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ANÁLISE – Ou vai ou racha

           

Final da Estrelato coloca frente à frente equilíbrio do Vendetta ante intensidade do Rachão
  • DESCONTÃO PRA VOCÊ

    Time do Chuteira já larga com 15% de desconto em uniforme BATBOLA. Ligue (11) 3865-6386
Rachão fc70 e Vendetta voltam a se enfrentar neste sábado (8), em duelo que definirá o grande campeão da IV Copa Estrelato. Na fase de grupos, o Rachão impôs ao adversário sua única derrota na competição, e foi com requintes de crueldade – 8 x 3. O placar elástico deixou ao Rachão a sensação de que o líder no grupo não era tudo isso que pintava. Ao mesmo tempo, o Vendetta saiu reclamando da arbitragem e ciente de que podia mais do que mostrado naquele fatídico segundo tempo...
 
Fato é: os dois times terão neste sábado a chance de mostrar que estavam certos na ocasião! O Rachão quer vencer e reafirmar que é mais que o Vendetta, que por sua vez só tem em mente apagar o vexame e se cacifar a um novato de peso na liga.
 
Para entender a final, é preciso recuperar a campanha das equipes até o momento. O Vendetta foi, ao lado do Zero 13, o melhor time da 1ª fase, com 5 vitórias e uma derrota. Estava no mesmo grupo do Rachão e a única derrota, como já dito, foi para o rival da final. Garantiu o acesso antecipadamente e não pipocou no mata-mata, tendo sofrido para passar pelo Del Porto no gol de ouro (empate em 2 x 2, com o goleiro adversário pegando tudo) e goleado o Catimba por 4 x 1.
 
Chega à decisão com bons números, cuja marca é o equilíbrio. Marcou 33 gols e sofreu 22, com saldo positivo de 11 gols. Esse número poderia ser bem maior caso o lanterna DeLetra não tivesse dado WO na rodada final, fazendo com que o Vendetta ganhasse “só” de 1 x 0.
 
O Rachão, por sua vez, tem um ataque mais poderoso – 46 gols em 8 jogos, média de quase 6 por jogo – mas, ao mesmo tempo, uma defesa bem mais vazada. Foram nada menos que 35 bolas na rede do goleiro Piero, que ainda foi um dos destaques da Corrida MVG. Ou seja, o Rachão é um time que ataca muito, marca muitos gols, mas também sofre atrás. Exemplo clássico de um time assim: o 8 x 5 ante o Zero 13 nas quartas de final ou a derrota na fase de grupos para o Sanjamaica (incríveis 8 x 6!).
 
Com duas derrotas e 6 vitórias, o Rachão carrega consigo o DNA Bacana, já que a maior parte do elenco é composta da união de jogadores históricos do Bacana (atual Série Aço) com o ex-time do Bode, extinto no meio do ano, além de amigos que jogam em times de outras divisões (Primatas, por exemplo). E se o DNA tem essa marca, é facilmente detectável que o Rachão fez uma primeira fase em banho maria para, no mata-mata, mostrar a que veio. Quando colocado em xeque – justamente na 6ª rodada ante o líder Vendetta (derrota na ocasião praticamente eliminaria o time) – deu a resposta do quanto podia render. Isso comprova que é um time muito capacitado, com um elenco numeroso e recheado de jogadores experientes, acostumados a decisão e capazes de definir um jogo.
 
Corrobora isso a história das duas derrotas dos rachadores: para Sanjamaica (6 x 8, na 3ª rodada) e para o Resenha (3 x 5, na 5ª rodada). Um ponto em comum foi a maneira como elas se desenrolaram. No revés para os jamaicanos, por exemplo, o Rachão abriu 5 x 2 já no segundo tempo e permitiu a virada do adversário. Contra o Resenha, os rachadores voltaram do intervalo vencendo por 2 x 1, mas tomaram 4 gols em um piscar de olhos e foram descontar apenas lá no fim, com o jogo já decidido. Ambas as derrotas com a sina do vira-virou!  Ambas com time contado e sem a necessidade da vitória. No mata-mata, a chave virou e o time vem completo, já adiantou um membro da comissão técnica.
 
Você lembra do primeiro round?
Naquela 6ª rodada, entretanto, o time da dupla Menotti & Marcelão encarou o líder e até então invicto Vendetta, e uma derrota representaria a eliminação precoce de um dos favoritos ao título. Com futebol envolvente e alto poder de decisão, o Rachão meteu 8 x 3 no Vendetta e fez uma campanha de recuperação até chegar à final. Neste duelo que deu sobrevida ao time, Renatinho (1 gol), Pimenta (3 gols) e Romulo (2 gols) arrebentaram e mostraram ao adversário que existia ao menos um adversário à altura na briga pelo caneco. Relembre como foi esse jogo sob a pena de Douglas Almasi clicando aqui)
 
Mesmo derrotado, é bom lembrar que Aidar marcou os 3 gols dos vingadores na ocasião, mostrando que, se bobear, ele guarda! Outro ponto interessante é que o Vendetta chegou a empatar a peleja em 3 x 3 no segundo tempo, mas faltou fôlego ao time, o que sobrou ao adversário, algo que precisa ser levado em consideração.
 
