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ANÁLISE 1ª RODADA

Começou mais um campeonato, ou melhor, campeonatos: a 9ª edição da Série Ouro e a 3ª da Prata. 44 equipes em busca de dois títulos. E numa primeira rodada com um PlayBall lotado e num início de tarde bem chuvoso – inclusive com ameaças de cancelamento de rodada – viu-se de tudo um pouco, sendo uma boa prévia do que teremos nos próximos meses.

Os favoritos mostram o porquê

No Chuteira de Ouro duas certezas permanecem: o favoritismo de Bengalas e SNG. Campeão e vice venceram com folga seus jogos e parecem indicar que nadarão de braçada na fase de classificação. O Primatas do falastrão Fenômeno, que garantiu um time mais forte e de chegada neste semestre, foi a primeira vítima do time agora apenas comandado pelo ex-jogador Bizu, já que não foi inscrito como jogador, mas apenas técnico. Com a consistência de Baki no gol, Fernando Forte e Zequinha na defesa, e Luisinho e Ritolê inspirados como sempre, o time primata não foi páreo para o time de melhor eficiência ofensiva do Chuteira.

Que o SNG vem forte isso é fato, mas o Bacana mais que facilitou o serviço, tendo apenas 4 jogadores para iniciar a partida. Desta forma, os gols saíram, os atrasados foram chegando lentamente, Yanes saiu machucado e o SNG papou os vinhos por 14 x 3, já disparando no saldo de gols. Porém, que os próximos adversários não esperem a mesma baba que foi diante do SNG. “Não vamos fazer feio e vamos dar trabalho. O que se viu nessa rodada não será o Bacana deste ano”, avisou Marcelão, capitão da equipe.

A lógica permaneceu nos confrontos seguintes, com destaque para Arouca x Estudiantes, que protagonizaram o jogo mais bonito da rodada, com ambas as equipes tocando bem a bola, com velocidade e ofensividade. Porém, o Caio do Arouca fez mais diferença que o Caio do Estudiantes e o time da gráfica fez seus primeiros 3 pontos com placar favorável em 4 x 3.

“Não vamos cair”

Outro destaque do grupo da morte foi para a partida que encerrou a rodada – MachuPichu x Fiorella. Enquanto a maioria – se não todos – esperava o Fiorella arrasando a esquadra peruana de Danilo Silva, o que se viu foi um Fiorella batendo, batendo, batendo, um goleiro Pipo pegando, pegando, pegando (até pênalti ele defendeu) e o MachuPichu matando o jogo no contra-ataque, com Ricci em tarde/noite de pé na forma, autor de 2 gols. “Quero ver falarem de novo que o MachuPichu vai cair. Todo campeonato é a mesma coisa, e todo campeonato temos de reverter essas previsões”, desabafou o capitão Danilo ao término da partida. Enquanto isso, Tiago Silva, o manager do Fiorella na ausência de Tavano, declarou, de bom humor, apenas o seguinte: “Foi 3 a 0 para o goleiros dos caras”.

Prateados se dão mal

No Grupo A, os times que subiram da Prata se deram mal e perderam seus jogos, com exceção do campeão Elefantes, que justamente enfrentou o Med Taubaté. No terceiro jogo do confronto, os indomáveis repetiram a dose e faturaram no tempo normal por 4 x 2. Fica o aviso aos médicos, que compareceram com apenas 7 jogadores contados novamente. Nessa toada, a volta à Série Prata tornar-se-á uma realidade muito em breve.

Falando em Prata, o Bucets fez um primeiro tempo arrasador, com 3 x 1 sobre o Roleta Russa. Já no segundo tempo, a coisa desandou e o time do mijador Xixi acabou mijado: tomou a virada e perdeu por 4 x 3 um jogo que parecia ganho. O Xoro Paro não foi páreo para o novo Treinadores do Braz, que, cheio de revelações, teve no veterano Binho sua estrela da tarde, anotando 2 dos 4 gols da vitória. Para fechar os prateados recém-dourados, o Real Paulista bem que lutou e se esforçou, mas o Veras remotivado não deu muitas chances para a realeza, que passou em branco na partida e perdeu por 2 x 0.

Novatos e veteranos arrasadores na Prata

Na Série Prata, enfim todos puderam conhecer as novas equipes e ver como as antigas se reforçaram. Dentre os novos, destaque para Só Resenha, La Coruja, Invictus e SPQSF. Todos golearam – com exceção do Só Resenha, que empatou com o galático Fora de Série – e mostraram que podem surpreender. Já entre os “veteranos”, um Fúria arrasador esteve presente e engoliu o É Verdadeee, um dos nomes fortes da Série Prata, por tranquilos 4 x 0. Outro que mostrou que não vem pra brincar é o Pé de Pano, que se no nome carrega a leveza traz no futebol em campo um jogo pesado e forte, a contar sua estrela maior – Paulo Roberto – que já fez 3 gols.

Falando de artilharia, sem Rogerinho e o Sem Pretensão, o caminho parece amplamente favorável a Suzuki, do Canhedo Beppu. O matador camisa 9 dos engenheiros fez nada menos que 5 gols na goleada aplicada sobre o Locomotiva Tarja Preta na era p.P. (pós Publius) e já dispara na liderança. Em compensação, o Locomotiva mostra fragilidade, um plantel reduzido e ainda descompromissado que pode levar o time à falência definitiva caso não mude em tempo. Tem jogador já pedindo a volta de Publius, que por sinal foi um dos destaques do Invictus na goleada por 6 x 1 sobre o Jeremias.

Destaque negativo parece ter sido o time B do SNG – o NGM. Comandado por Renê debaixo de forte chuva, o time até que tentou e criou várias oportunidades, mas a juventude do La Coruja, a boa atuação do goleiro Mori, a péssima atuação de Bird no gol do NGM no primeiro tempo e a falta de pontaria dos jogadores fez com que o jogo acabasse em 11 x 3 para os rubros corujenhos.

Uma questão que fica do jogo Camelo x Pimba na Gorduchinha é: o Camelo melhorou muito daquele time lanterna no semestre passado ou o Pimba que se mostrou frágil? “Nosso primeiro jogo, estamos ainda nos entrosando”, comentou Paradizo, capitão do Pimba, ao fim da partida, para justificar a derrota.

Basicus e o fim dos tabus

Tabus foram feitos para serem quebrados. E o Basicus quebrou um deles no sábado. Na verdade, dois deles: venceu numa estreia e enfim derrotou o time Olímpico do Roleta Russa, de quem era um freguês inveterado. O magro 2 x 1 e os nomes dos MVPs comprovam que foi um jogo em que se sobressaíram as defesas, com destaque para o estreante Alessandro, um monstro na defesa rosa ao lado de Ladeira.

Como lado negativo da rodada, ficam as contusões do goleiro Betão, que passou por uma cirurgia no rosto ontem após ir para o hospital durante seu jogo. Ele se chocou com o zagueiro Yuri e acabou levando a pior, com o osso da face afundado. Outro que saiu machucado foi o também goleiro Cidrão, do Coringa, que teve uma contusão feia no tornozelo e deve desfalcar o time por algumas rodadas.
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