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Notícias de 17/05/2011

XI CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Roleta Russa 2 x 5 Bufalos

BUFALOS SE IMPÕE NOS ÚLTIMOS 10 MINUTOS E DESPACHA ROLETA RUSSA


Dinho mais uma vez comanda o ataque azul e ajuda a garantir a vaga nas quartas

Por Luiz V. Andreassa

O quinto time classificado para as quartas-de-final da Ouro foi o Bufalos, que bateu o Roleta Russa pela primeira partida válida pelas quartas de final. Quarta colocada no Grupo A, a equipe azul mostrou superioridade e contou com o poder de decisão dos seus melhores jogadores.

O começo equilibrado mostrou mais vontade por parte do Roleta, que chegou em cabeçada de Buttino que Cidrão defendeu e em chute de Mu para fora após boa jogada. Mas Dinho fez a diferença aos 7 minutos quando, pelo lado direito da área, aproveitou a bola pingando para mandar de cobertura, encobrir Guaraná e, com estilo, balançar as redes pela primeira vez. Golaço. Não houve muito tempo para comemoração, já que os alvinegros logo chegaram à igualdade. Marcão recebeu passe de calcanhar do pivô dentro da área e não perdoou: 1 a 1.

Depois disso houve um momento de poucas chances e muita dificuldade na criação de jogadas por parte dos ataques. Diogo Mariano tentou quebrar o ritmo com um chute de bico para fora após receber pelo meio. Aos 14 minutos, Gegê arriscou do meio da quadra de peito de pé quando a redonda estava no alto, mas também errou o alvo. Dinho respondeu com uma finalização parecida após roubar da defesa, a qual também não acertou o seu alvo, mas passou mais perto.

Uma das melhores oportunidades do primeiro tempo foi criada por Casali: o camisa 11 bufalense chegou pela esquerda, limpou a marcação e, em boas condições para ampliar, acabou chutando fraco para fora. Apesar disso, o momento era de mais ataque por parte do Roleta, que tentava mudar o panorama morno e lento que tomava conta da partida. Para tanto, Salada cobrou escanteio na medida para Marcão cabecear com muito perigo perto da trave. E o mesmo Marcão tentou de novo, desta vez em chute de longe que, devido à sua força, deu trabalho para Cidrão e obrigou o sósia do Paulo Henrique Ganso a defender em dois tempos.

Porém, o futebol não é um jogo lógico e previsível, e é por isso que, quando se defendia mais e sofria certo risco de tomar a virada, o Bufalos conseguiu ampliar. Em cobrança de falta pelo lado esquerdo, Casali mandou no cantinho e Guaraná aceitou.

As equipes foram para o intervalo planejando as ações da segunda etapa, a qual começou parecida com o final da anterior. O Roleta Russa continuou com maior posse de bola e buscando mais o ataque, fazendo o adversário se encolher e manter apenas Dinho à frente. Não que tenha havido uma grande pressão – longe disso – mas o empate parecia mais próximo do que o terceiro revés. O primeiro a tentar foi Coelho em chute de longe que passou perto do travessão. Na sequência, Rapha Ferreira arrancou pela direita e, mesmo sem muito ângulo para bater, arriscou e obrigou o goleiro a mandar para escanteio. Na cobrança, a pelota viajou e encontrou Moscow que, sem pestanejar, finalizou de primeira e só não empatou a partida porque o arqueiro rival foi bem de novo para defender.

A insistência se manteve até os 11 minutos, momento em que ela finalmente foi recompensada. O RR pressionou com duas finalizações de dentro da área que o guarda-metas conseguiu evitar, mas a bola acabou sobrando para Salada, que não desperdiçou e empatou. Gui Tedesco tentou responder em seguida ao cobrar uma falta com força no meio do gol. Guaraná espalmou para frente e contou com a competência da sua zaga para afastar o perigo.

