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Em final esperada, Mulekinhos decide contra o Wake ‘n’ Bake e busca se vingar da derrota sofrifda na fase de grupos


Após quase três meses de competição, enfim chegou o grande dia. Desde a metade da primeira fase, dava-se na cara que Mulekinhos e Wake ‘n’ Bake eram os favoritos para fazer a finalíssima do IV Chuteira 5 por conta das qualidades técnicas, táticas e o instinto de jogarem para frente. O embate entre eles na última rodada da mesma fase mostrou isso, e o time de Fongaro e cia levou a melhor. Daí vem todo aquele clima de revanche no ar.
 
Depois daquele confronto, em 14 de novembro, nada mudou no desempenho das equipes: os dois estão garantidos na Série Aço de 2016; o Wake veio de uma goleada sobre o Rio-Sampa por 10 x 3 e uma classificação decidida nos cinco minutos finais contra o Real Marista (2 x 1) e segue invicto; o Mulekinhos continua goleando os seus rivais (5 x 2 contra o Interativo e 6 x 2 diante do C. A. Darcy).
 
E o que faz dessa final ser imperdível? Simples. O Mulekinhos costuma jogar em velocidade, tem um poder de finalização letal, conta com os gols de Amaral e Hulk, além da segurança de Vina na meta. Vale lembrar que o time tem o melhor ataque da competição, com 55 gols marcados.
 
Já o Wake ‘n’ Bake, por sua vez, aposta em seu conjunto e a posse de bola. Costuma ter a paciência de executar uma jogada, fato que aconteceu na partida passada contra o Marista, quando ficou a maior parte do tempo com a pelota nos pés e foi objetivo quando precisou atacar. Tutão, Leite e Fongaro são os cabeças do time e é por eles que nascem as principais jogadas do time vinho. Olho neles!
 
As duas equipes têm campanhas praticamente idênticas, quando saíram da chave A. Desde o início mostraram qualidade quando goleavam equipes consideradas mais fracas, e mesmo o adversário sendo um pouco melhor, os triunfos também eram elásticos.
 
O primeiro divisor de águas no grupo veio na terceira rodada, quando o Wake empatou em 4 x 4 com o Real Marista e o Mulekinhos passou sufoco, mas venceu o Faroeste por 3 x 2 (única vitória considerada apertada da equipe no campeonato). Parecia que ali teria uma supremacia branca, pois o time dava show e goleada rodada a rodada, quando nem o Real Marista conseguiu escapar das travessuras dos “mulekes”. Ao mesmo tempo, o Wake fazia a sua parte, mas nem adiantava secar o rival. Pois é, os “Deuses do Futebol Society” quiseram colocá-los frente a frente na última rodada para medirem forças, e eis que o segundo divisor de águas apareceu.
 
Quando tudo parecia que a vaga para a Aço estava certa para o Mulekinhos, veio a derrota no primeiro encontro entre eles por 3 x 2, jogo decidido nos minutos finais. Nas quartas de final, o time branco quase se complicou contra o Interativo, quando chegou a virar o primeiro tempo perdendo e parecia que a derrota na última rodada poderia afetá-los de alguma forma. Parecia que a “crise” estava instalada, mas no segundo tempo as coisas mudaram e a vitória veio por 5 x 2.
 
Na semifinal, outra goleada contra um velho conhecido da fase de grupos: o Darcy. Se na primeira fase o Mulekinhos deitou e rolou ao vencer por 8 x 2, quando a partida valeu vaga para o acesso, nova goleada (6 x 2) e decisão mais esperada do que saber os finalistas da Bola de Ouro da Fifa contendo Messi e Cristiano Ronaldo.
 
No lado do Wake ‘n’ Bake, as quartas de final foi um verdadeiro “treino” contra o Rio-Sampa. Goleada por 10 x 3, mesmo com uma primeira etapa bem equilibrada. Na fase seguinte, o reencontro contra o Real Marista e uma partida decidida nos detalhes. O placar estava 1 x 1 até os 19 minutos da etapa final. Cheiro de prorrogação começava a subir quando Fongaro marcou o gol da classificação. A equipe do Litoral foi guerreira até o final, mas não saiu de mãos abanando, pois também subiu para a Aço.
 
Clima de revanche no ar neste sábado. Palpites para a final? É complicado de apontar. Uns gostam do futebol ofensivo, com ataque letal do Mulekinhos, outros preferem o conjunto e a posse de bola objetiva do Wake ‘n’ Bake. Momento por momento, o time vinho leva pequena vantagem em um confronto que pode acontecer de tudo, até mesmo uma decisão por pênaltis.

Campanhas das equipes até a final

Wake ‘n’ Bake – 9 jogos: 8 vitórias e 1 empate; 47 gols marcados e 16 sofridos. Artilheiros: Men10 e Fongaro – 10 gols.

Mulekinhos – 9 jogos: 8 vitórias e 1 derrota; 55 gols marcados e 19 sofridos. Artilheiro: Amaral – 12 gols.
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