Quis ele que Med e Real Paulista disputassem a Ouro; quis ele que Ferrugem fizesse um gol na defesa menos vazada do Chuteira; quis ele que Lele salvasse o CAV e garantisse os quatro favoritos nas semi da Bronze... O destino é mesmo implacável...
E a geladeira do Chuteira? Continuou aberta no sábado – mesmo com um solzinho tímido surgindo no horizonte. E os bons jogos? Ah, ao menos estes também se mantiveram presentes! E o Renê? Estava lá, claro, tomando sua caixa e meia de cerveja e azucrinando o “argentino” do Med... Para variar, né!? Pois bem, foi assim que teve fim o antepenúltimo capítulo do primeiro semestre do Chuteira de Ouro, no qual descobrimos que os favoritos podem... continuar favoritos. Afinal, como a maioria esperava, CAV, My Balls, Só Canelas e Rabeloska vão disputar o título da Bronze.
Também descobrimos que dois times advindos do Grupo B da Prata vão disputar o título da série: MachuPichu versus Di Primeira. E que o melhor entre todas as equipes do Chuteira não será nem a zebra, tampouco será bacana: Real Paulista e Med Taubaté duelarão para dar fim à hegemonia de SNG e Bengalas na Ouro. A promessa é de que, no dia 18, teremos jogos para testar qualquer insensato coração desafortunado. E vou lançar uma campanha nesta reta final: vamos arrumar algo pro Luisinho Alexandre fazer durante a semana, uma vez que o mesmo não está fazendo nada em casa e só lhe resta assistir a Malhação!
Sorte de campeão? – A Série Ouro conheceu seus dois finalistas em jogos bem mais tranquilos que nas outras fases. Quis o destino que não ocorressem grandes surpresas. Na primeira semifinal do dia, o Bacana queria quebrar a escrita de que derrapa nos momentos decisivos. O time tem tradição no Chuteira, mas faz algum tempo que decepciona na hora H. Para contradizer tudo isso, tinha o embalado Real Paulista pela frente. Concentração, força, ânimo... o time estava preparado. Porém, quando se enfrenta um time embalado, a complexidade aumenta. E contra jogadores inspirados, nada parece abalar a confiança do adversário: o Real perdia o jogo, virou e carimbou um 4 x 2 que o credenciou à decisão. E agora, Marcelão? Mais uma vez o Bacana ficou no quase.
Bye bye, zebra! – Já o Real chega com a força de ter limado do certame, na sequência, Arouca, SNG e, agora, Bacana. E tudo no sufoco – lance final do jogo, gol de ouro. Não sei não, mas isso está com cara de sorte de campeão, não? Na outra semifinal, a zebra estava querendo aprontar mais uma. Seria a terceira vez que ela passearia lustrosa em campo? O Benga fazia cara de mal... essa imprensa, viu... O Petreche não queria nem saber de seu joelho... O Kinho era só sorriso... Mas o Med, do ilustre Javier, torcedor do Peñarol, que verá seu time ser campeão em cima do Santos do Renê, deitou e rolou pra cima da zebra: 5 x 1 com muita folga, comprovando que o Doutor não é só médico: é também vidente!
Antes de desvendados os times que farão a decisão da Ouro, houve a disputa das duas partidas semifinais da Prata. A torcida para ver a primeira partida do dia era enorme: Primatas e MachuPichu protagonizaram um duelo muito equilibrado. A turma do Primatas era enorme: belas mulheres (ahh, meu coração!), o cara com o mega-fone, Tom e Denys Volpe presentes (isso explicaria a derrota, Primatas?). Enfim, estava tudo azul – ou melhor, tudo vermelho! Esta mesma torcida infernizou tanto os adversários que fez o outro lado perder a cabeça... Estou certo, meu camarada Ricci? Mesmo assim, o MachuPichu soube se impor e venceu por 3 x 2, carimbando o passaporte para a decisão.
De goleiro vale dois? – Para enfrentar o MachuPichu, o Di Primeira, num tira-teima fantástico. O time do Jocélio encarou a defesa menos vazada de toda a competição: o Jeremias. A partida estava equilibrada em um gol, com lances duros, erros de passe, mas muita disposição. Até que o destino pregasse mais uma das suas... Durante a semana, o Jeremias reclamou a não presença de seu arqueiro entre os MVGs da rodada. Por ironia, o guarda-metas do time acabou sofrendo um golaço por cobertura... e, pior, do goleiro do Di Primeira! Estava 1 a 1, jogo equilibrado, com Gustavo fazendo uma defesa milagrosa, cara a cara com o atacante, evitando o gol de desempate. Foi quando Ferrugem decidiu lançar a bola com os pés num lance que nem eu sei até agora como foi. Pois bem, a bola viajou praticamente de uma área a ou tra, caindo lindamente e repentinamente... nas redes do Jeremias! E no ângulo! Um golaço (filmado, hein, galera!!!) que desestabilizou todo o time do Danilo e abriu caminho para a vitória do time do Simon por 3 x 1.
