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Ou como nascem os heróis e outros seres a povoar a nossa Enciclopédia e como elas serão narradas daqui em diante


São 5 finais, 5 jogos. De cada lado um time com vontade e determinação a ser campeão. De cada lado, candidatos a herói. Cada um querendo ser superior, como os deuses, aos demais humanos. Ninguém quer perder, aceita perder, daí ter de provar dentro de quadra, em 50 minutos (às vezes mais), que é mais que o outro. As táticas para tanto, as estratégias, as formas como cada time vai se postar no quadrilátero vermelho, depende do dia, das armas disponíveis e como cada comandante planejará passo a passo. Tudo isso ajuda a entender um resultado final, um time sair campeão e outro vice, alguém (ou alguéns) a entrar para a história e ter seu nome cantado, em prosa e verso, e lembrado daqui até sabe-se lá quando. 
 
Na Ouro, o CATADO chega pela terceira vez seguida à final. Time jovem, extremamente habilidoso e com aquele DNA ofensivo que a maioria gosta (se bem que neste mata-mata o Catado mudou um pouco essa filosofia em decorrência da ausência de muitos dos seus principais jogadores). A tendência é as pessoas torcerem para aquele que persevera (afinal, é admirável a resiliência daqueles que, mesmo caindo, se esborracham, mas voltam a buscar o que almejam, sem deixar-se abater... e quantos times que foram vice-campeões se despedaçaram após a queda, hein?!).
 
Só que o esporte é jogado e a bola é cruel, muitas vezes. O BACANA, que decide o título da Prata, que o diga. O time, em sua primeira passagem pelo Chuteira (até 2014), foi nada menos que 4 vezes vice-campeão (perdeu para Bengalas, Mulekes, CAV e Mulekes novamente). Recebeu o estigma de time que não sabe ganhar uma final, que nada e morre na praia. Vascão, a gente ouvia muito.
 
A chavinha foi virada quando, após hiato de alguns anos ausente (e mais dois vice-campeonatos da Bronze com o time B da trupe, o Bacaninha), voltou em 2018. Na divisão de entrada, o Chuteira 5, dominou e levantou o caneco. Repetiu a dose na Aço (duplamente contra o Futsamba), mas levou o troco na Bronze, caindo para seu freguês numa semifinal eletrizante e vendo o rival ser campeão.
 
Ao mesmo tempo, quando o Bacana conquistava o grupo e subia à Prata, o 2 TOK´S, seu adversário deste sábado, estava jogando a Ouro pela primeira vez e se dando mal. Na verdade, o time acabou sendo rebaixado após problemas com perda de pontos e wo – o que não dava pra dizer que o time não tinha condições de figurar na elite (só pelos resultados em quadra, teria permanecido na divisão). Agora na Prata, o time do técnico Leandro Dias, do manager Rui, do craque Cidrão e do capitão Gallego tem a oportunidade de conquistar a divisão pela segunda vez. Oportunidade, pois há um ano o 2T era goleado pelo Condor´s. Um mesmo sábado de dezembro, em que a derrota em quadra foi o início do rebaixamento na Ouro... Má lembrança e aprendizado para não se repetir.
 
Naquela ocasião – um outro sábado especial de dezembro – o VENDETTA saía de quadra derrotado pelo Rachão na disputa do título da IV Copa Estrelato. Neste sábado, ambos estarão em quadra, mas não se enfrentando. O Vendetta aprendeu e cresceu muito com aquela derrota, ainda mais porque tinha goleado o rival na fase de grupos. Perdeu, mas ganhou casca. Ficou tão cascudo que conquistou a Aço no semestre seguinte e está de novo numa final, agora da Bronze!
 
O Vendetta é um time jovem, com diversos talentos que estão desabrochando para o futebol. Papinha é um deles. “Craque”, ouvi até de árbitro sobre o menino. Papinha é o camisa 10 do Vendetta sim (ao menos enquanto Olavo não volta), mas é também o camisa 10 do MAESTRIA, que encara o Rachão na final da VI Copa Estrelato. O quê?!?!
 
