Lá se foram duas rodadas e parece apenas uma questão de tempo para que
HidroNG e
Bronx cheguem à Ouro. Os dois são líderes de seus grupos e favoritos ao acesso não porque venceram, mas sim porque fizeram duas ótimas apresentações, com goleadas. O Hidro bateu Bode (5 x 2) e Absolutos (8 x 3), enquanto o Bronx amassou Imperial (6 x 1) e Peneira (7 x 3).
O segredo deles, a rigor, não é segredo algum: elencos tecnicamente muito bons e mantidos há mais de ano, desde a disputa da Série Aço, quando polarizam as atenções (o Hidro tem vantagem, já que eliminou o Bronx na semifinal da Aço e foi campeão derrotando o mesmo Bronx na final da Bronze). Ambos os times fazem jogo sólido na defesa e têm facilidade de chegar ao ataque. Assim, foram 13 gols marcados cada um.
Entretanto, o melhor ataque pertence a outro time 100% – o
Ras Time, com 16 gols e dividindo a liderança do Grupo B com o Bronx. Eis um time cheio de altos e baixos. A cada semestre o Ras oscila – bons começos alternando com outros ruins. Nem sempre o bom start quer dizer que o time vai brigar pra subir, eis uma sina do Ras – alguém falou de cavalo paraguaio?
Na realidade, o Ras sempre foi refém das boas atuações de seu craque Rernanes. Quando ele está bem, o Ras vai bem. Já se ele está em uma má jornada... Pois a esperança maior em 2016 é justamente essa – o time venceu as duas partidas, contra dois bons adversários (Cachorro Velho – 10 x 2 – e Morada Choque – 6 x 3), sem Rernanes ser o destaque. Quem brilhou e decidiu foi a dupla Pet e Fezolas, que mostra que pode ser o diferencial para manter o bom momento até o fim da 1ª fase e garantir uma classificação sem sofrimento.
Vencer é importante, já dizem os “especialistas” no futebol, mesmo jogando mal. O
Fora de Série divide a ponta com o HidroNG não necessariamente jogando mal (mas longe de brilhar), mas sim jogando o necessário para vencer. Foram, até agora, duas vitórias apertadas (2 x 0 pra cima do Leões do Brás) e uma virada pra lá de improvável sobre o La Coruja por 5 x 4, com dois gols nos acréscimos. O Fora faz a lição de casa. O técnico Sega deve estar feliz, mas poderia estar mais se o time vencesse com folga. Porém, com ou sem sofrimento, o importante são os 3 pontos ao final, como diria aquele jogador em entrevista na beira do campo após um novo 1 x 0 morno de seu time. Um detalhe importante: na 3ª rodada, o Fora enfrenta justamente o HidroNG valendo a liderança isolada do Grupo A.
Se uns times começam bem, outros largam muito mal. Decepção é o
Peneira, que caiu da Ouro com um bom time. A expectativa era caminho fácil para voltar, mas o time entrou numa espiral de má fase que já dura 8 jogos em se tratando de Chuteira. Desde a 3ª rodada da 20ª edição da Ouro, ante o Arouca Jrs., em 19 de setembro de 2015, que o time não sabe o que é somar 3 pontos de uma vez.
A base peneirista é a mesma, mas o time vem se aprimorando na arte de errar. Sim, o Peneira erra demais – na frente e atrás. Erra perdendo gols incríveis, erra atrás nos passes em saída de bola e ajuda o adversário a ganhar. Contra o Fúria, um festival de erros de finalização. Contra o Bronx, o inverso – a defesa entregou a rapadura e fez a festa dos adversários. Nem a volta do atacante Anderson Silva e a chegada de Nego Wé na defesa ajudaram. O time apelou e repatriou, para a 3ª rodada, quatro nomes que eram do Inflação – Canibal, Gordo, Jé e Negueba. Isso vai dar algum samba?
Outro que decepcionou é a filial do Bacana na Prata – o
Bode! O Bodão da massa nunca teve tantos jogadores em seu elenco, mas também o menor grau de comparecimento aos jogos. A base segue firme e forte, tanto que fez um primeiro tempo grandioso na estreia ante o HidroNG, quando ganhou parcialmente por 2 x 0. Entretanto, no segundo tempo o time ruiu e sofreu a virada (5 x 2). Na 2ª rodada, sem goleiro, sem Julio, sem Caue e sem Renatinho, conseguiu maior posse de bola e chances de gol criadas, mas parou no goleiro Xuxa e demais leoninos do Brás. A situação do Bode não é tão grave, pois o time apresenta futebol e já mostrou potencial, mas o lado psicológico pode pesar. Afinal de contas, folgando neste sábado, pode chegar à 4ª rodada sendo o único time sem pontuar e 6 pontos atrás do G-6.
O
Absolutos fez apenas um jogo e deve mostrar mais do que na goleada sofrida para o Hidro. O elenco é o mesmo da temporada passada, quando o time trouxe uma tática de abafa na saída de bola que rendeu ao time grandes atuações e resultados. O
La Coruja, após excelente campanha na III Copa Apertura, ainda não provou na Prata que é time para ficar na divisão. Godoy e Chapeta chegaram do falecido Opalas, com o primeiro sendo destaque no Apertura, mas na Prata ainda não saiu do zero. O
Leões do Brás está repleto de caras novas e com Berga ainda machucado. O que pode fazer ainda é incerto. O
Real Madruga perdeu o goleiro João e o atacante Bruninho (foram para o Shakthar dos Leks), mas agiu rapidamente e trouxe outro Bruninho – o Russo – que, além de ser fisicamente parecido com o outro, joga igualmente também. Tomou uma virada inacreditável do Divino na estreia e goleou o É Verdadeee em seguida. Tem tudo pra ser forte candidato a brigar pela ponta.
Divino e
Abusados fizeram apenas um jogo e venceram. Bom sinal.
Morada Choque e
Camaro venceram uma e perderam outra. Não passam ainda confiança de que podem ir longe. Incógnitas mesmo são É Verdadeee, Cachorro Velho, Fúria e Imperial. Qual a ambição deles na temporada? O
Fúria precisa parar de empatar e voltar a vencer – e lá se vão 11 jogos sem saber o que é isso. O
É Verdadeee alterna bons jogos com outros a se esquecer. O
Cachorro Velho precisa esquecer arbitragem e focar em repetir a boa campanha da Prata passada. O
Imperial, pelo que se viu na estreia, precisa encontrar um time, já que possui o elenco mais enxuto de todos os times.
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