Foram duas derrotas nas rodadas iniciais que colocaram o Estudiantes como um dos favoritos a cair para a Série Prata. Mesmo o manager Caio já falava que a situação era difícil, que o time não rendia e que lutariam para não cair. Porém, a partir da 4ª rodada, quando viraram para cima do Treinadores do Braz, as coisas começaram a mudar.
Segundo unanimidade entre os jogadores do Estudiantes, a reação tem uma razão: Diego Rafael, também chamado de Fubá. Ele é o talismã, o amuleto do time, pois foi com ele presente que a equipe conseguiu as três vitórias que tem até o momento e alcançou a 4ª posição no Grupo A do Chuteira de Ouro.
“Ele foi em 3 jogos e foram 3 vitórias. Os jogadores já o chamam de amuleto, ou melhor, amulato. Quando o Fubá chega, eles já falam: ‘Ai vem nosso amulato da sorte’”, conta rindo Caio, do apelido carinhoso dado ao “parça”. “Ele é um amigo nosso, muito gente fina, que sai de casa lá do Parque São Domingos, pegar busão até o PlayBall só para ver o Estudiantes jogar. Somos amigo dele há uns 9 anos e ele sempre está com a gente”, comenta o capitão e manager.
O apelido é decorrente de sua semelhança com o ex-volante do Corinthians Gilmar Fubá, atualmente no Noroeste de Bauru. Fubá não é jogador do Estudiantes, nem inscrito está, mas mesmo assim sempre que consegue fugir do trabalho pega o ônibus e vai para o PlayBall. “Não tem carona, nem carro, mas mesmo assim ele vai até lá ajudar o time”, continua Caio.
De fato, Fubá vem ajudando do lado de fora, tanto que já é tido por Caio como seu auxiliar técnico. Mas o que parece mais pesar no grupo é seu grande carisma motivacional. "Às vezes durante o jogo, estou cansado, mas quando vejo o Fubá no banco, dá vontade de correr e ajudar o time", confessa Pedro, atacante da equipe. Com Fubá, o Estudiantes segue sem perder. Caio e todo o time esperam que ele continue a ir ao PlayBall aos sábados nessa reta final de reação da equipe. “Além de pé quente, sua humildade faz crescer a vontade de ganhar de todos”, reitera Caio.
O carinho do grupo é geral com o jovem de 24 anos que estuda jornalismo. Mas se o time tem enorme carinho por ele, o inverso é mais do que verdadeiro. Caio conta um caso inesquecível dessa amizade. “Quando fui para a Itália pela primeira vez, em 2004, ele foi de ônibus até o aeroporto de Guarulhos! Pena que não deu tempo dele chegar em tempo, pois, quando ele chegou, eu já tinha embarcado. Mas menos mal que ele acabou encontrando os demais que ali estavam.”
Após a partida do Estudiantes contra o Joga 13, a reportagem do Chuteira News perguntou a Piero se a sua volta depois de não comparecer a vários jogos era o que tinha dado sorte ao time na goleada por 7 x 2 imposta ao rival. O mesmo simplesmente respondeu: “Eu não, é ele”, e apontou para o jovem e sorridente Fubá.
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