Papinha, ou Spinelli, é menino e a esperança que o Maestria traz para a quadra vermelha na manhã deste 14 de dezembro para enfrentar talvez o maior desafio que os meninos já tiveram. Mas é injusto só citar o menino que enfim verei 50 minutos jogar. Ao lado dele, a juventude de espinha no rosto, cabelo estilo Justin Bieber, meião folgado e caindo de Buza, GB, Dri, Bologna, Charbel e o capitão Soga. Esse time, média de idade beirando a maioridade, está invicto na competição. Não sabe o que é perder.
 
O RACHÃO – aquele que bateu o Vendetta pré-Papinha – pode impor a primeira derrota ao Maestria (que nome, que escudo!). Pode sim e tem grandes chances num terreno em que conhece como poucos, com o calor e sol que estará na manhã de quase verão. Claro que o principal motivo é ser o Rachão do técnico Menotti equipe cascuda demais, time experiente, composto em boa parte por jogadores rodados e que disputam Série Ouro e Prata (Ah, se o Andreas for jogar...).
 
Será um desafio e tanto ao Maestria, como iniciei acima a explanação, para essa geração promissora, capaz de dominar o Chuteira nos próximos anos e por muitos anos (o Maestria, subindo de divisão a cada semestre, chegaria à Ouro em 2022, com seus jogadores tendo em torno de 20 anos! Dá pra imaginar o que isso significa? Como eles, só o Loloverpool, atual campeão do Chuteira 5) Entretanto, hoje, como se comportar numa final, com adversário desse porte? O físico aguenta? O psicológico aguenta? A guerra de nervos interna pode ser crucial ao resultado final. (Mais uma vez o Loloverpool pode ser bom espelho).
 
Juventude não pode ser a característica mais óbvia desse ALL GAMES que chega à final da Bronze. A mescla é nítida e clara e tem um resultado: deu liga. Se Pipo já é quase um senhor na defesa gamer, a explosão do matador Murillo é de dar inveja a qualquer veterano. O grandão – praticamente um boneco Falcon com uma pitada de metrossexualidade (que barba, meus queridos! Melhor aparada que noiva em noite de núpcias) – é pivô, centroavante, bate de longe, de perto, tem faro de gol apurado. Tem faro e sabe guardar bola na rede.
 
O All Games cresceu tecnicamente e ganhou letalidade com sua chegada. Ademais, sem chamar atenção da imprensa chuteirense – mais preocupada em falar do grande equilíbrio do Grupo B ou das campanhas pífias e até certo ponto vexatórias de Soberanos (rebaixado) e Vila Mureta –, chega à decisão após mostrar-se muito oscilante em sua trajetória na Liga (chegou à Prata em 2018 e, surpreendentemente, não se manteve na mesma). Maturação parece ser o ponto conquistado pelo time no semestre, enquanto seu adversário tem a ascensão como sobrenome. O que pode esse All Games? Até onde chegará o Vendetta, em mais uma final mesmo sem seus dois principais jogadores – Olavo, hoje de técnico recuperando-se de cirurgia, e Aidar jogando pouco tempo por jogo e longe de estar 100%? As outras peças do elenco deram a resposta até agora.
 
Até onde pode ir o ZERO 13 é outra pergunta que ronda as cabeças dos amantes do Chuteira. Invicto na Aço, vem de uma conquista (o Chuteira 5) e louco para seguir a carreira de seu primo mais velho, o Baixada de Munique. O Zero 13 é time composto por maioria de jovens de Santos que querem fazer história no tapete vermelho do Chuteira.
 
Acontece que o Zero tem páreo duríssimo na final. Nada menos que o CATIMBA, sensação da 1ª fase, com futebol ofensivo e gol atrás de gol. Claro que na Aço goleadas são mais frequentes que nas divisões de cima – e o Zero 13 vai argumentar que venceu o confronto direto no jogo da fase de grupos. Tudo isso é verdade sim e não pode ser descartado – mais ainda quando o bom observador do futebol chuteirense sabe que geralmente o futebol mais bonito e vistoso não ganha título (ai ai ai). Sim, geralmente perde na final. Foi assim desde os primórdios, com Acidus (acredite), Melville Power, Estudiantes de la Vila, Bacana, Rabeloska, entre outros, antes do domínio do trio CAV-Mulekes-NQS.
 
