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A MALDIÇÃO DO ROLETA EM 3 ATOS, POR R. BARATH


Com a derrota do Roleta Russa para o MachuPichu, e a consequente eliminação da equipe, Rodrigo Barath, jogador do Basicus e fã do futebol e do Chuteira, viu que ali havia uma notícia interessante e foi atrás de sua história. Após ler o delicioso relato de R. Barath, veremos que o Roleta perder do MachuPichu por 4 a 3 e ser eliminado é uma verdadeira maldição... Com a palavra, R. Barath:

Fico surpreso com o mundo do futebol, fato que não é novidade para muitos, mas faço questão de relatar, neste espaço cedido pelo Chuteira, o meu parecer sobre os últimos ocorridos com o time ROLETA RUSSA.

1º ATO

5 de maio de 2007, quadra 3, última rodada de classificação do III CHUTEIRA DE OURO. Diversos times lutando por classificação, entre eles ROLETA, com 98% de chances de classificação, segundo informações do próprio ROLETA, Assurra, Acidus, MachuPichu, Bróder e Joga 13 lutando pelas últimas vagas. Situação de certa forma favorecia o time comandado pelo capitão Baru, camisa 2 do time do tambor de balas. O adversário, Assurra, até então desacreditado e visto por muitos como uma incógnita no confronto de acordo com a campanha irregular, nada comparada àquela anterior, quando foi batida na final pela equipe campeã, a Equipe Bróder, que naquela edição se tornou bicampeã.

Com 14 pontos enfrentando Assurra com 13 pontos, após o Acidus bater o Fiorella e chegar a 15, o jogo final da rodada virou um matar ou morrer. Ou ia Roleta ou ia Assurra. Resultado? Um passeio do ASSURRA, 5 a 1, com jogadas violentas por parte do Roleta, expulsões de Daniel e Rafinha por parte do time que tem no seu SLOGAN zelar pela alegria e FAIR PLAY. O time do ROLETA acabou goleado e saiu de campo com dois a menos. ASSURRA foi vice-campeão, perdeu a final do SNG em jogo emocionante. Pelo ROLETA, a tristeza e a mensagem de luto foi colocada no ar, alegando vergonha pelo vexame. Pior, viu Acidus, que consideram arqui-rival, ainda se classificar para a fase mata-mata e perder justamente do Assurra.

2º ATO

24 de novembro de 2007, quadra 6, última rodada de classificação do IV CHUTEIRA DE OURO, ROLETA já classificado e aguardando o seu adversário para a fase seguinte, o mata-mata. No páreo, Joga 13 e Fora De Série disputando uma das últimas vagas.

Nos primeiros jogos da rodada, um ROLETA, talvez até tranqüilo pela classificação prematura, não conseguiu se aplicar tanto no jogo contra o praticamente classificado Hollanda, atual Diabos Laranjas. Após estar ganhando por 4 a 0, cedeu o empate ao final. Na quadra ao lado, que vinha em terceiro colocado e sem tantas pretensões de ficar em 2º na classificação geral, fez sua parte e bateu a Equipe Bróder em jogo emocionante, virando um jogo de 3 a 0 para 5 a 4.

Quem se pergunta sobre a relação de todos esses jogos entende abaixo:

- ROLETA bastava vencer o HOLLANDA para ficar em 2º na classificação geral, só empatou;
- ACIDUS venceu EQUIPE BRÓDER, ficou em 2º lugar no geral, ocupando a vaga que estava mais próxima do ROLETA;
- JOGA 13 e FORA DE SÉRIE brigavam pela última vaga, enquanto SÓ LANCE e TOSCO decidiam outra;
- Com o empate, ROLETA caiu para 3º colocado na tabela, abaixo de ACIDUS e SE NÃO GUENTA, e esperava o 6º melhor para fazer uma das quartas-de-final.

JOGA 13 x FORA DE SÉRIE
Até a última rodada, o tenebroso, temível e psicologicamente um dos times mais assustadores de toda a história do CHUTEIRA DE OURO, o Joga 13 não havia apresentado nada de assustador até então. O FORA DE SÉRIE, time regular, mas não com as mesmas características que o adversário, sonhava com a classificação e começou bem, minto, MUITO BEM, abrindo 2 a 0 no placar. Para piorar, aliás, talvez para melhorar a situação, o juiz marcou um pênalti para o FORA DE SÉRIE bater e, infelizmente para alguns e felizmente para outros, Adriano errou, bateu para, ironicamente, trave e FORA e deixou seu time... FORA de órbita.

