paulinho Ventura, espécie de coringa da equipe, já tendo jogado de atacante, zagueiro e até goleiro. O mistério ainda é algo inexplicável para quem está jogando, imagine para quem está de fora. Publius, que chegou recentemente do Acidus, tentou explicar a situação. “De fora, sempre achei que o time cansava no final, mas agora jogando percebo que não é isso”, começou ele. “O time se perde e pára de correr quando um ou outro perde a bola. Falta sintonia porque a grande maioria sabe jogar bola”, completou.
A situação ficou evidente diante da Equipe Bróder, quando o time fez um ótimo primeiro tempo, com dois golaços e acabou sofrendo o empate no último minuto antes do intervalo. No segundo tempo, parece que o ex-time rosa entrou já derrotado, pois ressoava nervosismo entre os jogadores e a EB foi marcando gol atrás de gol até fechar em 6 a 2. “Dominávamos o jogo e de repente tomamos gols absurdos, desses de perder a bola na frente do gol”, comentou Publius.
Parece mister afirmar que o time pára no segundo tempo tal qual uma situação de perigo individual que passa para o grupo. Tal qual uma manada sai correndo ao sinal de medo de um indivíduo do grupo, no Basicus parece que um jogador que pare de jogar e desista de um lance acaba por contagiar a todos, levando o time ao buraco. “Eu não agüento mais me matar em campo para ter de olhar pro meio de campo e ver neguinho com as mãos na cintura”, reclama Du Formiga quase todo pós-jogo.
Essa parece ser a sina do Basicus: todos sabem jogar bola, mas nenhum sabe manter estável o futebol no segundo tempo. O resultado é sempre o mesmo: derrotas, dor de cabeça e reclamação.
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