No duelo do meio-dia, o time estrelar do Catimba – contratações pontuais e de peso foram feitas pelo manager Kiko – é outro bem diferente daquele que disputou o Chuteira 5 e perdeu para o mesmo Zero 13 na fase de grupos. É um time consciente, joga com a bola no pé e sabe atacar como contra-atacar. É uma espécie de Zero 13 de camisa vermelha, só que mais experiente (Pelé, Pintinho, Renan, por exemplo, tem história e experiência no fut 7). Certamente é o confronto mais igual e imprevisível.
 
Imprevisível, vão argumentar os mais críticos e vividos, é toda final que envolve o futebol (amador mais ainda). E este cronista irá concordar com eles, só que colocar ressalvas. A história conta. O momento conta. A camisa conta. Daí poder dizer que camisa de peso tem o Bacana, que entra sim como favorito ante o 2 Tok´s. Na prévia da final, na fase de grupo, na mesma quadra vermelha, um acachapante 6 x 2. Por onde andaram Galego, Cidrão, Naldo e Yuri?
 
Eu respondo: ajeitando o time, fugindo dos holofotes, abrindo caminho para essa final. É outro jogo, dirão alguns, e tendo a aceitar a afirmação e esperar uma partida tensa e muito física, em que nos bancos de reserva podem estar a definição.
 
Do banco de reservas também depende o Catado, que fez um torneio até o momento de muitas, mas muitas ausências. Se o BAIXADA DE MUNIQUE esperar algo assim do adversário para a final, seu destino pode estar selado – e não será com sorrisos e abraços. Daí a importância para um time que disputa sua primeira Série Ouro, levando a sério todo jogo, implodindo as próprias estruturas com as derrotas para Arouca e Guaxupé, e reerguendo-se pelas mãos milagrosas de Matheusão e pelos pés mágicos de Beça, em ter pés muito fincados no chão.
 
Sim, o Baixada tem menos opções que o Catado, é um time mais pesado e menos dominante em quadra. Sua qualidade máxima é ser eficiente diante dos grandes (vide contra o NQS) e ter o mais próximo que vi um goleiro chegar de Deus. Os poderes extraterrenos de um goleiro e um artilheiro que flutua e parece inatingível de costas para o gol leva um time até o topo sim, mas nesta final o que o Baixada terá pela frente é um bando de aves de rapina voando em alta velocidade e prontas para dar bicadas e esfacelar seu fígado. Bicada a bicada, pedaço a pedaço. e de novo, de novo, de novo. Seres incansáveis, que passariam a eternidade a devorar adversários pedaço a pedaço. A capacidade de agredir o adversário do Catado é algo como o que Zeus fez com o rebelde Prometeu.
 
Portanto, se Matheusão e Beça beiram o divino em momentos cruciais de uma partida, é bom ficar esperto com os titãs Interior, Drinho, Dudu e Juliano, só para citar alguns (ok, citemos também Ranny, Mateus, Raphinha e Gui), nessa titanomaquia que pode acabar com final diferente daquela da mitologia grega.
 
Meus leitores já estão cansados de me ler e ainda devem se perguntar de que @#$%& ele está falando com essas referências pra ficar bonito. Isto qualquer pesquisada no google trará as explicações necessárias para a boa compreensão da referência, mas ali ninguém vai ler nada a respeitos dos deuses do Chuteira e como eles se atracaram e digladiaram pelo trono máximo de nossa ordem futebolística. Essa, meus caros, é escrita a cada sábado por todos os que entram em quadra e balançam a rede, afastam o perigo, defendem uma bola impossível e se entregam por inteiro para cravar seu nome nessa nossa Enciclopédia que é engrandecida a cada partida final de semestre.
 
Neste sábado, dia 14 de dezembro, mais um ponto final num capítulo será cravado. E entre novos e velhos heróis, deuses, titãs e, claro, humanos, veremos juntos como se escreve essa teogonia chuteirense. Certamente teremos novas histórias para viver e verbetes para escrever, ler e contar.
 
 

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