Ao contrário das expectativas de mais vontade dos times, principalmente do Roleta, que precisava de mais um gol para avançar – o rival tinha a vantagem do empate pela melhor campanha realizada na primeira fase –, o que se viu foi uma volta aos piores momentos do primeiro tempo e um esfriamento das emoções. O equilíbrio só foi quebrado aos 15 minutos, momento chave para o embate. Ligado no lance, Gui Tedesco roubou a bola da defesa adversária e arrancou para o campo de ataque. Pelo lado esquerdo, Casali apareceu completamente livre pedindo o passe, tendo a possibilidade de chegar em ótimas condições de ampliar a vantagem. O camisa 5, porém, não deu ouvidos a ele. Quem estava vendo o jogo logo pensou: “Que burro, devia ter tocado pro cara livre fazer o gol!”, mas Gui chamou a responsabilidade e, de fora da área, bateu colocado com muita categoria. A bola nem parecia que ia para as redes mas foi no cantinho, sem chances de defesa para o goleiro.

Esse belo gol decretou a mudança completa e decisiva na partida. Desesperado, o time de Baru – ausente mais uma vez – foi para cima em busca da virada e deixou espaços na defesa. E foi justo em um contra-ataque que Dinho recebeu em ótimas condições, avançou e tocou com tranquilidade na saída do arqueiro. 4 x 2.

Uma reação roletense ainda foi tentada, e Mu chegou perto disso quando fez bela jogada ao limpar a marcação e, de fora da área, encher o pé e acertar o travessão. Todavia, não foi o bastante e o Bufalos foi mais efetivo, decidindo de vez a parada com Casali. O camisa 11 passou para Dinho que, pelo lado esquerdo, driblou o marcador, avançou, chegou à linha de fundo e cruzou para o mesmo Casali completar para as redes e fechar o merecido placar. Merecido porque a esquadra azul foi bastante efetiva nas chances que teve, soube jogar com competência e fazer os gols que precisava. Pior para o Roleta, que foi eliminado e agora só tem como o consolo o fato de que o maior rival, Acidus, está foi rebaixado. Tirando isso, foi um fim previsível para uma equipe que não mostrava muito fôlego para alcançar as fases mais decisivas.

XI CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Real Paulista 4 x 3 Arouca

REAL PAULISTA ARRANCA CLASSIFICAÇÃO HERÓICA NO ÚLTIMO MINUTO E ELIMINA AROUCA


Mesmo com um jogador a mais desde os 20 do segundo tempo, Arouca sucumbiu diante do rival e dá adeus à competição

Por Luiz V. Andreassa

Tinha tudo para ser a tarde perfeita, o jogo perfeito. O Arouca, time de melhor campanha entre os que disputavam as oitavas de final, jogava completo, contava com a volta de Tché – um de seus artilheiros na competição –, vinha de uma grande vitória sobre o Só Resenha e enfrentava o sexto colocado do Grupo B, desfalcado do zagueiro Marquinhos. Ótimas condições para conseguir a vitória e se garantir nas quartas de final.

Mas acontecem coisas que só vemos no futebol, e às vezes o mais desacreditado consegue surpreender. A situação arouquense era parecida com a do Inter e do Cruzeiro nesta Libertadores: vantagem de poder empatar contra um time teoricamente menos qualificado. E como as equipes brasileiras foram surpreendidas, o Arouca também o foi. Mas vamos aos poucos. A partida começou estudada, nenhuma equipe conseguia sair do jogo burocrático nos primeiros minutos. Já aos 6, Caio Martins conseguiu finalmente assustar o Real Paulista em chute disparado da meia esquerda. A bola, porém, passou por cima do travessão. Algum tempo depois, foi a vez de Marquinhos Bohn cobrar falta com muito perigo, perto do ângulo.

Apesar de ver o rival dominando a posse de bola, a esquadra branca aos poucos foi se soltando. Primeiro, Pedrinho recebeu passe na direita desmarcado, Maurício saiu de sua meta para tirar e o camisa 11 fez um cruzamento que a zaga tirou na boca do gol. Se este lance levou perigo mas não abriu o placar, o próximo foi mortal. Ronan saiu cara a cara com o goleiro e, da dividida, a bola conseguiu escapar e ir direto para as redes.

