Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

AMIGOS AMIGOS, FUTEBOL À PARTE

Invictus, de Lucas, e Basicus, de Barath, lutam pela sobrevivência na última rodada. Um dos dois amigos cairá para a Bronze

A amizade é um dos sentimentos mais valiosos que um ser humano pode conquistar. Ela pode acontecer desde os tempos de criança, ou ser conquistada ao longo do tempo. E amigos são formados também a partir da prática futebolística. Dentro do Chuteira de Ouro, muitas amizades foram trazidas de fora ou foram formadas ao longo dos quase 5 anos do torneio. Mas uma amizade em especial está em evidência neste fim de semestre, uma vez que seus times brigam entre si para escapar da série Bronze: trata-se de Rodrigo Barath, do Basicus, e Lucas Pires, do Invictus.

A situação dos times é desesperadora na série Prata: o Invictus está no 10° lugar e uma posição apenas fora da zona de descenso (status conquistado na última rodada); já o Basicus, após os jogos do fim de semana, entrou na zona de rebaixamento. O momento só não é pior porque o NGM conseguiu fazer campanha inferior a dos dois e já “garantiu” uma das duas vagas que levam times do Grupo B à Bronze. Brigar para permanecer na divisão não fazia parte dos sonhos de nenhum dos dois amigos. “Quando o assunto é competição nunca pensamos em cair, mas sempre é um risco. Adoro a palavra ‘motivação’ e, se pensar que podemos cair, imagine só como fica a nossa cabeça, a minha?”, relata Barath sobre sua angústia.

Lucas e Barath são amigos de longa data, bem antes da montagem das agremiações. O primeiro montou o Invictus no começo de 2010; já o segundo criou o Basicus em 2008. Eles sonhavam com situações mais tranquilas para este fim de certame, porém, com a péssima campanha demonstrada, brigam pela sobrevivência. “É triste vermo-nos em tal situação. O Invictus tinha mostrado força semestre passado; o Basicus também mostrou ser um novo time. Infelizmente, um de nós estará na Bronze ano que vem”, falou, de forma desiludida, Lucas.

De fato, as duas equipes fizeram campanhas no mínimo medíocres na 4ª edição da Série Prata. O Invictus acumulou, até a décima rodada, 7 derrotas e apenas 3 vitórias; já o Basicus fez feito pior: 6 derrotas, 2 empates e duas vitórias somente. Todavia, no confronto direto, válido pela 3ª rodada, a vitória foi do Basicus de Barath por 6 x 3 ante o Invictus de Lucas.

O nível técnico da Série Prata não é fator de desculpa para o mal desempenho dos dois times. Barath é enfático: “Acho o nível do campeonato ótimo e melhorando a cada semestre. Agora, o futebol é mais do que técnica. Se você alia vontade, técnica e disciplina, as chances aumentam, caso contrário, o risco de perder é maior. Além de jogar é preciso conversar, praticar e se concentrar”. Lucas também não culpa o torneio pelo insucesso do Invictus: “Os times medianos melhoraram e a gente decaiu porque perdeu peças que foram fundamentais no semestre anterior. Com um time que vem errando demais, nem se o torneio fosse fraco a gente conseguiria ótimos resultados”.

Mas se o campeonato é de bom nível, e tratando-se de duas equipes famosas entre os 54 times que participam da Liga Chuteira de Ouro, por que então Basicus e Invictus lutam para escapar da Bronze, e não por uma vaga na fase final? “No caso do Invictus, mudou a postura dentro de campo, uma certa anarquia tática e, principalmente, erros tão infantis que proporcionavam ao menos 3 gols pros adversários em nossas falhas todo jogo. Um time que erra tanto assim não tem como ganhar muitos jogos”, reconhece Lucas.

“Nesse semestre tem muita coisa acontecendo em diversos ‘planos’: além da ausência de várias peças (minha, inclusive) que estão com compromissos profissionais (o goleiro Goku, por exemplo), tivemos também desistências. Daí, tivemos que improvisar zagueiro no gol e volante na zaga, caso de Ladeira, hoje improvisado como goleiro”, desabafa Barath.

Quando estão dentro das quatro linhas, os amigos viram adversários. Mas fora delas a amizade e o companheirismo ditam o comportamento tanto de atletas, de diretores técnicos e também de torcedores. “Amo o Lucas, simples assim. Mais do que lamentar se vamos ou não cair, lamento não ter dado tanta atenção para ele nesse semestre. E Daniel: também te amo! Paulinho também!”, declama Barath. Lucas também rasga elogios ao amigo, mas não à campanha dos times: “Somos muito amigos. Na semana passada mesmo conversei com ele que um de nós cairia. Ficando na Prata ou descendo, é um semestre para se esquecer para nós dois”.

Barath ainda cita outros companheiros de Chuteira e alguns ensinamentos que eles transmitem: “Tenho dois exemplos de grandes figuras do Chuteira. Um deles é nosso técnico Clebão, que atribui o sucesso ao fator disciplina, e outro é de um dos melhores zagueiros do Chuteira: Lói, do Acidus. Ele sempre me fala sobre a determinação e vontade que tem por ser um representante da Ouro. E não sou vidente, mas falo e escrevo com certeza: Renê do SNG é o THE KING (risos)”.

Amizades à parte, o que os dois amigos querem é salvar a pele de seus times. Para isso, faltando um jogo apenas, a situação é a seguinte: o Basicus jogará às 13h30 ante o Primatas dependendo apenas da vitória (empate ou derrota já rebaixa o time automaticamente); em seguida, entra em quadra o Invictus, que já enfrentará o Camelo sabendo do resultado do adversário direto na luta para fugir do rebaixamento. “Olha, não sei quem vai jogar, quem não vai, porque quase ninguém responde e-mail. É tensão até a hora do jogo! Esperamos um grande jogo contra o Camelo, onde eu particularmente tenho grandes amigos. O Camelo é favorito e ainda bem que o Noal e o Jaca não joga”, confessa Lucas.

] A tarefa de preparar a cabeça dos atletas do Basicus para a decisão é outro fator de adversidade para Barath: “Outro dia eu desabafei com o Starck sobre minha frustração de muitas vezes chegar tão perto da vitória ou de uma classificação, como ocorreu no semestre retrasado (Roleta Russa Olímpico se deu melhor) ou das viradas ou empates ‘espetaculares’ que levamos. Isso é muito amargo para o elenco. Estamos lutando mas estamos assim. Rebaixados? Desejo que não! Temos mais um jogo”.

No dia 20 de novembro será disputada a última rodada da fase de classificação da Série Prata. E, no caso dos dois amigos, apenas um irá sair aliviado com a permanência na divisão do meio do Chuteira. Basicus ou Invictus, quem estará na Bronze no 1° semestre de 2011? Inerente a este fato, o importante é o clima de amizade demonstrado por estas duas lendas vivas do Chuteira de Ouro: Rodrigo Barath e Lucas Pires. Que a sorte esteja lançada.
Comentários (0)