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DE OLHO NA RODADA # 19 – SENHORES, AO ATAQUE!

O faro de gol dos artilheiros esteve apurado na 5ª rodada do Chuteira, na qual Balãotelli, Calderaro, Biel e Dodo marcaram quatro vezes, e outros vários jogadores fizeram a trinca. Mas nem sempre a vitória chega ao time do ‘matador’

A transição do futebol romântico para o futebol moderno (ou futebol total, conceito perpetuado pela seleção da Holanda na Copa do Mundo de 1974) acarretou em uma discussão acalorada sobre como é a melhor forma de um time vencer uma partida – ou, pensando em longo prazo, um campeonato. O ataque é a melhor defesa, ou a defesa é o melhor ataque? A discussão tende a ser eterna, uma vez que os títulos chegam através de estretégias em cima de uma defesa sólida ou pelo modo que a maioria dos amantes do futebol mais gosta: com muita bola na rede. Talvez nunca haverá uma resposta universal que agrade; depende muito das habilidades dos jogadores que fazem parte dos planteis...

O mal causado pela derrota do Brasil na Copa do Mundo de 1982 diante da Itália (a seleção canarinha era mais voltada ao ataque; a seleção italiana era mais voltada à defesa) reverteu nas gerações seguintes, com o conceito ‘não levar gol’ sendo exaltado por ‘pseudopensadores’ do futebol que acreditam mais no título à base de uma defesa imponente do que no futebol bem trabalhadado em trocas de passes. Mais que isso: na ausência de artilheiros.

Na rodada 5 das quatros séries do Chuteira, os ‘matadores’ deixaram de lado o conceito ‘não levar gols’ e fizeram a festa. Uma saraivada de tentos para não deixar nenhum torcedor descontente. Como os 4 anotados somente por Balãotelli, artilheiro que ajudou o Arouca Jrs. a realizar o placar mais chamativo de toda a liga: vitória de seu time sobre o Mulekes.

O Arouquinha, no embalo do camisa 11, venceu e subiu na tábua de classificação no Grupo A da Ouro. A equipe de Quim e Orley apostou no ataque para eliminar a principal característica do rival de sábado: atacar. Deu certo, e o Arouquinha está virtualmente classificado à segunda fase com os 10 pontos conquistados até o presente momento.

Na verdade, na principal divisão da liga, os artilheiros pouco apareceram, mas o poderio de fogo dos times chegou de forma arrasadora. Só assim para explicar um 8 x 5 do Di Primeira ante o Med Taubaté; ou o placar de 5 x 3 em favor do SNG contra o My Balls; ou até mesmo os 5 x 0 do líder Zenite contra o Fúria. Não tem jeito: atacar é uma forma romântica de apreciar o futebol. Mesmo que arqueiros como Chaluppe, Diego, Mauricio e Rodrigo segurem os ataques rivais, como em Jeremias 0 x 1 CAV e Arouca 1 x 0 Primatas.

Os artilheiros (com exceção de Balãotelli) não balançaram tanto assim as redes na Ouro. Já nas outras divisões... Na Prata, por exemplo, Bia marcou 3 gols e ajudou o Fora de Série a assumir a liderança do Grupo B ao massacrar o Só Quem Sabe por 8 x 2 e contar com o empate entre o antes líder Coringa ante o Inflação. O camisa 10 do FDS foi tão decisivo quanto Guedes, que também marcou 3 tentos e consolidou o Império Celeste na liderança do Grupo A prateado.

E o show dos artilheiros na Prata ainda contou com um inspirado Carlinhos, que marcou a trinca em favor do TCM e este virou o jogo para cima do Basicus; e também com os 3 gols de Papai do Axé na primeira vitória do Elite na temporada. A redenção pode chegar através de tentos...

Assim foi ao Allianza Sagrado, na Bronze, que contou com os 3 gols de Ferzim na luta pela vaga direta à Prata. O Allianza aproveitou a bobagem do Corleone na semana passada e subiu; depois, aproveitou o empate entre o mesmo Corleone com o Derrubada e assumiu a vice-liderança do Grupo A; e ainda foi presenteado com mais uma bobagem por parte da trupe do Toque me Voy, que, com agressão a árbitros, fatalmente perderá pontos na tabela de forma merecida e, assim, deixará o caminho livre para os ‘sagrados’ disputarem a vaga da chave com o Peneira. Ainda neste mesmo grupo, Luis Fernando marcou 3 gols para o TáLigado e fez sua equipe golear sem piedade o Xoras. O Táligado vai, na base do ataque, firmando-se no Chuteira.

Agora, artilheiros com faro de gol apurado apareceram na Série Aço. Simplesmente 8 ‘matadores’ fizeram as festas das torcidas no fim de semana. Por exemplo, os 3 tentos marcados por Zé Henrique que ajudaram o Futsamba a alcançar o Kansado na ponta do Grupo B. A façanha de Zé foi tão importante quanto a do já conhecido Marcelo Toretta, que marcou 3 gols na surpreendentemente tranquila vitória do Lodetti ante o Magnatas – na disputa que valia a ponta do Grupo B. E o Lodetti está a dois triunfos da Bronze...

A Aço ainda mostrou um Joca com instinto apurado no bom placar construído pelo Exilados diante do Abusados. E também mostrou o oportunismo de Vini Costa, autor de 3 tentos em favor do Bengalas, que voltou a sorrir depois de duas rodadas magras. Vini já é conhecido de outras temporadas dentro da liga, assim como Biel, autor de 4 gols que deram a vitória à galeria do Os Mostarda. Biel e o time amarelo foram tão bem quanto a dupla Caio Pisano e Fábio Teixeira, autores de 3 tentos cada um na boa vitória do Voando Baixo sobre o Di Primeira Expresso. Aliás, esta foi uma partida de 15 gols! Assim o público gosta: quando há muita redonda no barbante. Pode perguntar aos torcedores da Família EDL, estupefatos não só com a primeira vitória da equipe no Chuteira, via Série Aço: ficaram em polvorosa com os 4 gols de Calderaro no triunfo de 6 x 3 sobre o Morada Choque, do artilheiro Lele, que desta vez marcou “só” dois.

Porém, nem sempre os artilheiros costumam ajudar seus respectivos times a chegarem aos triunfos. Afinal, Lukinhas marcou 3 gols para o Palestrinha da Catarina contra o Cabeça Rachada, na Prata, mas o time verde-limão venceu por 6 x 4; Danilo Gouveia anotou, na Bronze, o chamado hat-trick na derrota do seu No Bid para o Allianza Sagrado, em jogo de 11 gols; e Dodo marcou inacreditáveis 4 gols para o Di Primeira Expresso, mas quem faturou a vitória foi o Voando Baixo.

Com essas informações os defensores do estilo ‘o gol é só um detalhe’ vão dizer que, sim, a melhor defesa é o ataque. Só que para os amantes do futebol romântico, não importa quem ganhou ou quem perdeu; importa é o que o grupo O Rappa já cantou: “Não precisa ser de placa, eu quero ver gol”.
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