
Careca corre comemorar com Borges seu gol, o quinto do Acidus, que deu a vitória ao time e derrubou o tabu
No último sábado o Chuteira de Ouro voltou a receber o maior clássico da competição: Roleta Russa x Acidus. Uma rivalidade histórica que não era realizada havia longos 3 anos, desde a partida em setembro pelo IV Chuteira de Ouro, quando o Roleta venceu por 5 x 2. Porém, a partida do último sábado, pelo X Chuteira de Ouro, foi marcada não somente pelo retorno do confronto: ele será lembrado como o jogo em que o Acidus finalmente venceu o Roleta em partida válida pelo Chuteira (o jejum envolvia 2 partidas oficiais e 3 amistosos).
Quando se trata de Acidus, logo vem à mente dois personagens: o técnico Lucas e o xerife Lói. O primeiro já havia ganhado do Roleta quando os times nasceram. Foram nos 2 primeiros jogos (e as duas únicas vitórias). Depois disso, outros 5 jogos em que o Roleta saiu vitorioso. Já Lói, que chegou ao Acidus para a 3ª edição do Chuteira, não tinha a mais vaga ideia do que era derrotar o Roleta. Mas essa sensação foi conquistada finalmente, e em um jogo para entrar na história do Chuteira.
Personagem do embate e um dos símbolos da equipe, Lói era um dos mais felizes após a partida, que terminou em 5 x 4 para o Acidus com gol nos minutos finais. Confira, a seguir, entrevista com o capitão e camisa 13 do Acidus, falando francamente sobre o jogo em si e sobre a queda do incômodo tabu.
Você nunca havia vencido o Roleta Russa. Qual a sensação que sentiu quando os árbitros apitaram o fim da partida?
Felicidade, alívio, dever cumprido... sei lá! É uma das maiores rivalidades do Chuteira desde que eu entrei nesse campeonato, lá na 3ª edição. E eu nunca havia vencido o Roleta desde aquela época. Não são tantos os jogadores que estão no Roleta desde o início até agora, e, no Acidus, só sobrou eu, além do Lucas. Mas sempre foi uma rivalidade sadia, que veio de Lucas e Baru. Algo muito antigo e que trouxemos para dentro de campo jogo a jogo. Pode-se mudar todos os jogadores de Acidus e Roleta, porém, sempre será clássico! Esse jogo mostrou isso.
Sua expectativa antes do jogo era enorme. Conte um pouco sobre os momentos que antecederam o clássico.
Estava muito focado, concentrado para mais um jogo, atrás do objetivo que o Acidus tem em toda partida: a vitória. Mas havia o fato de ser um confronto contra o Roleta, nosso maior rival, e eu estava louco pra acabar com esse tabu de não ter ganhado deles. Tanto que eu, que não falo muita coisa, dessa vez, na preleção disse algumas palavras para que o pessoal novo entendesse o que significa para a camisa do Acidus estar em quadra contra a do Roleta.
O jogo foi quente. Era o que você esperava?
O jogo foi pegado, como eu esperava, exceto pelo incidente no final do jogo
(após lance na lateral em que dividiram bola, o goleiro Guaraná deu um soco no atacante Marcelo. Ambos foram expulsos) que não pode acontecer NUNCA!
Dentro do jogo o que passava pela sua cabeça quando o Acidus estava em vantagem?
Pensava: “É hoje que esse maldito tabu cai.”
E quando o Roleta empatava?
“NÃO É POSSÍVEL!”
O Roleta virou a partida no início da etapa final. Você pensou em que neste instante?
Cara, pode parecer mentira, mas foi a hora em que mais acreditei na vitória. Dava pra ver na cara de cada um de meus companheiros a vontade de não perder aquele jogo de jeito nenhum, e senti mesmo que nem o empate seria suficiente pra aplacar aquela vontade de todos, e que todos iam se matar, mas iam sair dali com a vitória.
Você sentiu, dentro do jogo, que poderia mais uma vez não sair de quadra sem vencer o Roleta?
Várias vezes, quando eles empatavam era fato que sentia isso.
Quais foram os confrontos contra o Roleta que mais marcaram pra você?
Todos. Pra mim, jogar contra o Roleta sempre marcará, afinal é o arquirrival do Acidus e não tem mais o que explicar.
Você trocaria a sensação de derrotar pela primeira vez o Roleta pelo título do torneio, ou uma eventual artilharia do torneio?
Isso é pegadinha? Piada? O Lói artilheiro? Só se o Marcelão do Bacana for o goleiro do adversário em toda santa rodada (risos). Mas, falando sério agora, trocaria a sensação de vencer qualquer time pelo título, isso é óbvio!
Acho que a vitória ante o Roleta era um dos seus maiores desejos dentro do Chuteira. Qual será o próximo passo de Lói no certame?
O próximo passo será dado com meus companheiros de time, buscar a próxima vitória, entrosar mais a equipe e nos prepararmos para ir em busca do sonho maior de todo mundo que joga o Chuteira: o título. Mas ainda tenho uns tabus pessoais e umas rixas amistosas pra descontar, por exemplo com o Yanes do Bacana, que é o jogador mais cagado do mundo quando joga contra mim. Mas vamos esperar o próximo confronto Acidus x Bacana pra ver no que dá.
Comentários (0)