Nesta quarta e última matéria especial sobre o abre do mata-mata, destacamos a divisão que é tradicional em revelar grandes equipes. Assim foi com CAV, My Balls e Cabeça Rachada, e agora com Peneira, Camaro e TáLigado, mas a turma das oitavas de final quer mostrar que também tem condições de ser grandes
A Série Bronze tem por tradição revelar times que se firmam, mais adiante, nas divisões acima, principalmente na Série Ouro. Foi assim com My Balls, CAV e, agora, o Cabeça Rachada. Nesta temporada, Peneira, Camaro e TáLigado mostram-se capazes de figurar nas duas principais séries do Chuteira de Ouro. Porém, antes, outras equipes pretendem mostrar o seu valor em busca da taça e provar que podem fazer frente a qualquer agremiação da liga. No próximo sábado, a fase de oitavas de final começa a definir quem tem ‘panca’ de time bom. E os repórteres João Paulo Bueno e Luis Fernando Saninana apontam as direções que podem ser levadas os quatro confrontos que abrem a fase final.
Allianza Sagrado e Cachorro Velho inauguram a jornada buscando resgatar valores do passado. O time de Cadinho já figurou entre as 20 equipes da Série Prata, mas retornou neste semestre à Bronze, já sem a presença da família Mirim (pai, o técnico, e filho, jogador). Mesmo assim, continua mostrando qualidade e entrosamento dentro de quadra. O problema, apenas, é o envolvimento de alguns jogadores em discussões com a arbitragem, o que custou a perda de alguns pontos à equipe. “O Allianza veio de bons resultados, mas acabou perdendo o jogo e a vice-liderança para o TáLigado. Se eles esquecerem a última semana e jogarem o bom futebol que têm apresentado, podem vencer o Cachorro Velho sem problemas”, detecta João Paulo Bueno.
O Cachorro, por sua vez, vai à quadra visando recuperar o bom futebol apresentado quando adentrou a liga, em 2010. “O time caiu de produção na temporada. Estava na liderança do campeonato e agora está em quarto. Na verdade, só se classificaram por incompetência das outras equipes”, acredita João Paulo, que aposta no Allianza como favorito. “O Cachorro é um bom time, pode jogar de igual para igual contra o Allianza, mas tem que voltar a jogar o futebol apresentado nas primeiras rodadas”, finaliza.
Na sequência, um novato e um experiente em mata-mata. O Derrubada, pela primeira vez em sua história, disputará uma fase final dentro do Chuteira. A equipe, que sempre flertou com as últimas posições em temporadas passadas, manteve a base que joga há muito tempo, mas se reforçou com o homem-gol Decão, artilheiro máximo da Bronze. “Acho o Derrubada um bom time, que sabe aproveitar as chances que tem na partida e conta com um jogador muito perigoso, Decão”, aponta Luis Fernando Saninana. O adversário, o Maciota’s, tem mais tradição que o rival em termos de fase final. É o primeiro vice-campeão da história da divisão e deverá usar da experiência para sair vitorioso. “O Maciota’s tem uma equipe ajeitada, mas que oscilou durante a competição. Fazia um jogo bom e outro ruim”, alerta Saninana.
Se, de um lado, há Decão, do outro, Alê pode fazer a diferença. “É um jogador perigoso, que aparece bem vindo de trás nas jogadas pelas pontas”, escancara o repórter, que aponta o time vermelho como possível vencedor: “Acho que será uma partida pegada, onde o Derrubada leva uma pequena vantagem por ter feito uma campanha mais sólida”.
A terceira partida das oitavas de final será um confronto interessante, afinal, o quanto pesará a camisa do tradicional Roleta Russa a partir de agora? O time original da franquia de Baru já disputou muitas Séries Ouro, mas caiu no ostracismo nas últimas temporadas e desceu à Bronze. Porém, apesar de fazer uma temporada irregular por enquanto, classificou-se de forma heroica ao derrotar o Invictus na última rodada. Agora, quer manter a tradição ante o Corleone. “O Roleta é uma incógnita. A equipe começou muito bem a competição. Tudo indicava que seria o time a ser batido no grupo. Mas, depois, veio uma sequência de quatro derrotas seguidas, inclusive uma goleada por 8 x 1 para o Bacaninha e uma derrota para o Opalas, que viria a ser rebaixado no final da primeira fase”, recorda Saninana.
Enquanto isso, o Corleone prepara-se para mais um mata-mata, agora visando alçar voos mais altos. O trio formado por Piu, Mamá e Joãozinho pode dar trabalho ao Roleta. “O Corleone tem de tomar cuidado com o Caio, que chuta bem de longe, e com o Folha, que faz bem o papel de pivô”, destaca Saniana, que aponta um vencedor: “Pela campanha que fez, o Corleone é favorito”.
Finzalizando as oitavas de final, Bonde dos Abelhas e Toque Me Voy devem fazer um confronto de extremos. O time de Jamanta conta com um bom ataque, liderado por Bruno Ferrari. Porém, a equipe ainda padece pelo comportamento de alguns jogadores dentro de quadra, principalmente em relação a arbitragem. Esse envolvimento, inclusive, custou alguns jogos ao TMV. “O Toque ganhou uma das últimas seis partidas, e essa vitória foi contra o Xoras, time que nem se classificou para os playoffs. O time não vive um bom momento”, analisa João Paulo Bueno.
Além de controlar os ânimos, o TMV terá outro problema: tentar vazar a segunda melhor defesa de toda a liga, com apenas 16 tentos sofridos (média de 1,7 gols levados por partida). O BDA veio para esta temporada com vários retornos, principalmente de Guarulhos (para proteger a zaga) e do MVP da competição, por enquanto, Maca. “O BDA vem jogando muito bem, mesmo não vencendo o Camelo e o Camaro na primeira fase. O time é muito forte defensivamente. Hulk marca muito bem e Coqueiro fecha o gol”, aponta João Paulo. “O único problema do BDA é que não consegue marcar gols. O ataque não é dos melhores”, emenda João Paulo tecendo seu palpite: “Mesmo assim, meu dinheiro está no Bonde dos Abelhas”.
Confira o caminho para a final do VI Chuteira de Bronze:

Comentários (0)