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CONTRA-ATAQUE # 35 – ALTO NÍVEL

           

A velha discussão da idade do Master volta com a fase final; enquanto isso, o burrinho vai às quartas
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O Chuteira Master ganha elogios e algumas críticas por conta do limite de idade mínima imposto pela organização do evento. Porém, antes do debate sobre se é certo jogador de 30 anos ser considerado master, é importante ressaltar o nível de competitividade que a terceira temporada da divisão alcançou. Seguramente, algumas equipes teriam nível suficiente para atuarem numa Série Bronze, por exemplo.

O caso do Bacana é bom para ilustrar. A versão envelhecida da equipe, na verdade, nada mais é que o próprio Bacana – principal favorito a levantar o troféu da Aço deste semestre. A maioria dos jogadores de um atua no outro, criando um paradoxo difícil de ser compreendido. Como uma equipe, cujo jogadores com mais de 30 anos, consegue estar ‘nas cabeças’ em dois torneios distintos? A resposta talvez seja a força física; ou a mental; quem sabe, a técnica individual. Ou simplesmente não há uma resposta.
 
Uma máxima muito ouvida é: o limite mínimo ao Chuteira Master ser de 30 anos é errado. Essa é uma frase corriqueira, que até faz sentido, mas não é muito a verdade. Por exemplo, há jogadores com menos de 25 anos que passam vergonha – e nem se dão conta – perto de um jogador com no mínimo 30 anos. Além da qualidade técnica, neste caso, há o comprometimento com corpo e mente, além de uma preparação que exige boa noite de sono.
 
É de se duvidar, como exemplo, que um zagueiro como Lins, do Imperial, tenha facilidade para marcar Caio Balbino, atacante do AFC. Ou que Allan, do SNG, não consiga parar um atacante como Bruninho, do TeJanto. Lógico que os mais novos, neste caso, levarão vantagem em muitos casos, mas em outros, perderiam a disputa. Então, é necessária muita calma antes de criticar (ou mesmo elogiar) alguma situação envolvendo os 'velhinhos'.
 
Semanticamente, a palavra máster não significa ser idoso ou algo parecido. Neste caso, o sentido é de um mestre, ou seja, alguém cuja experiência estará a favor da transmissão de conhecimento. Logo, cai por terra o argumento sobre limite de idade. Não se trata, portanto, de uma competição de pessoas que não conseguem correr atrás de um novinho. Trata-se, no caso, de saber lidar com um jogo chamado futebol Society.
 
Isso não quer dizer, também, que as críticas deixarão de existir. Na rodada de quartas de final, Mike Patricio, do Belini, acompanhou a eliminação do AFC diante do SNG 3.0. Ficou impressionado com Biro, Allan, Tejeda e companhia pela consistência da lendária equipe. Porém, não deixou de dar seu palpite, dizendo que o limite mínimo de 30 anos era injusto. Porém, com quem? Tudo bem que um jovem de 30 anos tem uma potência na hora do chute, mas isso não implica em o zagueiro de 40 anos não chegar a tempo de o travar, muito menos de o arqueiro com 45 anos não conseguir voar para fazer a defesa. É preciso um olhar mais agudo para algumas complexidades de uma mutável sociedade e seus novos tempos.
 
Burrinho embalado – Demorou quatro anos para o É Verdadeee recuperar o sabor de disputar um mata-mata. Porém, não demorará mais quatro anos para o time avançar às quartas de final, algo que não ocorria desde 11 de maio de 2013, quando terminou em segundo em seu grupo na 9ª edição da Prata e avançou diretamente à penúltima fase antes da decisão. Mais um tabu quebrado, agora sobre o Rabisco, e de novo o Burrinho querendo calar alguns (muitos críticos). Porém, legal mesmo, é ver os sorrisos nos rostos de Furia, Reyna, King, Master, Mika...
 
Que venham as semifinais! – O Chuteira Girls ainda tem mais uma rodada, porém, já é de conhecimento de todos as equipes classificadas para a rodada semifinal. Com quatro derrotas, o Pauline deu adeus ao torneio pois já cumpriu seus jogos e não alcançará mais o Imperial, quarto colocado.
 
Então, Olimpia, Condor’s, Futsamba e as imperialistas farão duelo entre si no próximo sábado para saber quem pegarão... entre elas mesmas! Por enquanto, nenhuma equipe mostra amplo favoritismo a levantar o caneco. Nem mesmo as detentoras do título. As sambonas se recuperaram na última rodada e venceram bem, mas ainda precisam de uma vitória mais poderosa – contra um time de mulheres ‘cascudas’. Poderá ser contra o Imperial, que jogou muita bola para poder segurar as condoretes. Ou, quem sabe, numa fase final.
 
Destaque – Todo jogo eliminatório é importante e o público poderá escolher vários para assistir no próximo sábado. Porém, o encontro que reunirá uma constelação de craques estará, por incrível que pareça, na Copa Estrelato. O duelo entre Zero 13 e Rachão colocará frente a frente inúmeros jogadores que atuam pelas principais divisões acima – sobretudo a Série Ouro. Ver Maestre x Tieppo, Interior x Renatinho, além de outros duelos particulares, será deveras interessante. Que os horários com os jogos de suas outras equipes não criem conflito e todos possam assistir à boas apresentações.
 
Continua sendo apenas um jogo – Que todos os envolvidos em decisões no próximo sábado tenham consciência que vencer é bom, mas respeitar o próximo e olhar para o próprio umbigo antes de sair disparando suas metralhadoras cheias de mágoas é melhor ainda. Árbitros erram tanto quanto um atacante na cara do gol e acertam tanto quanto uma defesa espetacular de determinado goleiro. Jogar calado e com frieza faz a equipe ser vencedora. Quem busca agressão física e lança mão de certas inverdades sempre será perdedor. O jogo da vida é outro, rapaziada.

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