A formação das chaves do mata-mata da 9ª edição da Aço coloca como favoritos à final os campeões de cada grupo. De um lado, All Games; do outro, Guaxupé. Os dois já subiram de divisão e ainda não perderam na competição. O All Games teve a melhor campanha geral, com 22 pontos conquistados em 24 possíveis (7v e 1e). Já o Guaxupé somou 6v e 2e num grupo tido como mais complicado. A rigor, os dois grupos foram equilibrados e só decididos na rodada final, quando o All Games bateu o Xoras em confronto direto e o Guaxu se garantiu ao golear o Faroeste (TeJanto esperava por uma derrota dos mineiros para subir).
De agora em diante, qualquer vacilo representa o adeus. O TeJanto espera o vencedor do confronto
Acidus x
Voando Baixo. O primeiro vem numa ascendente após início vacilante. Ficou na 3ª posição do Grupo A e fez por merecer tal posto – só perdeu para os dois primeiros colocados (All Games e Xoras), e jogando de igual para igual. A defesa, outrora ponto fraco, passou a funcionar melhor, tanto que sofreu apenas 18 gols em 8 jogos (2,25 por jogo). Melhor que ele só justamente os dois citados acima. O ataque continua órfão de um matador, papel desempenhado por Vini até tretar com o novo técnico, Ligeiro, e ir para o Ex-trelas na atual temporada (ah, se arrependimento matasse...). Essa orfandade se manifestou no leque de jogadores marcando gols, sendo que o artilheiro é o meia Cassio Negão, com 5 gols (9 estrelas no MVP). Rapha Manso tem 4, assim como Paulinho. Porém, reforço parece ter sido a chegada de um técnico pra valer. Ligeiro, ex-jogador do Só Risada, assumiu o time e colocou a turma nos trilhos.
O adversário do Acidus é, talvez, o time mais instável da Aço – o
Voando Baixo. Capaz de grandes jogos e resultados expressivos ao mesmo tempo que aparece com 6 jogadores e toma uma piaba de 16 x 2 na rodada final. O time somou 10 pontos num grupo que Elite e Corleone perderam de todo mundo. Ou seja, ante os rivais à mesma altura, o VB ganhou apenas um jogo, empatou outro e sofreu 4 derrotas. Um histórico negativo para um mata-mata, apesar das boas individualidades do time, como Ceará, um dos artilheiros da competição com 12 gols, e Reinaldo. Não terá o luso Manuel, suspenso, o que configura ótimo reforço ao Acidus.
O duelo alvinegro da vez será entre
Se7e de Perdizes e
Toiss, sendo que quem passar encara o All Games. Com 14 e 13 pontos respectivamente, fizeram campanha regular pra bom com 4 vitórias em 8 jogos, surpreendendo até, especialmente o Se7e, que venceu o Interativo na última rodada e não ganhou do Guaxupé por um minuto. Bruno é a arma do time, sem desconsiderar o sempre eficiente Bolas no ataque e pelo alto, além da sensação Pasquale, MVP nas últimas duas rodadas. Do ano passado para esse a galera de Perdizes juntou várias caras novas a seu elenco, tomando o espaço de figuras históricas da equipe. Eles vão se entrosando aos poucos e rendendo bons frutos. Nomes dessa nova safra: Gui Olival, Bahuan, Rubens, Arioli e Gabriel. Entretanto, ainda quem faz a diferença é a velha guarda.
O Toiss queria se livrar da pecha de time do Robinho, mas não teve jeito. O camisa 9 foi o astro mor dessa constelação, tendo somado 15 estrelas no MVP (o vencedor, Drey, do All Games, teve 17) e 10 gols marcados. Renato (5), Samuel e Wesley (4) vêm em seguida, e no mata-mata poderão ajudar Robinho na difícil tarefa de levar a gorilada além de uma oitavas de final. Detalhe importante: o Toiss teve o segundo melhor ataque do Grupo A, com 31 gols anotados (quase 4 por partida).
Do outro lado, o Xoras espera o vencedor de
Faroeste x
Elefantes Indomáveis. Os indomáveis eram carta fora do baralho até descobrirem que carregavam o recorde negativo de 29 jogos sem vitória. Daí em diante venceram 3 vezes e garantiram classificação. Mexer com os brios da rapaziada fez bem ao grupo, que, apesar dos 9 pontos, terminou a 1ª fase com o pior saldo de gols entre os 12 classificados – 9 tentos negativos. O seu adversário, o Faroeste, por sua vez, não ficou muito atrás. Tem -1 de saldo, graças à acachapante goleada sofrida na rodada final para o Guaxupé – 7 x 0. Para um time que brigava pela ponta antes da rodada, tal resultado pode deixar dúvidas quanto ao poderio de Adilson, BT e cia.
Entretanto, o Faroeste passou por leve reformulação (uma rapaziada saiu e montou o QSF, disputando o Chuteira 5) e tem em seu elenco alguns novos bons valores, como Caio Cesar, artilheiro do time com 8 gols. Ao lado de Eric e Sylvinho, ele desbancou o trio ofensivo padrão da equipe – BT, Adilson e Rodrigo. O trio vive jejum de gols e possibilitou a ascensão do parceiro.
Em comparação, o Elefantes tem em Cauê seu homem gol e também traz caras novas, como Lucas Marques e Danilo Zorzi. Além disso, o time tirou do ostracismo o goleiro Polito, ex-Os Mostarda, e recupera o atacante problema João Corazza, em fase de bom mocismo (com leves recaídas). Voltando às origens o Elefantes pode surpreender.
Finalmente, o
Interativo entra em campo para encarar o
La Coruja. No papel, enorme vantagem ao time de B12 e seus comparsas, mas o Interativo ainda é um time a se firmar. A derrota para o Se7e de Perdizes é uma mostra que ainda falta algo para esse time engrenar. Habilidade e capacidade técnica ele tem de sobra: B12, Jabá, Vico e The Rock formam o quarteto poderoso que o técnico Amaro tem em mãos. Juntos marcaram 30 dos 36 gols da equipe. Atrás, o sempre bom Samuka pode fazer a diferença num jogo eliminatório.
Como se comportará o La Coruja, do vencedor do troféu MVG Ronaldo? A presença do goleiro impediu, certamente, maiores estragos no saldo de gols da equipe (que ficou no zero, com 27 gols marcados e sofridos), que venceu os 4 últimos colocados e tem como resultado mais expressivo o empate ante o All Games, com dois gols no minuto final. Em termos individuais, o atacante PZT é destaque – 9 gols e 10 pontos no MVP. Entretanto, é a força do conjunto que fala mais alto.
Certo é que quem avançar terá pedreira pela frente. Guaxupé e TeJanto são os melhores ataques da competição, superando a marca dos 50 gols anotados. Xoras e All Games, por sua vez, são as duas melhores defesas (10 e 16 gols sofridos respectivamente). Três deles ainda não perderam e dois deles não garantiram o acesso, ou seja, chegar numa semifinal é primordial para estar na Série Bronze semestre que vem.
O All Games tem o MVP da temporada, Drey. O TeJanto tem o artilheiro, Bruninho, enquanto o Guaxupé tem o vice-artilheiro, Luquinhas. O Xoras tem o goleiro Piero, que sofreu média incrível de apenas 1,25 gol por partida. O All Games tem um jogo coletivo de dar inveja a qualquer um. O Guaxupé tem uma habilidade ímpar com a bola nos pés e sabe tocar como poucos a bola até chegar à área adversária.
Quem quiser ir além terá de superar esses quatro adversários de peso nas quartas de final. Dá?
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