As emoções das finais do Chuteira de Ouro começam às 11h da manhã do próximo sábado, com 5 decisões sendo realizadas na quadra 14, o que garante jogos menos travados e mais movimentados. Aço, Bronze, Prata e Girls em ação para coroarem um semestre de muita luta e dedicação – com a taça sendo o principal suvenir de um dia fadado à história. Porém, nenhuma dessas decisões terá o peso da decisão da Ouro: Nois Que Soma x Mulekes é a “final das finais”!
A expectativa por esse resultado guiou os amantes da divisão durante as 12 rodadas – antes do grande dia de um dos gigantes chuteirenses erguer a principal taça. Nas principais rodas, os comentários já eram de um possível embate entre as equipes mais qualificadas durante todo o certame. A olho nu, é fácil entender uma megafinal como essa.
Desde o início eram favoritos, mas suas campanhas foram distintas. O atual bicampeão NQS começou devagar, quase parando. Nas cinco rodadas iniciais conquistou somente 5 pontos (somando duas derrotas, para TáLigado e Fora de Série) e rumores de um semestre bem aquém das duas temporadas seguidas que ergueu a taça dourada. Para corroborar a fase estranha, problemas com alguns jogadores, como o então capitão Maciel (lesionado e agora papai), Luiz Fernando (também lesionado), Felipinho (ausente em várias partidas) e Uber (transferiu-se para o Camelo durante a competição).
O cenário começou a mudar na 6ª rodada: pobre Divino. A partir daí, foram mais 3 triunfos até se classificar em terceiro lugar. Nas oitavas, venceu o Arouquinha em jogo confuso e com muita reclamação contra a arbitragem; nas quartas passou pelo Roletinha, este a reclamar muito da arbitragem por supostos pênaltis não marcados. Na semifinal, passou facilmente pela catimba do Arouca para candidatar-se definitivamente ao tricampeonato dourado. As seguranças de Tinho na meta e Beleti na zaga, a esperteza de Levy, a maestria de Paulinho e o poder de fogo do quarteto Pivoto, Tuco e NeresPedro recolocaram o time de Bruno Bollito de novo na jogada.

Enquanto isso, o Mulekes navega com 11 vitórias em 11 jogos. A melhor campanha da história das 23 edições da Ouro até agora é fruto de uma arriscada aposta feita por Leandrinho Caetano no início do ano, uma reformulação, mas que surtiu efeito, pois a mulekada se enfiou em mais uma decisão após longos dois anos longe dela. O futebol praticado por Gian e cia. é de encher os olhos.
A base continua a mesma, com Pipo Valente firme na marcação ao lado do talentoso Pedrinho (considerado pelo repórter Henrique Julião um dos cinco melhores jogadores de todo o Chuteira), o trio de Vi(c)tor (Laruccia, Cruz e VB) com o diabo nos respectivos corpos, Léo Rinaldi e Leco efetivos ofensivamente, além do próprio Gian (o melhor jogador do Chuteira de Ouro há anos).
O que diferencia o atual Mulekes são as presenças de Thiaguinho e Dudu. O primeiro é um monstro tanto na marcação quanto no apoio ao ataque, além da experiência de anos e anos dentro do Chuteira. O segundo praticamente estreia no torneio e, entre gols, jogadas de efeito, bordoadas que leva e ceifada que deu, transforma-se em grande nome da campanha. A vítima da semifinal, o TáLigado, não conseguiu fazer muita frente à máquina de jogar futebol da mulekada. Resta saber agora, no dia da ‘final das finais’, se as 11 vitórias foram apenas um passeio de sábado ou um preparatório para o tetracampeonato.
Surpresas? Nem tanto – A final da edição 3 do Chuteira Girls será entre Só Risada e Rabisco, respectivamente 4º e 3º colocados na primeira fase. Com isso, as favoritas meninas de Roleta Russa Dasmina e Imperial se despediram do torneio com um misto de melancolia e surpresa. A melancolia fica por parte das imperialistas; a surpresa, pela eliminação de um time que venceu suas cinco partidas com facilidade e que já estava com a taça endereçada a si.
Porém, o futebol feminino é tão interessante quanto o masculino por isso: as rabisqueiras embalaram sua quarta vitória consecutiva e, nas toadas de Lica, Pam, Má Ferrari, Thalita, Paulinha, entre outras, despacharam as imperialistas para serem finalistas até então improváveis; as risadeiras se classificaram na bacia das almas, no limite, e perdendo por goleada justamente para a adversária das semifinais, mas, nas semifinais o sistema defensivo funcionou e marcaram demais (sobretudo Jack), e foram objetivas no ataque (com Aline fazendo um gol de placa em cobrança de falta). Quem esperava outra final que não essa talvez tenha se surpreendido. Talvez.
Lokomotiva que não para! – O som da arquibancada era em uníssono: “Lôko...Lôko, Lôko, Lôko...Lokomotiv!”. A força extra (a maioria formada pelas torcedoras) que os amarelinhos precisavam para exorcizar um recente fantasma que ameaçava o time: o vice-campeonato. No semestre passado era o favorito ante o Villa Verde e perdeu. Agora, era novamente favorito, dessa vez contra o Joga Fácil, mas precisou sofrer durante os 50 minutos para finalmente soltar o grito de campeão.
Neto foi o grande destaque no caminho das finais, mas foi Felipe Moura o autor de 3 tentos na decisão. Tanto um quanto o outro foram importantes, e o Lokomotiv se superou para levantar a taça. Romeu ficou bravo com este colunista há duas semanas, já que o Casa Mimosa foi considerado favorito ante os amarelinhos – muito mais pela campanha feita, sem nenhum ponto perdido por causa de brigas desnecessárias. Só que agora a favorita era a lokomotiva na roda-viva do Chuteira. Ontem o Lokomotiv era vice; hoje, é campeão!
Festa julina – Neste sábado, além das finais da Ouro e da Girls, antes, as decisões das outras três divisões no masculino. O primeiro campeão do dia sairá do confronto Guaxupé x TeJanto para coroar o melhor time da Aço. Depois, o Catado é favorito ante o Abusados na decisão da Bronze, mas, quem a essa altura ousaria classificar o time de Andrey e cia. como a “quarta força” do torneio? E, antes de se conhecer os melhores do feminino e do masculino, Condor’s e Camelo em um duelo de gigantes: líderes de seus grupos decidindo a Prata, em um confronto que será de Série Ouro.
Comentários (0)