Para quem pensou que o JOGA 13 ficaria menos estressado, ficou ainda mais descrente no time do FUTEBOL E CEVADA, após expulsão de Rafinha, ainda com 2 a 0 no placar para o time azul.

Eis que, com raça e movidos pela enorme torcida, toda CONTRA (estavam ali quase todos os ROLETAS, além de diversos acidianos, hollandeses, peruanos etc., eu, R. Barath, estava junto na bagunça) aquele time que, mesmo com um jogador a menos, até ali considerado perdido e desclassificado, não sei de onde tirou forças para reverter a situação, renascer como uma AVE PHOENIX, debulhar e deixar, sim, o FORA DE SÉRIE FORA do campeonato. O jogo acabou em 3 a 2 para o 13. Foi um dos jogos que não me esqueço de Alemão (ex-camisa 10 do 13) parar como um pássaro louco frente a mim, pendurado no alambrado, gritando para a torcida que todos éramos (palavra censurada) e que eles eram 13. Confesso que fiquei arrepiado.

Voltando ao ROLETA. Estavam todos ali, como citei, na torcida contra o JOGA 13. Os berros sobre o famoso ELI...MINADO já ecoavam nas arquibancadas no intervalo – promessa de troco do próprio ROLETA lembrando a eliminação contra o ASSURRA no III CHUTEIRA DE OURO III. Naquele jogo, a eliminação do ROLETA perante o ASSURRA foi comemorada com uma fanfarra organizada pelo JOGA 13 que teve direito a quase derrubar o alambrado e eco de “Vergonha, time sem vergonha”.

Após o término do jogo, Lucas, capitão do Acidus, que ainda não havia comprado ou adquirido ferramentas para verificar a matemática detalhada do campeonato, chegou para contar para nós, jogadores do Acidus (na época eu fazia parte do plantel), sobre os confrontos da próxima fase. Enfim, eis o que deu:

- ACIDUS se classificou em 2º na tabela;
- ROLETA, com empate, ficou em 3º na tabela e pegaria o 6º;
- JOGA 13 venceu e ficou em 6º;
- Final: quartas-de-final entre ROLETA RUSSA e JOGA 13.

Na hora da declaração para os acidianos, Baru, do ROLETA, ouviu tudo e ainda não acreditou nos métodos manuais de cálculos matemáticos de Lucas, que trazia um pedaço de papel em uma prancheta e não pôde deixar de desconfiar sobre o confronto anunciado entre JOGA 13 e ROLETA. Na hora disse que não era, mas, mais tarde, Baru caiu na real e mudou sua expressão tranqüila para uma expressão de tensão.

Fico me perguntando quantas coisas se passaram pela cabeça dos ROLETAS, principalmente na cabeça do seu capitão, BARU. Não sou vidente, sou hoteleiro, não sou adivinhão, mas no lugar de BARU pensaria um monte de coisas e fico imaginando, pela expressão de decepção dos ROLETAS, que não preciso citar nada aqui.

Semana seguinte e eu não assisti ao tão esperado confronto, daí sim eu poderia imaginar um monte de coisas como:

- O ROLETA se abateu, mas dará a volta por cima e irá enfrentar o JOGA 13 e, sim, poderá ganhar com o conjunto e pela campanha que havia conquistado;
- O JOGA 13 talvez tenha jogado todas as cartas e fôlego no jogo mais difícil de sua vida de CHUTEIRA e não agüentaria a boa fase dos tamborizados;

Faço questão de declarar que sou realista e tenho bom senso, por mais que a emoção fale mais alto na minha personalidade, mas o meu palpite era de, pelo menos, um jogo equilibrado.

Equilíbrio eu não soube que houve quando a notícia veio pelas entranhas de meus ouvidos. Um passeio do JOGA 13 em cima dos ROLETAS, 3 a 0 no placar final, MORRE-MORRE do tambor ao invés de MATA-MATA. Naquele dia, acho que o time derrotado ganhara a presença de um novo inimigo, o amaldiçoado título de “amarelão” dos mata-mata.

3º ATO

17 de maio de 2008, quadra 6, primeiro MATA-MATA da até aqui mais emocionante edição do Chuteira que participo, o V Chuteira de Ouro. Mais uma vez, ROLETA classificado faz tempo e com a chance de ficar entre os dois primeiros e pular uma rodada. Ficou em 3º, após perder para o TREINADORES DO BRAZ por 3 a 2. Parecia que a história de um time que se mostrou tranqüilo até a última rodada das últimas 3 edições do CHUTEIRA poderia ser repetida.

