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Estar na frente após 3 rodadas pode não dizer muito, já que o que vale é a pontuação final da fase de classificação


Já dizia o chavão que chegar ao topo não é o mais difícil, difícil é se manter lá. Podemos falar isso nesse momento do Chuteira, quando 1/3 das rodadas da 1ª fase foram realizadas. Tem muito time surpresa liderança seus grupos, e podemos apostar que muitos deles não terminarão a fase no topo.
 
Na Ouro, o Mulekes ser líder é natural e esperado; inesperado é não ter a companhia do CAV. Os tropeços do atual campeão nas rodadas iniciais fazem com que o time tenha de bater Mulekes e não perder mais para chegar ao final como líder e avançar diretamente às quartas de final. Mas, para tanto, nenhum novo tropeço é aceitável. Ao mesmo tempo, os dois favoritos devem se preocupar com Zenite e Inflação, que correm por fora e são times que podem fazer frente e incomodar.
 
No Grupo B, o Arouca mostra que o vice-campeonato não foi acidental no ano passado. O time de fato encontrou o equilíbrio, rejuvenesceu e ganhou em potencialidade, mesmo perdendo seu craque até então, Marquinhos Bohn. Após o empate na rodada de estreia diante do SNG – resultado que, após 3 rodadas, já pode ser considerado de pontos perdidos, diante da má campanha do outrora poderoso SNG – , foram duas boas vitórias por goleada. A coisa deve se manter assim e a equipe é favorita para acabar na 1ª posição do grupo.
 
Entretanto, até agora o destaque desse grupo é o Peneira, que soma os mesmos 7 pontos do Arouca – só perde atualmente pelo saldo de gols. Aos poucos, sem chamar a atenção, os peneiristas vão pontuando e estão próximos de garantir classificação com antecipação. Igualmente ao outro líder, o time empatou na estreia (debaixo de muita água diante do Jeremias) e venceu as outras duas. O que o Arouca não fez – bater o SNG –, o Peneira fez. Mas a pergunta que fica é: tem folego esse Peneira para manter a boa fase e brigar até o fim pela liderança?
 
Na Série Prata, uma barbada e outras surpresas. O A.A.A. não está brincando na fase de classificação, como foi nas divisões de baixo. O time dos irmãos Thiaguinho e Balãotelli, se até o ano passado sempre derrapava na 1ª fase para só ser perfeito e letal na fase mata mata, na atual Prata vem sendo 100%. Ganhou os três jogos – um dele de goleada sobre um oponente à altura, o Primatas – dando show. Balãotelli tem 12 gols já – média de 4 por jogo. Nem na Aço ele conseguiu isso. Os alcoólatras têm futebol para dar e vender e garantir a vaga na Ouro com antecipação.
 
O mesmo não se pode dizer do outro líder 100%, o Real Paulista Classic. Time bem postado, com boa defesa e ótimo ataque, tem contra si a derrota amarga para o Roleta Olímpico no semestre passado, quando perdeu a liderança na reta final e acabou não subindo à Ouro. Quando á agua esquenta pode ser que alguns pulem fora. Eis o receio que se tem com o Real Paulista.
 
Nesse Grupo B prateado, não faltam candidatos a ser campeão do grupo. O Real hoje lidera, mas até ontem tinha a companhia do SPQSF, que, remontado, tem as velhas boas peças em união a novas ótimas. O conjunto funciona bem e isso vem sendo o diferencial da equipe, que tem experiência suficiente e sabe o que é disputar jogo a jogo um acesso à Ouro. Outro forte nome – talvez o mais cotado antes da abertura do torneio – é o TáLigado. Rebaixado quando era vice-líder da Ouro por confusão, o time é ágil, veloz e muito técnico, mas ainda peca na falta de comprometimento, o que, fez por exemplo, a equipe jogar sem goleiro diante do RP Classic e sofrer uma derrota por 10 x 8. Isso pode pesar contra o time na hora da decisão, nos confrontos diretos – como neste sábado terá, contra o Mercenários.
 
Ah, o Mercenários. Quando você acha que não tem mais jeito, que o time não vai se encontrar, aparece algo para mudar tudo. E esse algo apareceu e o time enfim deu um estalo. Encaixou e fuzilou o Abusados. Para Marquinhos, o time enfim está pronto. É cedo para corroborar do otimismo do manager, mas não é ousado dizer que esse time tem tudo para brigar pela liderança até a rodada final. Real Paulista que se cuide.
 
A Bronze vê um domínio completo dos times que subiram da Aço. De um lado, liderança de Nois Que Soma; do outro, do Bode. Chama a atenção o poderio ofensivo do NQS, atual campeão da Aço. É o melhor ataque disparado do ano – foram 30 gols em 3 jogos, ou 10 gols por jogo! Incrível! E isso mesmo perdendo Noal para o Camelo e Felipinho para o CAV.
 
Se o NQS vence e convence – a ponto de alguns já apontarem como barbada na divisão – o Leões do Brás vem mostrando sua cara. Pode não convencer, mas vem ganhando. Apertado sim, mas são 9 pontos em 3 jogos. Se Berga ainda não voltou, encontraram Robinson para fazer dupla com Daniel no ataque e vem rendendo bons frutos. Se é sorte ou não a liderança, em mais algumas rodadas poderemos dizer com mais acerto.
 
No Grupo B, o Bode reina absoluto. Campanha impecável e um time mais maduro que pode ir longe. Alan Sacola pode ser a peça que faltava, e Caldera inspirado é sempre um demônio. Se Julio voltar a ser o artilheiro de classe do ano passado, o Bode tem tudo para ser líder até o fim. Mas ainda está sob suspeita, já que Divino vem na cola e não é time pra brincar. Pode não ter ainda a força pra ser campeão do grupo, mas adora derrubar quem está no topo.
 
A Série Aço está sob domínio completo dos times que vieram da Aço. A rigor, isso no Grupo B, com Bronx liderando com apenas 2 jogos realizados. IRA e Shakthar mostraram que a velocidade pode ser a arma para briga pela ponta, e ambos ainda encaram o Bronx. Como é um grupo de 9 times e cada um folga uma vez, a pontuação atual é pouca para afirmar algo mais. O que se pode dizer é que está tudo aberto, ainda mais numa divisão em que surpresas sempre acontecem.
 
Afinal, não era surpresa ver o Roleta Clássico na frente após duas rodadas? No Grupo A, o Roleta só caiu na 3ª rodada, deixando a liderança isolada para o HidroNG. Depois da campanha medíocre, que teve até WO na Bronze passada, o time de Biriba se reformulou e vem mostrando muita superioridade. 3 jogos e 3 vitórias, todas com propriedade. Até o momento não apareceu futebol mais eficiente que os aquáticos, mas a garra da meninada do Voando Baixo pode complicar a vida do Hidro. Esperar para ver.
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