Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

ACABOU CHORARÊ: PRATA À ESPERA DE 4 GRANDES TIMES

Bucets, Canhedo, Joga 13 e Treinadores não fizeram boas campanhas e se despediram da série Ouro. Mas prometem revolucionar a Prata

Acabou a primeira fase da Série Ouro, e com ela, a tentativa de muitos times em chegar ao título. Alguns mantêm a esperança de chegar lá, outros já pensam na próxima edição da competição. Porém, para quatro equipes o sonho terminou de forma trágica: Canhedo Beppu, Bucets, Treinadores do Braz e Joga 13 não só estão eliminados como irão disputar a Série Prata no primeiro semestre de 2011.

Um dos times mais tradicionais e folclóricos do torneio, o Bucets, fez uma campanha desastrosa. Liderado por Denys Volpe e Tom, esperava-se um desempenho melhor da equipe, mas o que se viu foi um time apático, às vezes sem ânimo para jogar, chegando para os jogos com jogadores a menos. Isso acabou facilitando muito a vida dos adversários. Outra coisa que ressentiu o Bucets de força foi a ausência do craque Xixi, homem que fazia a diferença com sua perna esquerda precisa. Além disso, com o andamento da competição, vários problemas de indisciplina culminaram com a má campanha, que foi composta de apenas um empate e um melancólico fim em WO na rodada final.

Denys Volpe credita à “falta de comprometimento” de alguns atletas para justificar o vexame e a lanterna no Grupo A. Ele cita os jogos contra o Canhedo (empate em 4 gols) e com o Roleta Russa (derrota por 4 a 3) como decisivos para decretar o rebaixamento. Porém, não culpa a arbitragem pelo insucesso do time: “(A arbitragem) complicou em um dos jogos. Mas juiz erra. Errou para o Bucets, para o Roleta, para o Bengalas, para o Acidus, tudo normal. Ficamos nervosos com os erros depois dos jogos, mas paciência”. O Bucets caiu, mas Denys não desanima e já mira a Série Prata em 2011: “Vamos vir muito fortes. Acabou esse negócio de só depender de amigos. Vamos montar um time forte”.

Outra equipe que prometia muito, mas que também decepcionou - e acabou segurando a lanterna do grupo B - foi o Joga 13. O difícil é explicar como uma equipe com jogadores de gabarito - Lele, Choco, Robinho e Barata, entre outros - conseguiu resultados tão pífios no decorrer da competição. “Não encaixamos, jogamos muito mal vários jogos, não fizemos nenhuma jogada trabalhada com a bola no pé”, destacou o craque Lele. O 13, ao contrário do Bucets, conseguiu vencer uma partida. Porém, empatou outras três e perdeu outras cinco. E isso porque o time travou bons duelos, mas não teve sorte para sair vitorioso.

O Grupo B se mostrou mais equilibrado que o grupo, todavia o 13 foi infeliz em alguns jogos. “O Chuteira está nivelado por cima, nos dois grupos. Caímos porque fomos incapazes de jogar o futebol costumeiro. Caímos por deméritos nossos mesmo”, conformou-se Lele. O artilheiro ainda se lamenta por não ter conseguido sorte melhor, tamanha a quantidade de estrelas que se juntou: “Quando montamos esse time no começo do semestre tínhamos a certeza de que esse ano era nosso. Para nós, e para muitos, tínhamos o melhor time no papel, mas não deu ‘liga’ e fizemos nossa pior campanha de toda a história”.

Junto ao Joga 13, o outro “representante” advindo do Grupo B que estará na Prata no 1° semestre de 2011, é o Treinadores do Braz. O time começou de forma arrasadora a competição, conquistando 7 pontos em 3 jogos. Mas a partir da 4ª rodada - quando fora goleado pelo Fúria (4 a 1) -, o time degringolou e acabou a fase de classificação na penúltima posição. E foi justamente o jogo contra o time de Sucão que o time quer esquecer. “Contra o Fúria, mais uma vez, não estávamos completos. Tínhamos 6 (atletas) para a partida. Nada contra os (irmãos) Motta, porém, não poderíamos ter perdido aquele jogo”, relatou o líder e camisa 10 Peruca.

A sorte não sorriu à equipe nas últimas 6 rodadas. “Vou te dizer uma coisa: no papel, o Treinadores, pra mim, era um dos melhores do seu grupo. Porém, temos um grande defeito de não sabermos defender. Não estou criticando a defesa, pois individualmente são ótimos. Mas o nosso padrão de jogo é sempre atacar, mesmo ganhando. Nunca imaginei que pudéssemos não nos classificar, muito menos cair”, desabafou Peruca. E com a decepção, Peruca coloca em xeque a permanência do time para o ano que vem: “Treinadores é muito mais do que futebol. Somos um grupo de amigos desde a infância que se reúne de final de semana pra fazer churrasco e viajar, isso nunca vai acabar. Agora, se o Treinadores vai continuar jogando, isso só poderei te responder ano que vem. Coisas podem acontecer”.

Fazer campanha ruim, e ainda descer de série, é o pesadelo de qualquer time. Porém, foi pior ainda a um debutante na Ouro: o Canhedo Beppu. A equipe fizera campanha memorável na 3ª edição da Prata, derrubando favoritos como o SPQSF. Porém, o conto de fadas do time transformou-se em filme de terror, com a equipe não reeditando os bons momentos do primeiro semestre. “O grande problema encontrado ao longo do campeonato foi o comprometimento da equipe. Na Série Ouro não tem time bobo. E, na minha opinião, não conseguimos manter o conjunto”, detectou o capitão da equipe, Luiz Siviero.

Além do retorno à Série Prata, outro agravante corroborou com a tristeza do camisa 10 da equipe: o time não sentiu o sabor de uma única vitória na Ouro. E a culpa não é da força dos adversários: “Era um grupo forte, mas não invencível. Fizemos nossos melhores jogos contra equipes boas, como Real Paulista e Bengalas. Certamente, se tivéssemos mantido a mesma raça da Prata, e os jogadores tivessem o mesmo comprometimento que tiveram no torneio anterior, não teríamos caído”. Montar “uma equipe competitiva e resgatar a raça” serão as armas do Canhedo para disputar a Prata e retornar à Ouro, de acordo com Siviero.

Ser rebaixado é uma sensação ruim, mas não é o fim do mundo. Grandes equipes do futebol brasileiro – e do futebol mundial – já caíram para divisões inferiores. É preciso mudar a mentalidade, reformular algumas peças do elenco, e colocar o coração na ponta da chuteira para retornar à edição principal da competição. E no Chuteira de Ouro não é diferente. São quatro grandes times que farão falta à Série Ouro, mas que abrilhantarão ainda mais a Prata.
Comentários (0)