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ANÁLISE – Deja vú

           

Seis meses após a final do Chuteira 5, Futsamba tem revanche ante Bacana na final da Aço com maior possibilidade de erguer a taça
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A decisão da 9ª edição do Chuteira 5 teve o Bacana como grande campeão, derrotando o Futsamba em jogo equilibrado (3 x 2) e ao mesmo tempo eletrizante (relembre a final aqui). Seis meses depois, os times se reencontram em outra decisão, agora da Série Aço, confirmando os favoritismos atribuídos desde antes do certame começar. Dessa vez, a possibilidade de os sambões saírem campeões é maior do que no torneio passado.
 
A explicação é simples: vontade. Quem se lembra do período da decisão do primeiro semestre recordar-se-á que o Bacana buscava sua primeira taça dentro da Liga Chuteira de Ouro – mesmo sendo uma das equipes mais longevas. O time retornava à competição, assim como os sambões, ausentes durante alguns semestres. O fato de Marcelão e cia. serem vice-campeões em algumas ocasiões – na Série Ouro inclusive – tornou a mentalidade do Bacana mais focada em erguer o troféu do que qualquer outra equipe. Inclusive o Futsamba.
 
O ambiente agora é diferente. São os sambões que correm atrás do tão desejado caneco com mais intensidade. Desde a primeira rodada o time entrou focado, quando derrotou o Cachorro Velho por 5 x 1 e foi passando as rodadas rivalizando com o Soberanos pela vaga direta na Bronze. Teve um percalço chamado Rabisco, que surpreendeu na quarta jornada ao derrotar o time por 3 x 2 e assombrar a galera. Porém, Gabs conseguiu controlar os ânimos dos jogadores, que pacientemente retomaram o caminho das vitórias e esperaram os tropeços dos adversários diretos para terminar a fase de grupos na liderança.
 
Trata-se de um elenco recheado de jogadores de habilidade – começando pela meta. Ferrugem é apontado como o melhor goleiro da Aço na atualidade por dois motivos: é bom debaixo e ao lado das três traves e sabe sair jogando com os pés melhor do que muito jogador de linha. Assim, os sambões ganham um ‘goleiro-linha’ sem necessariamente colocar alguém que não é do ramo na função. Além de Ferrugem, outros jogadores fazem a diferença, como Kaique, Juninho, Thesko, Emicida, Maguila, Rodinei, Orley, entre outros.
 
Porém, sem dúvida, a aposta maior é no trio ternura formado por Cahé, Zé Henrique e Jorge Melki. Juntos, anotaram 21 tentos dos 48 marcados em dez partidas (incluindo a fase final). Só que a artilharia ganha reforço quando Prego está em quadra. Ao lado de Cahé e Zé, anotou 8 tentos e está na briga para ficar, entre os sambões, na dianteira entre os que mais marcaram gols pelo time no torneio. O sucesso do Futsamba na finalíssima dependerá do comportamento emocional dos quatro jogadores. Se estiverem concentrados, será problema aos bacanas.
 
Favorito? – Quando o Bacana levantou o troféu do Chuteira 5 no primeiro semestre logo foi creditado a vencer também a Série Aço do segundo período de 2018, mesmo com meses separando as decisões. Trata-se de um elenco também repleto de jogadores individualmente bons que, em conjunto, transforma-se em um time forte e indelével. Porém, pegou um caminho menos complicado que o Futsamba na trajetória até este dia 15 de dezembro.
 
A bacanada não teve um rival à altura desde a 1ª rodada, quando massacrou o Belini por 9 x 1. Nem mesmo o IMZT, que polarizou com o time de Marcelão até a última rodada pelo acesso direto à Bronze, mas no meio do caminho empatou com o Voando Baixo e perdeu a oportunidade de desbancar o favorito no confronto direto, mostrando estar abaixo psicologicamente.
 
Sem referências, acabou sofrendo diante de Cachorro Velho e Futeloucos na fase final, e quase deixou o caminho aberto ao Futsamba erguer a taça da Aço. Só que agora contará com força máxima para a revanche de sábado. Romulo continua sendo o principal atacante. Com 8 gols, é o artilheiro do time, mas tem as ‘sombras’ de Antonelli e Pimenta (7 gols cada). Contudo, tratando-se de uma final, já mostrou que tem intensidade e sabe lutar por espaço em muitas ocasiões. Ainda é versátil, pois joga na zaga quando Marcelão procura surpreender determinado adversário.
 
Outros jogadores são os diferenciais. Thom é um deles. Recém-operado, voltou com fome de bola e por seus pés passam quase todas as jogadas bacana. Matheus e Fê Loko, juntos em quadra, é um problema aos rivais pelo entrosamento e força física. Caco vem fazendo grande temporada e é um dos melhores zagueiros da Aço, um dos responsáveis a manter o time com a defesa menos vazada, levando apenas 16 gols. Além deles, outros players ajudam a bagunçar a cabeça de Marcelão – que tem a dor de cabeça agradável a qualquer treinador tamanhas variações.
 
Sem pistas – Das cinco decisões do dia 15 de dezembro, a mais difícil em termos de apostas é justamente esta. Nas outras divisões há um leve favoritismo para um dos lados – talvez até na Prata, onde o 2 Tok’s aparenta estar mais encorpado que o Condor’s por conta das campanhas. Futsamba e Bacana é diferente. Apesar de o segundo ser forte em termos de concentração, o primeiro buscará um caneco justamente para encontrar o mesmo nível de absorção e poder subir um patamar onde poucos se colocam.
 
A chave para o sucesso: paciência. Quem jogar com a cabeça fria enxergará detalhes que poucos encontram em um tabuleiro em movimento que precisa de estrategistas. Deverá ser uma finalíssima com poucos espaços, e aquele que souber controlar os nervos diante de diversos obstáculos impostos sairá com um maior sorriso.
 
Além dos jogadores, os comandantes técnicos têm funções determinantes. Não apenas tática, mas também psicológicas, já que controlam um grupo. Tanto Gabs quanto Marcelão sabem, por exemplo, que um xingamento de algum reserva e que o árbitro ouça, ou uma entrega indevida do colete na hora da troca, acarretará em um cartão amarelo – gerando falta coletiva, muitas vezes fator de decisão em caso de acúmulo excessivo. Essas são apenas pequenas partes de um universo envolto a uma decisão. Esta, que temos a sensação de já ter visto em algum lugar do passado.

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