O RP passou a ter mais confiança e ir para cima, porém isso resultou em mais espaços para o rival buscar o empate. O primeiro a se aproveitar disso foi Renan. Ele avançou pelo lado esquerdo e disparou uma bomba defendida em dois tempos por Alemão. Na sequência, Dih chegou pelo outro lado e mandou um chute cruzado para fora. As tentativas não paravam e, em confusão na área após cobrança de escanteio, Vitão, Felipe Mota e Renan tentaram concluir, mas foram impedidos pelo arqueiro.

A essa altura do jogo a posse de bola era dominada pelo Arouca, que finalmente conseguiu a igualdade aos 22 minutos em mais um lance de Renan. O camisa 21 roubou a bola pelo meio e a deixou para Orley, que dominou e, com um passe espetacular de cavadinha, deixou o companheiro na cara do gol. Com isso, parecia que o caminho do gol tinha sido finalmente encontrado e as coisas poderiam ser mais fáceis. Poderiam. Sem perder tempo e sem deixar o adversário comemorar, o Real Paulista voltou à frente quando Fofão recebeu pela esquerda e rapidamente finalizou no cantinho. Bem colocado como sempre, Maurício estava inteiro no lance, mas acabou falhando e deixou a redonda passar. Pior para o seu time, que teve de ir para o intervalo em desvantagem.

Depois de uma primeira etapa de poucas emoções e chances de gol, a esquadra azul e amarela iniciou o segundo tempo disposta a transformar a maior posse de bola em tentos. Para tanto, Tché, um dos jogadores mais importantes do time, veio para o jogo e logo no primeiro lance quase mudou a história do mesmo. Ele tabelou com Markinhos e saiu em ótimas condições pelo lado direito, só que Alemão saiu bem de sua meta para tirar. Na sequência, Renan tentou também, mas o chute subiu demais e a pelota passou por cima.

Antes que a situação se complicasse, o Real Paulista criou mais uma oportunidade letal. Tuca cobrou escanteio e, antes da bola cair, Panela finalizou. A redonda bateu no chão e, quando estava perto do gol, desviou em um arouquense, deixando o guarda-metas sem reação. 3 x 1.

Marquinhos Bohn tentou responder na sequência em cobrança de falta que bateu na barreira e foi para fora, passando perto da trave. O rival tentou não arrefecer o ritmo e também chegou bem ao ataque: Xexé tabelou com Panela e recebeu perto da trave, mas errou o alvo ao finalizar, perdendo uma boa chance.

A movimentação foi aumentando e o Arouca partiu para cima em busca dos dois gols que lhe dariam a classificação. E não é que eles conseguiram? Marquinhos Bohn arriscou de fora da área, Orley fez o corta-luz e enganou Alemão, o qual pôde apenas ver a bola entrar. O tento animou o time, porém o próximo lance de perigo só veio 4 minutos depois. E põe perigo nisso! Após cruzamento de Caio Martins, Tché chegou chutando pela direita e a redonda encontrou Ricardo pronto para marcar, na cara do gol. O camisa 7, porém, conseguiu fazer o mais difícil e mandou-a para cima.

Sem lamentar a oportunidade desperdiçada, mais uma vez a equipe foi para o ataque, agora para resolver. Vitão encontrou Tché com liberdade pelo lado direito e ele, por sua vez, disparou uma bomba de primeira que acertou o alto da meta e venceu Alemão. Era o empate.

O belo tento obrigou o Real Paulista a sair de novo para o ataque em busca da vitória. Cadu testou o coração dos adversários ao receber passe de Tuca em cobrança de falta e mandou um petardo direto no travessão. Renan não deixou por menos e, ao receber passe de Daniel Taffelli pelo lado esquerdo, chegou chutando forte, porém a direção da pelota não foi proporcional à força com a qual foi batida. Com isso, a tensão ia aumentando e os jogadores foram ficando mais nervosos à medida que o tempo passava. Prova disso foi o “tapa” – ou algo parecido – que Raphão, do RP, deu em Daniel Taffelli. O árbitro deu apenas cartão amarelo para o camisa 7. A esta altura o técnico do Arouca, Galizé, já tinha sido expulso por reclamar da arbitragem.

