Antes do A.A.A. entrar em quadra para encarar o Imperial valendo o título da Taça Verão, os alcoólatras tiveram de enfrentar o Fortuna numa das semifinais. Ao mesmo tempo, na quadra ao lado, o Imperial Os últimos jogos que antecederam a temporada 2014 do Chuteira de Ouro foram marcados por muita disputa, já criando certa expectativa para a primeira rodada do Chuteira, que inicia dia 8 de março.
As semifinais da Taça Verão tiveram características distintas. Entretanto, um futebol pegado do início ao fim foi apresentado, comprovando que nenhum time entrou em quadra para brincar. De um lado, o A.A.A. obteve fácil vitória sobre o Fortuna, mostrando um futebol muito ofensivo, comandado pelo maestro Balãotelli, responsável por quatro dos seis gols da equipe na vitória por 6 x 4. Teve gol típico de atacante oportuno que está na hora certa no lugar certo, gol de cabeça em jogada de escanteio, de prima e de chute cruzado. Inspirado, a maioria das bolas que caíram nos pés do camisa 10 tinham destino certo: o fundo da rede.
Time rubro amarelo inicia jornada no Chuteira com título
Do outro lado, o Imperial só conseguiu bater o Monstros nas penalidades. Durante o tempo regulamentar, a partida terminou em 2 x 2, sendo que o Monstros abriu 2 x 0 e parecia que venceria com facilidade. Ambos os gols foram feitos do
dread Marximelo. No primeiro, em cobrança rasteira de falta ele matou o arqueiro rival. No segundo, com classe, ele deu uma cavadinha para ampliar a vantagem. Porém, demonstrando raça e superação, o Imperial conseguiu buscar o resultado em lances de contra ataque na segunda etapa, com Astor em chute cruzado pela esquerda e Léo em desvio oportuno com a coxa, já quase dentro do gol. Nas cobranças de pênaltis, o Imperial converteu os 3 tiros, enquanto o Monstros perdeu a terceira tentativa com Fernando, que ao buscar o ângulo acabou mandando para fora.
De fora, quem teve a oportunidade de assistir às duas semifinais criou uma expectativa para a final: o Imperial podia ser um time guerreiro, mas uma vitória farta do time do artilheiro disparado Balãotelli era o mais esperado. Todavia, a história não foi bem assim. Longe disso. Na finalíssima, na quadra 5, o Imperial teve uma sábia estratégia: colocou marcação intensa em cima do camisa 10 adversário. Entretanto, ao mesmo tempo que a marcação foi eficiente, o ataque do time verde não conseguiu criar chances concretas de gol.
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Os primeiros cinco minutos foram bem mornos. As equipes pareciam se estudar, ou se preservar para aguentar mais 40 minutos. Próximo aos 10 minutos, o Imperial levou perigo com Pagé em jogada individual em que ele passou por dois adversários, mas na hora do chute mandou para fora. Já o A.A.A., em jogada típica de futsal, carimbou a trave com Fê após ajeitada de pivô de Balãotelli.
No restante da primeira etapa, as equipes não desenvolveram muita coisa. Faltas eram cometidas pelos dois times devido à alta tensão da partida – que corria àquela altura mais gritado e reclamada que jogada. Thiaguinho, do A.A.A., saiu amarelado.
Com placar intacto o jogo foi ao intervalo. E foi só na etapa final, em um lance de escanteio, que o marcador foi modificado – e seria a única. O artilheiro Balãotelli subiu mais alto do que todo mundo na área e testou firme para dentro, vencendo a forte marcação. O Imperial reclamou muito de falta do atacante na área, mas a arbitragem nada viu e seguiu o jogo. Do lado de fora da quadra, a turma que esperava para ver a final da I Copa Apertura, entre Mulekes e CAV, comentavam sobre o matador peso pesado. "Impressionante como o gordinho mete gol", falou um deles.
Balãotelli sobe e testa para fazer o único gol da final: matador fez 14 dos 19 gols do time na competição
O gol mexeu com o time da PUC, que passou a reclamar em toda jogada e pedir falta em todo lance de maior contato. Mesmo assim, o time começou a jogar melhor, pressionando seu rival, principalmente em lances de contra ataque, mas ainda sem grande eficiência – tanto que o goleiro Leonardo pouco trabalhara até esse momento. Nos minutos finais, a pressão foi grande. O A.A.A. tentava esfriar o jogo com faltas, até atingir o limite de cinco. O Imperial pedia falta em todo lance, a arbitragem não entendia assim, os jogadores reclamavam e muito. em termos de futebol, Coxinha e Pagé ainda tiveram oportunidades, mas a bola teimava em não entrar.
Assim, com filho único, o A.A.A. segurou o resultado, mesmo após o cartão vermelho de Thiaguinho e ter ficado com um a menos por dois minutos, e comemorou o título de campeão da Taça Verão, já que antes já tinha comemorada a chegada à Série Aço. O time do Imperial, ao apito final, se dividiu entre parabenizar os adversários e reclamar com a arbitragem. Um deles, com cara de poucos amigos, não parava de reclamar, em determinados momentos com grande grosseria e estupidez, até na hora de tirar uma foto para esta reportagem.
Ao fim da III Taça Verão, com as desistências de alguns times em jogar o Chuteira, o 3º colocado, o Monstros, garantiu também presença na Série Aço e se juntou a A.A.A. e Imperial. Aos 3 foi convocado também o La Coruja, 3º colocado na Taça Primavera. Pelo sorteio dos grupos, A.A.A. e La Coruja estão no Grupo B da competição que se inicia em 8 de março, enquanto Imperial e Monstros compõem o Grupo A e serão adversários justamente na 1ª rodada.
Ficha técnica
Final do XI Festival Chuteira – III Taça Verão 2014 - 22 de fevereiro de 2014
Associação Alcoólatras Anônimos (A.A.A.) 1 x 0 Imperial
Gol: Balãotelli
PREMIAÇÃO INDIVIDUAL
Artilheiro: Balãotelli (A.A.A.) – 14 gols
MVP: Balãotelli (A.A.A.)
MVG: Caiçara (Imperial)
Comentários (1)
- Imperial Futebol Clube
mar 07, 2014A própria foto do gol mostra a falta na hora da subida....ta loco juizada!