Sem zebras na Bronze – Finalizando esta análise, os 4 favoritos ao título da Bronze confirmaram as apostas e estão nas semifinais. O primeiro a se classificar foi o Só Canelas. A máquina de fazer gols tinha pela frente o surpreendente Tudo Bacana. Para sorte do Niel e do Carlinhos, o Bacaninha entrou em quadra mais preocupado com a dupla de arbitragem do que com o jogo. Resultado: o Marcelão se descontrolou, o Lê Leme não foi o mesmo, o time ficou nervoso, não se concentrou... e quem agradeceu foi Tony, que anotou dois tentos e conduziu o Canelas para a Prata. Sim, à Prata, pois no último jogo do dia, o já classificado My Balls venceu duelo tático e técnico contra o Coringa. Só faltou pegar fogo na quadra 4, já que faísca teve de sobra! Num jogo cheio de alternativas, valeu o melhor conjunto do My Balls, que derrotou o Coringa por 6 a 4 e vai confirmando a excelente campanha invicta na Bronze. Os times se enfrentam no segundo jogo do próximo sábado para saber quem chegará à decisão.
Já na outra semifinal... Ai ai ai... a quadra 5 vai ficar pequenininha. As arquibancadas estreitas, todos à espreita para saber quem é o melhor: Rabeloska ou CAV? Antes de começar a Bronze, teve até matéria pra falar que os dois largavam como favoritos. A matéria e o rótulo irritou alguns e até hoje é lembrada. Quis o destino que ambos se enfrentassem agora, e não na decisão... Ah, futebol, como eu te amo... Mas este confronto só foi possível graças a dois personagens: Lele e Vitinho Lessa. O time d´Os Mostarda fez a melhor partida do time em quase um ano de Chuteira. Nossa, como jogaram o Stefan, o George, o Cadú, o Polito... partidaça!! E quando estava 0 x 0, o arqueiro do CAV, Lele, fez milagres, salvando a pele do Roberto, que não sabia o que fazer para sair da marcação adversária – porém, já sabe o que fazer em relação ao CAV. A solução veio com um bom toque de bola e uma finalização tranquila de Vitinho, que jogou beijinhos (beijinhos??) para a barulhenta torcida do Canelas, que torcia para Os Mostarda fervorosamente. Vitinho fez mais um e Quintanilha outro, selando a classificação do CAV. Polito, meu-rei, quando é a entrevista com o Coronel Mostarda?
Anotaram a placa? – Na outra partida das quartas, nem tem muito o que dizer: a torcida do Xoras era grande, com as namoradas dos jogadores se descabelando a cada gol do Rabeloska. O time do olho-furado Stevie Wonder atropelou por 5 x 1, sem muito esforço, e mantém bem viva a chama do título. O Xoras, quando acordou para o jogo, já perdia por 4 x 0. Eita time rápido esse Rabeloska. Pá pum e resolvida a parada. Foi assim contra o Bonde e agora contra o Xoras.
Teremos uma pausa na Ouro e na Prata para que a Bronze se iguale nas rodadas e tenhamos as três finais no mesmo dia. Med, Real, MachuPichu e Di Primeira, bom descanso para vocês nesta semana! Ansiedade e expectativas devem ser controladas. Já a Bronze tem talvez a melhor rodada de todos os tempos, e que estaremos lá para conferir um futebol de alto nível. Atenção, galera da Prata, os 4 serão seus adversários no semestre que vem!
Eis que encerramos o ciclo. Esta foi, provavelmente, a última análise mais ampla do semestre. Daqui até o fim, poucos jogos e a espera do V Festival Bola na Rede. Né, não, Renê? Enfim, aguardemos os dois próximos sábados, pois o bicho vai pegar... E eu vou cantar: “ôôôô, o Folhinha voltou, o Folhinha voltou, o Folhinha voltou...” Tchau e benção! Se querem encontrar o Folha, procurem na casa do Luisinho Alexandre!
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