Fase de oitavas de final servirá não apenas para apontar quem serão os classificados a se juntar a Futsamba, Kansado, Lodetti e Bengalas, mas também para medir se estão preparados para encarar quem já está nas quartas de final
Parece que virou consenso entre torcedores e simpatizantes que acompanham a Série Aço: há diversas equipes que poderiam figurar dentre as outras três divisões do Chuteira de Ouro sem muitas dificuldades. Um deles é bem conhecido e já era apontado como força antes de a competição começar, o tricampeão da Série Ouro Bengalas. No mesmo grupo onde a equipe de Bizú (que terminou na segunda posição) jogou, também era conhecida a fama do Lodetti, time entrosado e que conta com um super-elenco – inclusive, liderado por Marcelo Toretta, o time ficou com a primeira posição da chave B, catapultando-o à próxima Série Bronze. No outro grupo, Futsamba e Kansado sobraram e disputaram sozinhos a liderança final (que ficou com o “Sambão”). Essas agremiações avançaram diretamente às quartas de final. Porém, quem irá disputar a primeira etapa da fase final, no próximo sábado, também quer provar sua capacidade de estar em séries acima da qual se encontram.
Duelo da experiência – O confronto de abertura pode ser classificado com uma palavra: experiência. De um lado, o Morada Choque do maior artilheiro da história da liga Chuteira de Ouro, Lele. Campeão do VI Chuteira de Prata com o CAV, ele comanda o segundo melhor ataque da Aço (perde apenas ao Bengalas). Contudo, o adversário das oitavas de final também é experiente conhece os caminhos para o título: o Real Paulista Classic, que tem a base campeã do XI Chuteira de Ouro. Para o repórter Angelo Augusto, a igualdade deve nortear as duas equipes. “O confronto tende a ser muito equilibrado. Ninguém mostrou brilhantismo para permanecer à frente da tabela, mas ambos mostraram regularidade e bom futebol durante a primeira fase”, destaca. Angelo não se intimida em emitir sua opinião sobre o confronto: “O Morada Choque talvez tenha um leve favoritismo, por ter mais talentos individuais que o RPC”, conclui.
Muralha rubra – A segunda partida deverá ser interessante, afinal, como uma equipe que marcou 27 gols (média razoável apenas) conseguirá desfazer uma defesa que sofreu apenas 13 tentos em 9 jogos (média de 1,4 gols sofridos por jogo)? A resposta virá ao término do embate entre F.A.C.S.Ã.O. M.X. e Exilados (defesa menos vazada entre os 80 times da liga Chuteira de Ouro), mas o repórter Rafael Ruiz acredita em um confronto igual. “O confronto promete ser equilibrado, apesar de um ligeiro favoritismo para a equipe do capitão Zeca. O Exilados, apesar de não ter um toque de bola envolvente como outras equipes, possui um jogo coletivo, uma garra e entrega impressionantes durante as partidas”, atesta Rafael. O repórter ainda salienta outra característica importante: “Um ponto que pode fazer a diferença é a experiência da maioria dos jogadores do Exilados, que já disputaram essa etapa em outra divisão”, fecha Rafael, lembrando do DPGamos, extinto ao fim do semestre passado.
Mistério – Este é o sentimento acerca do terceiro confronto das oitavas de final. Afinal, o que querem Real Madruga e Abusados daqui para frente? São duas equipes desconhecidas do público no que tange a mata-mata. O Madruga chegou a ficar parelho a Futsamba e Kansado na fase de classificação, mas se desgarrou dos dois e apenas administrou a boa vantagem obtida na primeira metade do certame para ficar na 3ª posição. “Com um futebol coletivo e bem postado em campo, o Real Madruga conseguiu se manter nas primeiras posições, praticamente a primeira fase inteira, apesar de ter cometido alguns vacilos”, recorda Rafael Ruiz. Já o Abusados conquistou um lugar entre as 12 melhores equipes da Aço apenas na última rodada. O repórter Rafael recorda que “o time mostrou ser muito inconstante durante as 9 rodadas”. E vai adiante: “Outro detalhe é que a equipe perdeu para todos os adversários da parte de cima da tabela, algo relevante se levarmos em conta a posição final do Real Madruga”. Mesmo assim, continua a ser um confronto de incertezas, tratando-se de jogo único.
Time completo ou não? – O último embate da tarde também será realizado por dois times novatos. Magnatas e Hangover medem forças em busca de alcançarem as quartas de final para encarar o Lodetti. A equipe de Sabatim realizou uma boa primeira fase, inclusive, desbancando o Bengalas. Porém, não aguentou o ritmo forte e acabou na 5ª posição. Já o Hangover ficou com a 4ª vaga do Grupo A sem grandes dificuldades. Com Futsamba e Kansado despontando na dianteira, restou à equipe uma disputa com o Real Madruga pela terceira posição (que ficou com o Madruga no saldo negativo de tentos). O maior problema de ambas as equipes é saber se poderá contar com o time completo, já que boa parte dos jogos jogaram com desfalques. “Jogo difícil para o Magnatas se o Hangover estiver com seu time completo”, espera Angelo Augusto. O repórter aponta as chaves para a vitória. “O Hangover possui um time que joga mais individualmente e o Magnatas vai ter que fazer uma marcação muito forte. Mas, se conseguir marcar bem e aproveitar as chances criadas, o Magnatas pode sair com a classificação”, finaliza Angelo.
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