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ANÁLISE - De ponta a ponta

           

Invictus e Baixada abriram a temporada lá em setembro e encerram em dezembro; quem leva a divisão mais querida?
Eis que a melhor divisão do Chuteira de Ouro chega em sua final. E foi um prazer acompanhar a trajetória dos times até aqui, apesar de ter cravado em outros. Baixada ou Invictus? No final das contas, a gente torce mesmo pra um bom futebol, um bom espetáculo de se ver. E, principalmente sobre o que os times apresentaram na fase de mata-mata, acredito que não teria final melhor para a divisão mais querida. Qualquer um que for campeão terá todos os méritos da conquista. São acima de tudo dois times consistentes e convincentes, que só se preocuparam em jogar bola e também por isso estão onde estão.
 
Os estilos são em parte diferentes em parte parecidos. Invictus e Baixada têm, de similar, a aplicação tática: defendem e atacam com a mesma entrega e intensidade. Para o Baixada, parece um pouquinho mais fácil desempenhar essa função. O time ajuda demais e, apesar de se falar tão bem do ataque (que, claro, mantém a bola longe de Matheuzão ou Della), a defesa do Baixada foi a melhor da primeira fase (com apenas 15 gols sofridos, média abaixo dos 2 por jogo, enquanto o ataque foi o 6º mais efetivo, com 33). No mata-mata, o Baixada levou só 2 — e fez 9!
 
O Invictus teve campanha regular na primeira fase, com 23 gols a favor e 21 contra, ficando em 4º lugar no mesmo grupo do rival da final, isolado entre os que brigaram pela liderança (Baixada, Lokomotiv e Leleks) e os que chegaram de última hora pra completar o G-6: Basicus e HidroNG. Talvez daí o trunfo pra chegar de mansinho, como quem não quer nada, e crescer tanto nesses playoffs. A campanha do Invictus das oitavas pra cá foi tão consistente quanto a de seu adversário: fez 9 gols e levou 3 (tendo jogado uma partida a mais, das oitavas).
 
Elenco x time titular de doutrinadores
 
A diferença entre os elencos está justamente... nos elencos. O Baixada pode, e deve, levar mais jogadores para a final, mas estarão tão entrosados quanto os comandados de Leandro Dias? O Baixada tem um time-base claro, que quiçá será decorado para o futuro, vamos lá: Matheuzão ou Della, Guina, Taira, Jerry, Pedrinho, General e Beça! Mas geralmente leva dois ou três reservas e olhe lá, pelo menos tem sido assim no mata-mata (e esses reservas não têm muitos minutos de quadra).
 
Já o Invictus, com sistema de jogo também bem definido, consegue rodar o elenco, sempre numeroso, e manter esse sistema e a intensidade. Talvez e apenas não tenha mostrado, até agora, uma reposição pra Alê Bianco, que consegue segurar a bola como ninguém, em comparação com os ditos reservas. Mas aí também é mais mérito do camisa 18 que demérito dos substitutos. O banco de reservas do Invictus, que não é tão evidente assim (quem é reserva, quem é titular?), tem, sim, várias peças importantes. Gú, Dinho (dois dos que vi atuarem em função parecida da de Alê Bianco, apesar de terem caído mais pelas pontas), Paulão, Tiago, Rabelo... tem muita gente boa nesse grupo.
 
Peça por peça titular, o Baixada está à frente. Beça e General foram SÓ os dois melhores da primeira fase: Beça marcou 16 estrelas de MVP, enquanto General marcou 14 (empatado em 2º, é verdade, com o magnata Mineiro e o Neto, do Loko). Há muita qualidade também, como já é de conhecimento de quem viu pelo menos alguns minutos desse time, em Pedrinho, Jerry, Taira, Guina. Aí tem um probleminha, Taira não joga, está suspenso por bobeira (jogou o colete na substituição e já tinha amarelo). Isso obriga o Baixada a dar mais minutos em quadra para um ou dois jogadores. Vamos ver como eles se viram com isso, apesar de não parecerem muito preocupados...
 
Pra abrir e pra fechar
 
Como esquecer do confronto disputadíssimo entre os dois times logo em suas estreias nesta Bronze, em 1º de setembro? Bom. Eu cheguei só na 2ª rodada, então quem me lembra é o grande Antônio Lemos. O que chama a atenção, além de perceber (pela crônica e pelo placar de 2 x 1) o jogo disputado que tiveram, é a presença de jogadores que não se vê muito pelo lado do Baixada, como Minho e Soninho (este último responsável, inclusive, pelo gol da virada). Com a já relatada ausência de Taira e também pelo fato de ser uma final, a expectativa, reafirmo esse ponto-chave do confronto, é que tenhamos nova oportunidade de ver um plantel santista completo em ação — e se esse elenco acompanha a intensidade das trocas do Invictus. Vale perceber também que aquele foi um dia atípico: o Invictus caiu no final e reclamando demais da arbitragem, ao mesmo tempo que Beça não fez nenhum gol e ainda desperdiçou um shoot out (Léo quem defendeu) — e o Acidus do Lói venceu o La Coruja por 6 x 2! (só pra sacanear)
 
Se nem shoot out do Beça dá pra garantir (já que Léo certamente estará no gol, que responsa, hein, vilão!?), entre Invictus e Baixada só é possível garantir uma coisa: o espectador terá que antecipar ou adiar a hora do almoço — ou viver de danone mesmo —, mas não pode de jeito nenhum perder a finalíssima da Bronze, com início previsto pras 12h20.

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