Já aos 20 minutos, Cadu bateu de fora da área e Maurício mandou mal ao espalmar para dentro da área, contando com a boa chegada de Markinhos para tirar o perigo dali. Pouco depois, Cadu apareceu outra vez, só que de forma muito pior: ele deu uma cotovelada no adversário e foi expulso.

O fato de ter um jogador a mais em quadra e as poucas chances criadas no final da partida favoreciam o Arouca. Todavia, o clima de expectativa indicava que ainda poderia acontecer algo importante. Em meio a tentativas desesperadas e uma pressão que não vinha dando certo, surgiu a luz no fim do túnel para os merengues paulistas. Quando o relógio apontava 25 minutos, quando a defesa plantada não dava espaços para o ataque real, quando a classificação arouquense estava praticamente concretizada, eis que surge Márcio Mariano pelo meio. Sem pestanejar, ele finalizou de bico, com muita competência, no cantinho do gol. Era o tento salvador para o Real Paulista e destruidor das esperanças rivais.

Festa merecida da heróica esquadra branca após o apito final. Decepção do outro lado. Um embate que não mostrou muita qualidade futebolística em seu todo, proporcionou no final o desfecho surpreendente de mais uma história emocionante no Chuteira de Ouro. O Real Paulista segue na competição e joga com o SNG no próximo sábado, reeditando as quartas de final do torneio passado quando o SNG passeou com 5 x 1 sobre o rival. Para o Arouca, como diria o poema, “a festa acabou, a luz apagou; e agora José?” Agora é assistir as quartas da arquibancada e se preparar para o XII Chuteira de Ouro.

XI CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Med Taubaté 3 x 0 Fúria

MED TAUBATÉ PRENDE A BOLA PARA BATER FÚRIA


Defesas competentes e ataques pouco inspirados deram a tônica do embate, que leva o Med a encarar o Só Resenha nas quartas de final

Por Luiz V. Andreassa

O Med Taubaté fez jus ao seu favoritismo e venceu o Fúria, tornando-se o segundo classificado do dia. Não que tenha sido fácil, pois o adversário impõe respeito. Mas numa tarde em que Thiago e Adriano Motta passaram longe de mostrar o futebol de sempre, as coisas sempre ficam mais difícil para os alvirrubros.

A partida começou mais na “especulação”, com as duas equipes dando muita importância à marcação e se arriscando pouco no ataque. A primeira finalização foi de Pedro Henrique, que arriscou de longe, mas errou o alvo. A resposta só veio aos 5 minutos em cobrança de falta que Sucão bateu pelo meio, obrigando Irineu a espalmar. A partir daí as coisas esquentaram um pouco e surgiram algumas chances de gol. Pelo Med, Rogerinho arrancou pela esquerda e, mesmo sem muito ângulo, chutou para defesa de Pedro. O rival chegou em cabeçada de Thiago Motta que passou por cima com perigo, após lançamento.

A oportunidade mais clara de abrir o placar veio no melhor momento do Fúria no primeiro tempo – e talvez no jogo todo. Adriano fez bela jogada, deu uma meia-lua no marcador e passou para Thiago chegar na cara do gol e bater rasteiro. Teve gente já dando o gol como certo nessa hora – inclusive o repórter – mas Irineu fez milagre ao intervir e tirar uma bola quase impossível de ser evitada. O lance marcou uma mudança no panorama da partida. Uma mudança não muito boa. O Med Taubaté passou a dominar amplamente a posse de bola, mas sem ser incisivo nas suas ofensivas. E quando um time fica tocando sem conseguir atacar e o outro só consegue se defender, o que acontece? O jogo fica chato, justamente o que se viu em quadra.

Só aos 15 minutos veio a próxima chegada quando Rogerinho dominou na entrada da área e bateu rasteiro de perna esquerda para fora. Em seguida, Pedro Henrique arriscou do meio da quadra e a pelota passou por cima, perto do ângulo. O camisa 22 tentou na sequência um chute parecido, mas como diria Milton Leite: “Que desagradáaaaaavel!”. A bola foi sair pela lateral do outro lado. Só que em contra-ataque bem armado não teve jeito e o placar foi inaugurado. Javier fez belo passe para Anibal chegar pela direita e, da entrada da área, mandar uma bomba cruzada de primeira que bateu na trave e entrou.

