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Os números indicam que Mulekinhos e Wake ‘n’ Bake farão a final; algum time se candidata a zebra da vez?

A briga dos 8 times que disputam as oitavas de final da Aço neste sábado é para subir à Bronze. Afinal, com o que vem jogando e mostrando Wake ‘n’ Bake e Mulekinhos, líderes soberanos em seus grupos na 1ª fase, não tem pra ninguém mais.
 
Parece chover no molhado, já que desde o semestre passado a dupla vem polarizando atenções. Ambos estavam no mesmo grupo do Chuteira 5, e o Wake faturou o round 1. Repetiu a dose no round 2, ao vencer na prorrogação a final e ficar com o título. Tudo indica que teremos um round 3 no dia 25 de junho, na possível final do VII Chuteira de Aço.
 

Entretanto, até lá temos 3 sábados para confirmar as previsões ou vermos alguma zebra. Sem menosprezo a ninguém, com campanha e números como os apresentados até agora, qualquer resultado que não vitória dos dois seria considerado uma grande zebra. O Mulekinhos deitou e rolou no Grupo B (7v e 1e), tanto que cravou o melhor ataque – 59 gols em 8 partidas (mais de 7 gols por jogo!) da competição. O Wake não ficou muito atrás – total de 57 gols anotados (7v e 1d). A única derrota do Wake no Chuteira, na rodada final ante o Voando Baixo, decorreu de um time sem reservas, sem suas principais peças e com nada menos que 8 pontos na frente do 2º colocado. Vale algo?
 
Nas oitavas, são quatro jogos cuja marca maior é a imprevisibilidade. Com os dois times acima citados à frente dos demais, o que fica é muito equilíbrio e a incógnita. O Faroeste, em sua primeira participação na Aço, começou com classificação e emplacou o MVP da competição, seu camisa 10, Rodrigo. Um dos times mais disciplinados e dedicados colhe seus frutos. Pode ir além se vencer o Bonde dos Abelhas, que começou mal mas se encontrou no decorrer dos jogos. Maca não anda sendo decisivo como costumava, e a defesa parece não exalar muita confiança – tanto que, ao lado do Competition, é o único que tem saldo de gols negativo entre os 12 classificados. Em contrapartida, é time acostumado a decisões que já tem um título (Bronze) no currículo. Pode pesar na hora do vamos ver.
 

Como falamos no time da academia, os meninos do Rafa Martins e do seu estagiário Ricardinho encara o Voando Baixo, que chega cheio de moral pela classificação improvável e o status de carrasco da invencibilidade do Wake ‘n’ Bake no Chuteira. Vitórias heroicas costumam inflar um time, o VB deve aproveitar a onda e surfar nela. O Competition, do capitão Godinez, traz o selo do time da virada, de frieza para correr atrás e chegar lá. Hollywood ainda não brilhou. Pode ter chegado a hora. Duelo interessante.
 

O Darcy entraria, contra o Maciota´s, com uma boa vantagem em termos de futebol, mas esse passo à frente desaparece quando vemos que Duzinho e Nego estão suspensos. O camisa 10 é o artilheiro e armador do time, enquanto o outro passa segurança na defesa. Sem eles, outros deverão surgir como protagonistas – e terão cacife para tanto? Piora a situação do Darcy a falta de cabeça de alguns, que tomam cartões bobos (12 amarelos e 4 vermelhos) e focam-se durante os jogos na arbitragem. Enquanto o adversário do Darcy for a arbitragem, muita coisa não sairá dessa cartola. Mas é um time sólido, com potencial para ir longe.
 
É nos pontos fracos do Darcy que o jovem time do Maciota´s deve apostar para avançar. Paulinho, Rafa Gil, Vitinho, Miller e Juba precisam jogar como fizeram ante o Rabisco para superar as oitavas. Se Jerry e Evandro, os “vovôs” do time, contribuírem, a missão pode ficar mais leve.
 

Casca grossa promete ser o confronto entre Valência e Basicus. Ali deve sair faísca! Dois times pesos pesados na defesa e leves no ataque (gostou, Puff?). Os irmãos Bim mais Caza seguram a bronca atrás, Veneza e Alex despontam no meio e Puff, Caballero e JP no ataque. Um bom time que merece melhor sorte na competição, mas que encara logo em seu primeiro desafio no mata-mata um time maduro que, se vier completo, pode complicar demais a vida dos rosados.
 
A campanha do Valência é daquelas de não botar medo em ninguém (4v, 1e e 3d). Os números defensivos assustam – 34 gols em 8 jogos. Isso dá uma média de 4,25 por partida (para efeito comparativo, o Basicus sofreu 3 gols por jogo). Num jogo de playoff, isso é quase sinônimo de eliminação. No ataque foram 40 gols, sendo 17 deles de Rafinha, o destaque disparado desse time. Porém, com todos presentes torna-se osso duro de roer. O trio Eiras, Valceiro e Rafinha foi responsável por 31 dos 40 gols marcados e pode desequilibrar. Só que do outro lado tem a experiência de Caballero, JP e Puff, 20 gols dos 31 dos comandados de Rodrigo Barath.
 

Grandes jogos e daí saíram os adversários de Wake ‘n’ Bake, Mulekinhos, Rio-Sampa e Rabisco. Estes dois últimos fizeram campanhas surpreendentes. Os cariocas apresentam a melhor defesa da competição, apesar dos destaques individuais estarem do meio para frente – Waltão, Marcinho, Ké e Carioca. Já o Rabisco encontrou a dose certa entre jogar para se divertir e jogar para ganhar. Uniu os dois e a campanha de 5v, 1e e 2d comprova estarem no caminho certo. Entretanto, ainda há esperanças da dupla Ozil e Murilo brilhar e contribuir mais ao time. Se isso acontecer, o Rabisco é forte candidato a ser zebra.
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