Tem a turma de cima e a turma de baixo. A Bronze já se mostrou ser a divisão do meio, quase um purgatório. Quem chega nela quer passar batido e subir. Quem a ela cai sofre para voltar a subir e muitas vezes a descida é o caminho mais certo. Afinal, na queda a aceleração é muito maior. É pensando nisso que a maioria dos times que vem da Aço se preparam para a estreia da 13 edição da Bronze. É a ponte para um mundo novo que a Prata oferece em termos de competividade e técnica.
A não ser que os times tenham mudado e evoluído muito nessa intertemporada,
Wake ‘n’ Bake e
Mulekinhos partem, mais uma vez, como favoritos em seus grupos para conquistar o acesso antecipado – atravessar a ponte sem turbulências – e fazer a final. Essa atual edição da Bronzeestá repleta de times que vieram da Aço (total de 8 de 18) e, juntamente aos que ficaram (outros 8), formam um dos torneios mais equilibrados dos últimos anos. Com exceção de Wake e Mulekinhos, claro.
O Grupo 1 tem como desafiantes mais tarimbados a ameaçar o reinado do Wake o
Clube Atlético Darcy e o
Rio-Sampa, duas equipes que vieram da Aço e não trazem novidades em seus elencos. Mostraram força, mas faltou algo a mais para eles irem além. Numa nova divisão a coisa pode melhorar? O tempo sempre ajuda a aprimorar características, mas pode também ser traiçoeiro para quem não faz uma autoanálise. Veremos o que eles têm a oferecer.
O Basicus também não mudou praticamente em nada, o que pode ser positivo se lembrarmos dos jogos que fez ante o Mulekinhos na Aço. Aquele Basicus pode surpreender. A dúvida é: teremos esse Basicus em campo na maioria dos jogos? O mesmo se aplica ao La Coruja, que começou o ano empolgando na Copa Apertura e acabou o semestre lamentando um rebaixamento dolorido. Qual Coruja voltará na Bronze?
Mantidos na divisão estão
Paraguay, Shakthar dos Leks, La Buça Romana e Fúria Moleque. O tricolor hermano repatriou o centroavante Cunha numa transação envolvendo milhões. Certo é que o time ainda padece de bagagem para enfrentar grandes forças, capengando na metade do campeonato. Terá Kaue, Matheus e Jedai reunido uma turma ponta firme e com fome de bola? O
Shakthar dos Leks é um mistério só. Ao fim do semestre passado Fiore anunciou o fim do time. Houve muito lamento e pedidos de retorno que ele reconsiderou! Voltou atrás e os ucranianos renasceram! Desta vez sem o capitão Gui Simões, que fez temporada a ser esquecida, com expulsões e contusões. O manager já afirmou que não há expectativas de acesso e que a briga é para se manter na divisão.
Sem mudanças também vem o
Furinha, sempre pleiteando algo mais e batendo na trave. É pouco o que falta para o time fazer uma campanha digna de subir pra Prata. Já o
La Buça Romana arrisca desmoronar se não arrumar a casa. O que era expectativa enorme no campeonato passado virou pesadelo. Balãotelli e outros saíram no meio da temporada e o planejamento do dream team desabou. Para a nova temporada, época de juntar os cacos, não foram tantos a serem colados e remendados, tanto que o time é o de menor elenco – apenas 12 jogadores. Maestre deu adeus e foi se juntar ao Catado; Ton vazou para o Arouca Jrs. A espinha dorsal, entretanto, segue firme – Aranha e Gustavo no gol, Santiago, Nanci, Joaquim e Rô. Os irmãos Tofolo também permanecem. É possível ir bem até o fim sem peças de reposição para ausências e contusões?
O Grupo 2 tem, de antemão, Roleta Russa e Condor´s como aspirantes a desafiantes mor do Mulekinhos. O
Roleta Russa está entrosado e tem a surpresa do Bola na Rede, Lelinho, e a chegada de Rafa Martins, ex-Nois Que Soma. Já o
Condor´s vem sob nova direção, com o magnata Chicão (Primatas) e o técnico Roberto Solcia assumindo o time e reformulando geral. Do elenco que quase foi rebaixado no semestre passado ficaram apenas quatro, entre eles o manager Neno. O resto é novidade, entre elas Bahia (ex-Invictus), Ronald (ex-Morada Choque), Dri Ferreira (Mercenários) e o já conhecido goleiro Marco. A expectativa de antemão é que venha pra brigar por acesso e faça frente ao Mulekinhos. Agora, na quadra, vamos ver como vai se desenrolar.
Outro que sofre com elenco reduzido é o
Allzuis, que perigou não jogar mas juntou forças e vontade para mais uma vez entrar em quadra. No semestre passado, mesmo sem goleiro de ofício e jogadores reservas, o time não fez feio. Biro e Romarinho estão fazendo o corre para que possam imprimir maior competitividade à equipe. Os mafiosos do
Corleone tiveram diversas baixas com o acesso do TeJanto para o Chuteira 5. Zé Blois, Rô, Bruninho e Biulas deixaram o time em definitivo para assumir nova identidade.
O elenco que subiu o
Rabisco com grande campanha na Aço está mantido. A mudança de postura da equipe rendeu bons frutos e as chances de render mais são boas na temporada. Voltamos a reiterar o pedido feito nas finais do semestre passado – queremos ver o velho bom futebol do Ozil em campo!
Da Prata desceu o
Cachorro Velho. Da Aço subiram Bonde dos Abelhas e
Competition. A cachorrada sofreu no semestre passado sem goleiro. Desta vez prometem não ser surpreendidos. O técnico Renê está de volta, assim com o coringa Marcão, que até no gol joga. Muitos nomes novos a provar seu valor e ajudar o Cachorro a subir à Prata. O
BDA é mais do mesmo sempre. Turma fechada, idas e vindas, sem surpreender. O mesmo pode-se dizer da Academia. Ricardinho foi promovido a técnico principal e agora comanda o time dentro e fora das quadras.
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