O domínio taubetense resultou em nova chance quando Rogerinho arrancou pelo meio, saiu da marcação e bateu forte de esquerda. A bola passou perto da trave com muito perigo. Ainda houve tempo para uma nova chegada, que desta vez resultou em gol: Javier apareceu de novo e, após se livrar da marcação, concluiu para defesa de Pedro. No rebote, Anibal apareceu para conferir e ampliar a vantagem.

Assim, mesmo sem mostrar um grande futebol, o Med foi para o intervalo vencendo por 2 a 0 e já se aproximando da vaga nas quartas de final, já que teria de levar 3 gols e não fazer nenhum no segundo tempo para ser desclassificado.

Mesmo assim, a esquadra vermelha e branca voltou mais ligada em busca da virada histórica. O primeiro a tentar foi Sapo ao chutar rasteiro da entrada da área e obrigar Irineu a defender com o pé. Apesar disso, o rival se defendia com qualidade e a partida voltou a ficar travada. Aos 5 minutos, em cobrança de escanteio, Adriano Motta subiu e mandou de cabeça por cima. Do outro lado da quadra, Brão dominou pela direita e finalizou de peito de pé para fora, pertinho do canto.

Em boa jogada pela esquerda, o bem marcado Thiago Motta driblou o defensor e bateu de direita no cantinho. Bem colocado, Irineu caiu para espalmar. O Med não queria dar chance ao azar e Anibal quase definiu de vez a parada ao receber pelo lado direito e concluir com qualidade, exigindo boa intervenção de Pedro. E foi justo no momento em que a equipe voltava a dominar as ações e a manter a posse de bola que o Fúria arrumou um novo fôlego e se lançou ao ataque. Primeiro, Felipinho Castro tabelou com Bruno e mandou para fora. Depois foi a vez de Fagner fazer o um-dois com o camisa 11 e finalizar pelo meio, exigindo defesa do goleiro. Já aos 19 minutos, Adriano arriscou de fora da área e Irineu foi no ângulo para fazer uma defesaça.

Porém, em seguida, Pedro Henrique desferiu o golpe final: Anibal chutou, o arqueiro espalmou e o próprio camisa 10 rolou para Pedro fazer. Mesmo com chances mínimas de classificação e precisando de quatro gols em cinco minutos para mudar o seu destino na Ouro, a esquadra alvirrubra continuou com raça e vontade – algumas vezes até excessiva –, lutando por cada lance e tentando descontar. Mas não houve jeito e o placar de 3 x 0 refletiu a superioridade do Med Taubaté, que soube anular os pontos fortes do rival, controlar o jogo sem sofrer sufoco e fazer os gols nos momentos certos para definir a partida.

XI CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

The Veras 4 x 2 Fiorella Brasil

THE VERAS SURPREENDE O DESFALCADO FIORELLA E SE GARANTE NAS QUARTAS


Mesmo desacreditado por alguns, time azul-grená avança mais uma fase e se torna o grande azarão da competição

Por Luiz V. Andreassa

Quem duvidava da força do The Veras foi novamente surpreendido: a equipe se impôs sobre o Fiorella Brasil – que jogou com desfalques e tinha apenas dois reservas. Com a vitória por 4 a 2, Pedro e Cia. se classificaram para as quartas de final e encaram o poderoso Mulekes. E se o adversário sentia a falta de alguns jogadores, o Veras teve um reforço de peso: Kinho fez a sua primeira partida no torneio e chegou arrebentando com dois gols decisivos.

Apesar dos seis gols que o embate proporcionou, a primeira etapa foi maçante: poucas chances de gol e escassez de boas jogadas. A primeira finalização só veio aos 5 minutos, quando Japa roubou no meio de campo, avançou e chutou para defesa em dois tempos de Franklin. O camisa 15 – não 7, como de costume – tentou outra vez, agora pelo lado direito, só que mandou para fora. Depois disso, o Fiorella resolveu também ir para cima e passou a ter mais posse de bola. Mesmo assim, quase viu o rival abrir o placar em um lance incrível: em confusão na área, João Cláudio dividiu com o goleiro, a bola subiu e foi para o gol. Marchi ainda chegou para conferir, mas a zaga conseguiu tirar em cima da linha. No rebote, João Cláudio mandou para fora.

