Quando entrarem em campo neste sábado pela 5ª rodada do VIII Chuteira de Ouro, terá em jogo mais do que os três pontos referentes à partida. Afinal de contas, a contar a partida que o Estudiantes ainda era Crocciati (V Chuteira), foram até o momento dois jogos oficiais e... dois empates.
“O primeiro jogo foi 2 x 2 e o segundo acabou 3 x 3. Em ambos o Acidus sofreu o empate no fim. Em ambos com o Rafinha cavando pênalti”, relembra Caio, hoje capitão do Estudiantes que defendeu os dois lados deste já clássico – afinal de contas, ele jogou no Acidus quando era Crocciati.
A igualdade, de certa forma, foi frustrante para o Acidus, que tinha a vitória na mão e deixou escapar por duas vezes. “Isso se deve a um relaxamento e a um menosprezo à equipe do Estudiantes”, confessa ironicamente o capitão Lói. Já Philip vê outra razão para o time ceder no final. “Temos grande dificuldade de manter uma vantagem mínima. Segurar a vitória apertada é muito difícil pela característica do time, que joga pra frente sempre atacando”, acredita o artilheiro amarelo-limão.
A situação dos times são opostas. O Acidus vem invicto e com 7 pontos em 3 jogos, enquanto o Estudiantes esboçou uma reação ao derrotar o Treinadores no minuto final após duas derrotas iniciais. A partida deste sábado vai ser a confirmação – ou não – dessa reação estudantil. Para tanto, Caio repatriou Lorente, um dos grandes nomes naquela campanha do vice-campeonato. “Temos de ganhar esse jogo para entrar de vez na briga por melhores posições e escapar da zona de descenso. Ou seja, é um jogo chave para o Estudiantes. Com o mesmo elenco, mais o Bahia e Lorente voltando, nosso time pode brigar pela classificação”, afirma Caio.
Já pelo Acidus a situação é mais confortante. Segundo Lói, “é só mais uma final, pois vencendo estaremos classificados para a próxima fase”. Mas Lucas não pensa da mesma forma. “Os times estão embolados. Temos 7 pontos, mas qualquer deslize já caímos na tabela ou os primeiros se distanciam”, comenta, relembrando que Bengalas e EB estão já com 10 e 9 pontos respectivamente, enquanto Primatas e Treinadores vêem com 5 e 4. “Está tudo muito próximo. Se o Estudiantes ganhar, podemos até cair para a 6ª posição”, completa o sempre pé no chão manager ácido.
Fato é que o jogo promete. Se com a saída de Ferro o duelo perde seu elo provocador, Philip faz as vezes do ex-zagueiro. “Por tomar o empate no finalzinho nos dois confrontos, se a vitória vier terá um gostinho especial. Poderemos dizer que em três jogos nunca perdemos pra eles, que são fregueses. Vamos entrar pra atropelar. O Estudiantes finalmente vai conhecer o que muitos já conhecem, o ACIDUS KOMPRESSOR”, fala ele, rindo.
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