Mesmo com os jogadores se conhecendo e jogando juntos há um bom tempo, a equipe do Rachão é compacta e com grande força física, o que pode passar a ideia – errônea – de uma equipe pesada. Muito pelo contrário! Afinal, um super trunfo do time é justamente a troca de passes com velocidade rumo ao gol do adversário. E, claro, a qualidade técnica dos jogadores. Eis uma equipe que gosta e busca as jogadas ensaiadas e o uso do pivô com inteligência. Não à toa, Romulo e Julião decidiram jogos em favor da equipe nessa edição (ambos somam 6 gols cada). Julião foi o homem na vitória sobre o Zero 13 nas quartas, já que Romulo estava suspenso. Na final, ele volta.
 
Por falar nas individualidades, Pimenta vinha fazendo um semestre excepcional até encontrar uma nova contusão pelo caminho. Parou nos 9 gols quando podia estar brigando bem acima. Entretanto, outros seguem bem e em ótima fase. Gabrielzinho e Gaúcho – 5 gols cada – são os caras da equipe em termos de velocidade e finalização, além de Sacola, Renatinho e Kami. Ausência confirmada só a de Fê Loko, expulso ante o Zero 13.
 
O Vendetta, por sua vez, tem no equilíbrio dentre as suas individualidades a sua marca. Pou é daqueles jogadores que todo técnico gostaria de ter no seu time. Sério, frio e calculista, não deixa espaços para os atacantes, além de se arriscar de vez em quando mais à frente e ajudar com lances decisivos, como no gol de ouro nas quartas de final diante do Del Porto. O meio de campo do time é brigador tem a potência dos chutes de Pipe. Nesse ponto, por exemplo, o Rachão perdeu Fê Loko, um grande chutador e que quando a coisa engrossa vire e mexe tira um coelho da cartola.
 
Se o mordedor Pipe leva perigo no ataque, Olavo não tem vergonha de voltar para marcar e se doar em prol do time. Sem falar no tapa de qualidade ao bater na bola, contribuindo com passes milimétricos e gols. Por falar em gols, Aidar é o artilheiro isolado do Vendetta no campeonato, com 12, cinco a menos que Felipe Glória, do eliminado Zero 13. Ele é, sem dúvida, a grande esperança da equipe, mas por trás do óbvio existe Charbel, autor de outros 5 gols, que vire e mexe entra bem e consegue dar outro ritmo ao time.
 
O lado negativo do Vendetta pode estar no emocional, setor em que o Rachão é muito qualificado. Time de jovens e novato no Chuteira, pode pesar contra uma decisão, repleta de torcida contra. Quadra grande, muito espaço para correr e cobrir, se sair perdendo pode acabar sentindo a pressão? Perder a concentração em jogo contra os rachadores é praticamente a morte (vide a 1ª fase). É seguir martelando e acreditar que o gol vai sair, além de entender o jogo adversário, que roda muito o time, ora joga com pivô, ora busca o jogo agudo de velocidade pelas alas, algo que pode confundir o Vendetta. É bater de frente e também alterar seus jogadores, acreditando na força do grupo.
 
Quem é o favorito?
Comparado ao Rachão, o Vendetta tem menos conjunto que o adversário, mas nem por isso possui menos qualidade. Para me fazer entendido, os rachadores possuem mais elenco, aquele jogador que entra no lugar do parça e o time mantém a mesma pegada. Por exemplo, se Aidar sair, não há um 9 à altura para substituí-lo, assim como não há um 10 com a mesma qualidade de Olavo ou um 3 com talento próximo ao de Pou. Já no Rachão sai Romulo e entra Julião – ou vice-versa, além de jogarem juntos. Fê Loko não joga, mas há opções de sobra, como Rafinha, Gaúcho, Enzo e Caue. Sem contar nos diferenciados Pimenta e Renatinho, que inclusive foram decisivos para a vitória contra o próprio Vendetta na fase de grupos (Pimenta, outra vez machucado, não deve jogar).
 
Um duelo que será marcado pela paciência do Rachão em encontrar o caminho do gol, e a intensidade do Vendetta, que precisará de um jogo qualificado de seus principais nomes para superar o rival. Será que Pou é capaz de parar Romulo, Julião e cia.? Será que Olavo terá fôlego para marcar e atacar, fazer de tudo um pouco, e ainda um pouco mais, o famoso 110%? Será que Aidar pode chamar a responsa e ser o MVP da final? Enfim, algumas perguntas que ficarão no ar e apenas serão respondidas depois que a bola rolar para esse grande duelo.

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