Iniciamos esta mensagem de fim de ano para contar um pouco do que nós, organizadores, passamos nas muitas horas que antecedem o primeiro jogo do sábado. Acompanhar três divisões, festivais e taças nos leva a uma miríade de vivências e experiências que vão além de jogar bola ou ver um bom jogo de futebol. Afinal, estar todo sábado em jornada de 8 horas debaixo de sol e chuva é também se comunicar e, acima de tudo, ser ouvido. E dá-lhe resenha nos corredores e bares (risos).
Assim, estamos lá, no meio de um monte de gente que gosta ou, no mínimo, sente a necessidade de se comunicar, falar e receber retorno sobre o que gostou, não gostou e o que poderia ser do Chuteira, para ouvir, tal qual numa terapia. Citamos a questão de “ser ouvido”, que é, hoje, uma das maiores competências do ser humano, como mote deste recado. Quantas vezes, talvez, lidamos com uma DR (discussão de relação) nos nossos relacionamentos, sejam eles profissionais ou pessoais?
No Chuteira, estamos sempre trabalhando, e as nossas atividades não estão limitadas somente à organização do campeonato, ver quadras, montar tabelas e alimentar o site de informações e novidades dos jogos. O trabalho se estende aos corredores, bares e vestiários do PlayBall. Ah, banheiros também! Estamos lá sempre para captar, ao máximo, tudo que todos querem falar e, posteriormente, receber feedback. Mas, antes de continuar, é importante saber o que é feedback. Palavra que vem do inglês que tem o significado literal de:
Feed = Alimentar
Back = Voltar
Existem três tipos de feedback: o positivo, o corretivo e o destrutivo. O correto é trabalhar com o dois primeiros, caso contrário, vira um F*DEback. Daí não é legal!
Feedback, inspirado em um livro chamado Preciso Saber Se Estou Indo Bem (Richard L. Willians), é uma técnica positiva para direcionar pessoas, por meio de um elogio (“Você é um ótimo atacante!”), seguido de uma necessidade de melhoria (“Desejo que você marque melhor!”) e que termina com uma solução (“Vou treinar você com esquemas defensivos!”). Ou seja, quem dá o feedback (emissor) precisa elogiar quem recebe (receptor), daí o receptor ouve um comentário sobre uma necessidade de melhoria (feedback corretivo) e termina recebendo do emissor, uma solução, uma dica. Senão fica fácil só elogiar ou criticar.
Popularmente ou, de uma maneira simplória, feedback é retorno, é resposta para quem precisa de alguma informação. No sentido literal, é dar um alimento a quem está com fome de se desenvolver ou mesmo está carente de conversar e ouvir um pouco. Um exemplo simples que ouvimos hoje?
- Você poderia checar quantos gols eu fiz no Chuteira? – JOGADOR (RECEPTOR) COM FOME DE CONHECIMENTO
- Sim, você fez 202 gols! – FEEDBACK DADO PELO EMISSOR
Se o receptor não deu o feedback = Cri... Cri... Cri...
Resultado: Se houve o feedback, SHOW. Caso contrário, temos um jogador, um ser humano frustrado.
Aula de comunicação? Aula de desenvolvimento humano? Sim. E feedback é um termo muito utilizado hoje nas organizações, se não for o mais difundido. Feedback é dar retorno sobre necessidade e sempre ocorre após uma pergunta, um comentário, uma percepção. Se pensarmos no papel do técnico, ele trabalha para desenvolver pessoas e precisa perceber muitas coisas no time e nos jogadores.
Muita gente já utiliza ou conhece o feedback nas empresas, conceito extraído de livros, cursos, artigos, e que pode ser compartilhado, quem sabe, em um site de campeonato de futebol. Sim, cá estamos!
Voltando à nossa vida de organizador... Quando encontramos alguém, a prancheta ou os papéis com horários e agenda dos jogos passa a ser também um caderno de anotações depois que ouvimos sugestões e, infelizmente, reclamações. Pois é, a palavra reclamação existe, assim como os fatos. Por isso estamos lá ouvindo, anotando e procurando soluções, respostas para pessoas com fome de conhecimento ou simplesmente com fome de serem ouvidos. Muitas vezes ouvimos e lidamos com comentários ou mesmo reações mais agressivas, mas estamos lá, tentando fazer o papel de psicólogos, terapeutas ou ouvintes com uma única certeza: ouvir com POSITIVISMO, para acalmar os ânimos encontrando soluções positivas. Este é o espírito de todos que estão lá, incluindo árbitros e mesários.
E olha que não para por aí, a comunicação se estende também por e-mails. Quantas ligações, e-mails e posts recebemos no decorrer da semana... Os “santos” domingos, que na vida atual passaram a ser dias úteis para muitos, também o é para nós, organizadores. As noites da semana, para quem trabalha em horário comercial (que lenda), passam a ser o segundo tempo do nosso trabalho. Muitas vezes vamos até a prorrogação – após meia noite – e continuamos atendendo quem conseguimos. É um trabalho ouvir e ler tudo, sempre aumentando a nossa atenção. Este é o objetivo.
Os números semanais de esfomeados por um feedback passa, fácil, de um cento. Os feedbacks são distintos e nem sempre são aqueles que todos gostam de ouvir ou ler, mas a ideia é essa, sempre atender ao máximo em tudo, para todos.
Mais um semestre se foi, muitos jogos, muitas sugestões e reclamações. As soluções imediatas e a curto, médio ou longo prazo também chegaram, chegarão e serão analisadas. Ainda não citei algo importante aqui e que aqueles muitos que vivem o Chuteira também fizeram: elogiar (feedback positivo). Os elogios vieram, e muitos. Ficamos felizes com todos os feedbacks que recebemos, seja qual tenha sido o meio de comunicação. Há uma frase no livro citado acima que serve para uma bela reflexão:
“A maioria das pessoas reluta em acreditar que dar feedback positivo seja de fato mais importante que dar feedback corretivo. Somos, no geral, rápidos em apontar os erros dos outros e lentos em reconhecer seus acertos.”
Pois é, né? Termino, aproveitando este período do mês e reforço: as festas estão chegando. Esta mensagem está sendo escrita no dia 23 e aproveitamos para deixar aqui uma pergunta bem reflexiva. Você já deu algum feedback hoje? Alguém já te ouviu? Pense nos seus parentes, amigos e colegas de trabalho e do Chuteira. Pense naquela pessoa que merece um feedback seu e que pode ser importante para a vida, principalmente em uma época de mudança de ciclo de ano, cheia de promessas.
Seja positivo! Caso não queira aplicar a técnica, dê simplesmente um retorno. Ligue para quem te ligou, escreva para quem lhe escreveu. Olhe nos olhos daqueles que te olharam. Caso não tenha ninguém (duvido), escreva para nós! Ficaremos felizes em receber o seu comentário! Aliás, trabalhamos e também somos carentes de ouvir. Certeza!
A todos... Um Feliz Natal e um ano novo cheio de conquistas. Se você colocou na sua agenda a meta de participar do nosso campeonato, melhorar o seu desempenho e do seu time, subir de divisão ou ser campeão, 2013 pode ser o ano.
Entramos de férias até o dia 13 de janeiro. Porém, a partir do dia 14 estaremos de volta com muitos feedbacks a vocês e algumas novidades para o ano pós fim do mundo. Se o mundo não acabou, o mundo do Chuteira também não. Seguimos em frente, olhando para os lados, a todos os amigos que conosco caminham, e mirando a frente.
Fortes abraços a todos. Que a rocha solidificada em quase 7 anos de Chuteira seja capaz de nos unir e fortalecer sempre mais e mais.
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