Desta vez eu pensei bem diferente, o ROLETA vinha com um time muito mais forte do que nas demais edições, com reforços e jogadores que brigavam pelo MVP do campeonato, como Kuminha, já estavam classificados, com 19 pontos de sobra. Poderia ter descansado nessa semana se tivesse ganhado seu último jogo da fase de classificação, citado acima, contra os TREINADORES. Mas perdeu. E teve de ver SNG, do qual tinha ganhado semanas antes, e JOGA 13 descansar. Para o ROLETA, vinha o MACHUPICHU.

O adversário, que contava com um plantel até então bom, mas frágil, provado pela falta de vitórias e goleadas sofridas nas últimas rodadas (a última vitória foi conquistada na quinta rodada, contra o Acidus, em 29 de março). O MACHUPICHU estacionou nos 12 pontos, mas mesmo assim se classificou.

Pois bem, não acreditei quando vi no site os resultados: o ROLETA, desfalcado somente de CACHOLETA, seu mascote, mas com organização, tenha conversado mais cedo com o inimigo número 1 dos times do Chuteira de Ouro, o famoso ELI... MINADO, presença fatidicamente triste, mas não vergonhosa, no último minuto de jogo. Com 4 a 3, gol aos 25 minutos do segundo tempo, o MachuPichu mandava o até então poderoso ROLETA para casa mais cedo, para bater um bom papo com o amigo ELI...

Destaque aqui, logicamente, para a atuação do time peruano, como é chamado por muitos, em especial Taka e Ricci, que colocaram balas de festim no tambor do ROLETA RUSSA. Desta vez, as tamborizados não contavam com a arma especial do MACHUPICHU, com 7 balas muito infladas para derrubar um time que outrora os menosprezou (certamente desta vez os peruanos acharam o mesmo). E por incrível que pareça a história se repetiu: o mesmo placar da vitória no III Chuteira. A derrota talvez seja prova que a diretoria do ELIMINADO ROLETA já deve começar a pensar na modernidade, palestras com esportistas renomados e contratação de um psicólogo para levantar o astral da equipe e acabar com a sina.

Não posso deixar de escrever sobre Danilo, capitão do MACHUPICHU, que herdou a camisa 10 do time e comandou, segundo relatos de observadores presentes, com raça e espírito fatal o time nesse primeiro jogo do MATA-MATA.

Depois de tantos “loirões” destacados em tantas edições do Chuteira, é a vez desse loiro, que deixo aqui meus parabéns pela conquista nesse jogo tão importante da vida de cada jogador do time.

Definitivamente, talvez seja a hora de muitas mudanças, reflexões e atitudes de muitos que fazem parte desse brilhante campeonato que tenho o prazer de participar, não só jogando pela minha atual equipe, o BASICUS, mas deixando meus relatos em diversas oportunidades, como esta aqui que escrevo.

Talvez seja a hora do COMANDANTE do ROLETA e seus jogadores refletirem sobre a verdadeira razão para o time se comportar como o verdadeiro “AMARELÃO”, o MAIS amarelão de todos os times. Talvez seja a hora do time focar as vendas em boa imagem ao invés de loja de chapéus cor de rosa. Ou então pode mudar pra vender chapéus amarelos, combina mais com o time, pois a cor predominante do momento é amarelo, de loirão, de Danilo do MACHUPICHU, do Caio que jogou no próprio MachuPichu e no Acidus, dos gêmeos do Muleke Piranha, Diogo e Thiago (por sinal, ex-ROLETAS). Deixo aqui minha sugestão para um novo mascote pro ROLETA, o MASCOTE AMARELÃO, pois adoro MARKETING.

Fico preocupado com a saúde dos jogadores, não sei se existe uma síndrome de febre amarela.

Desejo boa sorte aos que ainda não conheceram esses amaldiçoados personagens, fiquem espertos com o tocar do telefone. O Eli está à solta e louco para telefonar. “Alô, Baru! Alô, alô, Roletada! Aqui é o Eli...”.


Goleiro Luiz Eduardo após a ELIminação diante do MachuPichu: sua tristeza reflete todo o Roleta, que, pela terceira vez, amarela na hora da decisão.
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