Nesse sábado, pela quarta rodada do Grupo B do V Chuteira, mais uma vez Acidus, com 5 pontos, e MachuPichu, com 6 pontos, se enfrentam e, como todo jogo entre ambas as equipes, a partida tem gosto especial. Praticamente todos os jogadores das equipes têm boa convivência e sempre ficam naquele “bate papo” antes (e depois) das partidas, especialmente seus capitães Danilo e Lucas. Entretanto, quando a bola rola, a amizade dá um tempo para que dentro de campo se tornem rivais, o que rendeu até hoje sempre grandes jogos.
Desde a chegada do MachuPichu ao Chuteira de Ouro, a partir da terceira edição, em março de 200,7, o Acidus foi o time que mais vezes os peruanos enfrentaram. Na primeira partida, quando se conheceram, em fevereiro de 2007, o recém-fundado MachuPichu, ainda com seu uniforme branco com listra vermelha na diagonal (o que parecia a camisa da seleção peruana, daí o nome da equipe) venceu sua primeira partida oficial. Na ocasião, o MachuPichu derrotou o Acidus, que na época passava por uma forte crise, por 8 a 3 e mostrou um futebol muito rápido e eficiente.
Depois dessa partida, teve início o III Chuteira e logo na segunda rodada as duas equipes se enfrentaram. Há quem diga que o Acidus renasceu ali, ao vencer o MachuPichu por 5 a 4 num grande e empolgante jogo, cheio de viradas e show de Robinho e Cavalera. A partir daí a equipe realizou um campeonato mediano, classificando-se em sexto lugar, e viria a explodir de vez como “time grande” no IV Chuteira de Ouro e o vice-campeonato.
Ao mesmo tempo, o MachuPichu, após a derrota, mostrou um time instável, alternando grandes atuações com um futebol às vezes pífio, em que seus jogadores pareciam se esconder em campo, como foi quando da eliminação do III Chuteira diante da Equipe Bróder. Houve quem visse no MachuPichu uma espécie de Robin Hood, por tirar pontos de equipes fortes e perdê-los para equipes consideradas mais fracas.
Mas fato é que Acidus e MachuPichu sempre fizeram grandes jogos. Com uma vitória para cada lado, desempate viria no IV Chuteira, pela sétima rodada. Na ocasião, o MachuPichu tinha o meia Caio, hoje jogador do Acidus, enquanto o Acidus vinha de uma derrota fragorosa diante do Joga 13 e desfalcado do goleiro Publius e do zagueiro Saulo. Parecia que a balança pendia ao Machu, mas o Acidus fez contratações que definiram a partida e a segunda vitória da equipe amarelo-limão diante do rival. O goleiro Diego fechou o gol e o zagueiro Rafão mostrou seu potencial na marcação para anular Caio, Danilo e cia. O jogo acabou em 5 a 3 e o Acidus deu seu primeiro passo à grande final, conquistando a primeira das 7 vitórias consecutivas da equipe do torneio.
Mas este não foi o último jogo entre as equipes. Em fevereiro deste ano, em comemoração de aniversário de um ano do MachuPichu, os dos times amigos marcaram um amistoso. O jogo também marcava o encontro de Caio, hoje camisa 25 do Acidus, com a equipe que o revelou para o Chuteira. Ambas em fase de reorganização e preparação para o V Chuteira, o que se viu foi mais uma vitória acidiana, dessa vez com relativa facilidade, com placar de 12 a 6 e show de Caio, decretando placar geral de 3 vitórias para o Acidus contra uma dos peruanos.
Diante do retrospecto, há quem diga que o MachuPichu não aceitaria mais uma derrota e viria com tudo, ainda mais sabendo que o goleiro Diego deixou a equipe e o zagueiro Rafão está suspenso. Claro que o mais importante são os 3 pontos na tabela, mas também a rivalidade e a oportunidade de deixar o rival para trás apimentam esse grande clássico do Chuteira.
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