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Com a saída do CAV, um novo ciclo se inicia e ao menos seis equipes abrem a 21ª edição da Ouro como favoritos ao título

Fim de uma era e, consequentemente, início de outra. Após conquistar a hegemonia, faturando o tetracampeonato na elite, o CAV anunciou sua saída do Chuteira de Ouro. Para os apreciadores do futebol clássico, de toque de bola qualificado, uma perda. Fica a pergunta: alguma equipe conseguirá igualar o feito alcançado pelos alvinegros? Fato é que a saída dos caveiras abre de vez a disputa pelo título. Com isto, ao menos seis times iniciam a competição lutando pela taça e, quem sabe, pelo início de uma nova era de conquistas na principal divisão do Chuteira.
 
Ao contrário das últimas edições, esta tem início sem um favorito muito destacado. O sorteio dos grupos, realizado no último sábado, serviu para comprovar que o equilíbrio entre os participantes promete ser a tônica do certame. Na chave A, destaque para o Primatas, atua vice-campeão, que mostrou poder de superação muito grande no semestre passado. Na fase de classificação, com campanha de altos e baixos, ficaram com a última vaga do grupo. Entretanto, no mata-mata, os símios cresceram e, jogando com muita garra, à base de forte marcação e com Marcelo Gama resolvendo no ataque, eliminaram os favoritos A.A.A., Futsamba e Inflação, até chegarem à decisão, quando foram superados justamente pelo CAV, no gol de ouro. Os rubros iniciam a competição desfalcados de peças importantes, como Antoniazzi e Mario Junior. Repetindo o estilo de jogo mostrado na edição passada, principalmente nas partidas eliminatórias, podem chegar longe mais uma vez.
 
Ainda na chave A, o Arouca é outro adversário a ser respeitado. A equipe terminou a fase de classificação na liderança de seu grupo nas duas últimas edições, no entanto, ficou devendo nos mata-matas. Promete mais uma vez entrar com força, ainda mais com a volta dos irmãos Thiaguinho e Balãotelli, após o fiasco organizacional do A.A.A.
 
No mesmo grupo, o reforçado Futsamba também deve fazer bonito e, para tanto, conta principalmente com os gols do artilheiro Zé e reforços oriundos do Lodetti, como o goleiro Allyson, os meias Pedro e Dih, além do futuro papai Toretta.
 
Na chave B, o Mulekes, último campeão antes da série do tricampeonato do time da Vila, entra como forte candidato mais uma vez. Com jogadores leves e futebol envolvente, inicia a disputa tentando apagar a última impressão deixada no semestre passado, quando esteve irreconhecível em campo e acabou goleado, por 7 x 2, pelo grande rival, nas semifinais.
 
Outro que entra com chances reais de título é o Nois Que Soma. Os aurinegros chegam à elite depois de conquistarem o título em todas as divisões de acesso, desde o Chuteira 5. A força da equipe está no conjunto, que tem como principal ponto o equilíbrio, com forte poder ofensivo e geralmente sofrendo poucos gols. No semestre passado, na conquista da Série Prata, com campanha de 100% de aproveitamento, foram impressionantes 83 gols pró e 22 sofridos. Para a Ouro, vieram Murilo, ex-A.A.A., Rafa Martins, ex-Med Taubaté, e Levy, ex-Zenite. Em compensação, a equipe perdeu Iago e os irmãos Guto e Dezinho (Rabisco), além de Thales, Herick e Gleissinho.
 
Também no Grupo B, o Roleta Russa Olímpico promete sonhar alto. A equipe teve recuperação espetacular na última edição, encaixando três vitórias consecutivas nas rodadas finais da primeira fase e passando de virtual rebaixado a classificado para os playoffs. Acabou eliminado nas quartas de final. O habilidoso Kuminha e o capitão Pina continuam sendo os destaques do time, mas Alemão apareceu muito bem semestre passado na zaga e, do Bengalas, chegam Luisinho e Tché, sonho antigo dos olímpicos que enfim se realiza. É garantia de experiência e bola no chão para os momentos mais críticos.
 
Outras equipes correm por fora, mas podem surpreender. Uma delas é o Real Paulista Classic. Mais experientes após a participação no semestre passado, os merengues lutam pela classificação para o mata-mata e buscam ir além das oitavas de final, fase na qual foram eliminados na última edição. O que pesa contra é a saída do artilheiro e MVP Cadu, que embarca no ShotGun para a disputa do Chuteira 5 com antigos parceiros.
 
Zenite e Med Taubaté, que retornam à elite após semestre na Prata, mostraram bom poder ofensivo em suas exibições mais recentes, mas, para entrarem de vez na briga, precisarão não repetir os erros do passado. Terão de lidar com a perda de seus principais jogadores - no caso do Med, do já citado Rafa, enquanto o Zenite viu seu artilheiro Rapha vestir a camisa do Vingadores. Ambos devem procurar quem assumirá o comando do ataque e a responsabilidade dos gols.

O Arouca Jrs. é mais um que pode buscar voos mais altos, entretanto, terá que superar a barreira das oitavas de final, fase na qual foi eliminado nas duas últimas edições da competição. A sina de amarelar na hora H persegue o time e este parece ser seu maior empecilho, mesmo com os reforços vindos do A.A.A. – Cesinha e Ricardinho.
 
As cartas estão na mesa. No próximo sábado, 18 equipes iniciam a disputa do XXI Chuteira de Ouro com o mesmo objetivo. Com a bola rolando, poderemos saber quem se apresenta como principal candidato à construção de uma nova era vitoriosa. Boa sorte a todos! 
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