Como quem não faz leva, aos 12 minutos o time branco e preto balançou as redes: Tião arriscou do meio da quadra e acertou o cantinho. Benga aceitou e teve de buscar a bola dentro do gol. O adversário resolveu reagir e quase empatou em erro do autor do tento em saída de bola que Moura quase aproveitou para marcar. Pouco depois, João Cláudio recebeu cruzamento dentro da área, finalizou, a bola bateu no zagueiro e, de maneira chorada, encontrou o seu caminho rumo à igualdade.

A partir daí as jogadas apareceram ainda menos e, apesar da movimentação intensa dos jogadores, as emoções quase pararam. Apenas aos 21 minutos voltou a acontecer algo de interessante quando Kinho chegou pela esquerda e mandou uma paulada que atingiu a rede pelo lado de fora. Na sequência, os fiorellenses João Paulo e Cléber concluíram a gol, ambos para fora.

Depois de um primeiro tempo feio e equilibrado, as equipes voltaram do intervalo mostrando um futebol mais interessante. Petreche cobrou escanteio direto para o gol e quase fez um olímpico. João Paulo tentou responder ao receber em ótimas condições pela esquerda em contra-ataque mas tropeçou na hora de chutar. Que faaaase! João Barbosa também fez uma tentativa arriscando do meio da quadra, o que deu trabalho para Benga.

Todavia, aos 6 minutos, foi o Veras quem marcou. João Cláudio dominou pela direita e surpreendeu a todos ao rolar para Flama ao invés de concluir a gol. O camisa 7 não decepcionou e mandou rasteiro para virar o placar. Petreche fez boa jogada pela esquerda e cruzou pra João Cláudio dividir com a zaga. A pelota foi indo em direção ao gol e o próprio Petreche chegava para assegurar o tento, porém a zaga conseguiu tirar na hora H.

Precisando da virada por ter ficado numa posição pior na primeira fase – apesar de ter feito mais pontos que o rival – o Fiorella foi para cima e Tião assustou o goleiro ao bater falta pelo lado direito com força, só que para fora. Em seguida, Cléber recebeu na área, girou sobre a marcação e mandou de sem pulo, também para fora. Ele ainda tentou dar uma de garçom ao rolar para João Paulo chegar chutando forte, mas a tentativa teve o mesmo destino das anteriores, passando mais perto desta vez.

Já aos 15 minutos, Cléber chegou de novo servindo um companheiro ao tocar para João Barbosa, mas este perdeu a grande chance de deixar tudo igual ao não conseguir concluir depois de dominar. Porém, a insistência alvinegra foi recompensada quando Tiago Silva apareceu para definir. Ele recebeu na direita e bateu bonito no cantinho, sem chances de defesa, decretando o 2 x 2. O tento animou a equipe, que quase conseguiu a virada com Francisco Ferreira, que chutou de fora da área e contou com um desvio da zaga para passar muito perto de marcar.

Pressionado, o The Veras se defendia e tentava contra-atacar. A tática deu certo e, aos 20 minutos, Kinho chegou pelo meio, puxou para a direita saindo da marcação e mandou uma bomba. 3 x 2. Abatido, o adversário apenas viu a esquadra azul-grená jogar e quase ampliar, mais uma vez com o camisa 13, quando este fez boa jogada pelo lado esquerdo e bateu com força, obrigando Franklin a botar para escanteio. Na sequência, Japa fez belíssimo passe para o mesmo Kinho sair livre na área e mandar para fora na saída do goleiro.

Mas o final de jogo era mesmo de Kinho, que decidiu de vez ao arrancar pela esquerda em contra-ataque, sair na cara do gol e tocar com categoria para as redes. E assim foi concretizado o 4 x 2, mais uma vitória do Veras, time que não tem grandes destaques individuais e nem sempre mostra um futebol vistoso, mas, na maioria das vezes, é bastante competente para conseguir os resultados que precisa.
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